18 de abril de 2011

Cultura: Laboratório com tecnologia de ponta funciona em Évora para desvendar segredos do património

Évora, 18 abr (Lusa) – A Universidade de Évora possui um laboratório único no panorama académico português dedicado ao estudo e conservação do património, equipado com tecnologia de ponta e que funciona como uma espécie de “CSI” para a área da História.

“É um bocadinho como o CSI [a série de televisão Crime Scene Investigation]. O CSI quer saber quem morreu e como morreu. Aqui, é saber quem fez e como fez a peça ou artefacto”, explicou hoje à Agência Lusa Cristina Dias, uma das responsáveis pela estrutura laboratorial.

O HERCULES - Herança Cultural, Estudos e Salvaguarda, equipado com tecnologia de ponta, integra a Universidade de Évora e resulta de um investimento superior a dois milhões de euros.

O laboratório, que já está a funcionar, é inaugurado terça-feira, tendo as suas bases sido criadas graças a um mecanismo de financiamento (EEAGrants) proveniente da Noruega, Islândia e Liechtenstein.

A unidade reúne técnicos e especialistas em conservação e património, assim como cientistas de diversas áreas: químicos, geólogos, bioquímicos, geoquímicos, conservadores restauradores, historiadores e arqueólogos.

O HERCULES trabalha em rede com o Laboratório de Conservação e Restauro José de Figueiredo, do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), e com unidades de investigação de referência, nacionais de estrangeiras.

Com exceção do Laboratório José de Figueiredo, o HERCULES, realçou Cristina Dias, é o que faz estudos mais abrangentes e completos na área do património.

“Há departamentos dentro das universidades que têm estudos de conservação e restauro, em Lisboa e no Porto, mas não têm esta abrangência. Têm laboratórios que servem para aulas e investigação, mas esta é única no país enquanto unidade diferenciada”, sublinhou.

A missão é desvendar o segredo de obras de arte e de bens patrimoniais, procurando saber como e quando foram feitos, porquê e por quem e ainda como se podem preservar, com recurso “à investigação multidisciplinar e a meios analíticos sofisticados”.

“Temos uma série de equipamentos que nos permite fazer análises a diferentes tipos de materiais orgânicos, como corantes naturais, vernizes ou aglutinantes utilizados nas pinturas, e inorgânicos, por exemplo pigmentos das pinturas, barros das cerâmicas, argamassas ou a pintura mural”, enumerou Cristina Dias.

Uma “mais-valia”, não apenas para a Universidade de Évora, ao nível da investigação e do conhecimento teórico que possibilita, mas também em termos práticos, em estreita ligação com as empresas de conservação e restauro, que solicitam as realização de análises, frisou a também professora universitária.

“É importante saber quais os materiais de uma peça, para se poder utilizar uma coisa compatível na conservação e restauro”, afirmou, explicando que, muitas vezes, quando não existem “estes cuidados”, os materiais que se “põem no artefacto vão reagir com o que já lá estava”, o que acaba por causar “mais problemas” do que antes.

Lido no DN : Turismo celebra dia internacional do monumentos

O Turismo de Lisboa associa-se ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) na celebração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala em 18 de Abril, este ano subordinado ao tema "Água: Cultura e Património".

Belém e o Parque das Nações, bem como os rios Tejo e Sado, serão palco de algumas das acções pensadas para assinalar a passagem deste dia. Diversos associados do Turismo de Lisboa, com actividades no domínio turístico-marítimo, manifestaram já apoio às celebrações.

Na Marina Parque das Nações irão, assim, ter lugar, nos dias 17 e 18 de Abril, além de passeios no rio, uma oficina de pinturas de embarcações típicas do Tejo, trabalhos de arte de marinheiro associados a estas embarcações e exposições, assim como a exibição de um filme do arquivo do realizador norte-americano Steven Spielberg, além de outras iniciativas.

Também a Vertigem Azul, uma empresa dedicada à organização de passeios para observação de golfinhos, e a Câmara Municipal de Setúbal, propõem, para dia 17, um passeio de três horas no estuário do rio Sado, que termina com uma prova de vinho Moscatel e de doces regionais.

Lido no DN : Caviar 'made in' Algarve

Um projecto inédito da Universidade do Algarve pretende criar uma unidade de cultivo de esturjão (peixe cujas ovas dão origem ao caviar) em aquacultura.

Um biólogo, um perito ucraniano em aquacultura e um empresário gourmet juntaram-se e querem instalar até ao final deste ano, no Algarve, uma unidade de produção do esturjão. Se tudo correr como previsto, as primeiras embalagens da iguaria de luxo criadas no Algarve vão estar nos restaurantes e nas lojas gourmet em 2015.

Sur Facebook, 5 vidéos de recettes de grands chefs portugais !

Visite Portugal

Não deixe de ver aqui o novo vídeo do Turismo de Portugal !

Bataille de Lys : discours de l'Ambassadeur du Portugal samedi 16 avril


Lisez ici le discours prononcé par son Excellence l'Ambassadeur du Portugal en France devant le momument de La Couture : un rappel de l'histoire et de beaucoup de ce qui fait la force du Portugal.

Pour rappel également : Le monument, de pierre et de bronze, est l'oeuvre du sculpteur António Teixeira Lopes et a été érigé par des ouvriers portugais. Sur un pan d'église gothique ruinée par la guerre, une allégorie de la Patrie brandit l'épée de Nun'Alvares, le connétable dont la victoire à Aljubarrota sur les Espagnols, en 1385, marqua l'indépendance du Portugal. Elle vient ainsi en aide à un fantassin portugais qui, à coups de crosse, tente de terrasser la Mort.

17 de abril de 2011

Minha pátria... texto interessante lido no site do Jornal das Letras

"No ano em que nasci, Manuel Alegre viu a sua (nossa) pátria derramada na gare de Austerlitz: "Minha pátria sem nada/sem nada/despejada nas ruas de Paris", como escreveu num dos poemas mais belos do livro A Praça da Canção. Era o confronto do poeta com a tragédia de um povo deliberadamente mantido analfabeto e supersticioso, a desaguar humilhado numa Paris que, um ano depois, queria ser realista e exigir o impossível.

Agora façamos de conta que estamos num filme e apliquemos o separador: "Paris, 40 anos depois". Flanando pelas lojas da moda, com os meus companheiros de viagem, somos discretamente seguidos pela curiosidade da jovem vendeuse. "São portugueses?", pergunta finalmente, com sotaque brasileiro contaminado pelo francês materno. E desfia, finalmente, a história do seu fascínio pela nossa língua, que aprendera numa escola em Paris, seduzida pela Bossa Nova com que fora embalada em criança.

"Vous êtes portugaise, madame?" Oui. "Un moment, s'il vous plaît". À procura de um vestido especial para uma ocasião ainda mais especial, sou solicitamente atendida por uma empregada que chama uma colega luso-descendente, capaz de conversar comigo no meu próprio idioma. É uma mulher elegantíssima, a família originária do norte de Portugal, com quem falo longamente sobre o ensino da língua em França, as férias dela e até - imagine-se- o gosto demasiado clássico dos franceses em matéria de sapatos. Nessa mesma noite, convidada por um amigo espanhol residente em Paris, fui ouvir Mísia. E vi minha pátria, orgulhosa e universal, nas ruas de Paris."

Guia prático para perceber o Acordo Ortográfico

Consulte este guia prático para perceber o Acordo Ortográfico !

Como uma balada sem conteúdo político se transformou em primeira senha para o 25 de Abril



Quis saber quem sou, o que faço aqui
quem me abandonou, de quem me esqueci
Perguntei por mim, quis saber de nós
Mas o mar não me traz tua voz

Em silêncio, amor, em tristeza enfim
Eu te sinto em flor, eu te sofro em mim
Eu te lembro assim, partir é morrer
Como amar é ganhar e perder

Tu vieste em flor, eu te desfolhei
Tu te deste em amor, eu nada te dei
Em teu corpo, amor, eu adormeci
Morri nele e ao morrer renasci

E depois do amor, e depois de nós
O dizer adeus, o ficarmos sós
Teu lugar a mais, tua ausência em mim
Tua paz que perdi, minha dor que aprendi
De novo vieste em flor, te desfolhei

E depois do amor, e depois do nós
O adeus, o ficarmos sós

25 de Abril: "E depois do adeus", a canção romântica que "adquiriu valor histórico"

Santarém, 17 Abr (Lusa) – A canção que serviu de senha para o arranque da revolução de 25 de abril de 1974, “E depois do Adeus”, escrita para o Festival da Canção daquele ano, “adquiriu um valor histórico” e tornou-se “uma arma”.

As “histórias” em torno desta canção juntaram, sábado à noite, na antiga Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, o autor da letra, e produtor, José Niza, o cantor Paulo de Carvalho, o autor da capa, José Santa Bárbara, tendo como fundo uma foto em que figura o autor da música, já falecido, José Calvário.

Numa mesa moderada pelo jornalista Joaquim Furtado sentaram-se ainda o estratega da revolução, Otelo Saraiva de Carvalho, e o homem que ficou a comandar a EPC na noite em que Salgueiro Maia saiu à frente da coluna que rumou de Santarém para Lisboa, Correia Bernardes.

A sessão - marcada pela interpretação, a cappella, da canção por Paulo de Carvalho, depois de, por telefone, João Paulo Dinis, ter repetido a frase com que, às 22:55 de 24 de abril de 1974, introduziu a que seria a senha que colocaria as tropas na rua – inseriu-se no programa de comemorações dos 37 anos da Revolução dos Cravos promovido pela câmara municipal de Santarém.

José Niza contou como escreveu numa noite os poemas para seis canções que José Calvário lhe entregou para concorrer ao Festival da Canção, tendo descoberto recentemente que “E depois do Adeus” juntou excertos de dois poemas que escreveu quando esteve na guerra colonial (entre 1969 e 1972), um dedicado a Ho Chi Minh (fundador e primeiro líder do partido comunista vietnamita) e outro à mulher.

Só se apercebeu do papel da canção na revolução “uma semana depois”, pois a música que se tornou “emblemática” foi a escolhida para segunda senha, “Grândola Vila Morena”, de José Afonso, disse.

Otelo Saraiva de Carvalho confessou que a sua ideia inicial era usar uma música de Zeca Afonso, mas João Paulo Dinis acabou por sugerir uma canção insuspeita e que, na altura, toda a gente conhecia.

Correia Bernardes recordou os receios de Salgueiro Maia (devido ao fracasso recente do “golpe das Caldas”) quando, na madrugada de 25 de abril de 1974, saiu da EPC à frente de 231 homens rumo a Lisboa, determinado a, se ficasse sozinho, “escaqueirar aquilo tudo”.

No próximo dia 25, a autarquia escalabitana inaugura a exposição “E Depois do Adeus – História de uma Canção de Abril”, contando com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.

A exposição, que vai estar patente na sala de exposições do Convento de S. Francisco, está a ser organizada por Fernando Filipe a partir de documentos pertencentes a José Niza.

Literatura: Escrita de viagens foi mote para refletir sobre o jornalismo

Matosinhos, 16 abr (Lusa) – A primeira conferência da sexta edição do Literatura em Viagem-LEV, que hoje arrancou em Matosinhos, abandonou o tema “Viajo para educar o raciocínio” e tornou-se uma reflexão sobre o jornalismo português.

O responsável pela reviravolta do guião do primeiro momento de encontro com o público do festival literário foi o jornalista Miguel Carvalho. “As viagens do jornalismo resumem-se a viagens ao Portugal sentado”, disse numa mesa redonda, onde estavam também Rui Zink, João Lopes Marques, José Ricardo Nunes, Marcelo Ferroni e o moderador Paulo Ferreira.

Miguel Carvalho recordou “um tempo em que aos jornalistas era permitido viajar para educar o raciocínio”, um tempo que está “cada vez mais esgotado”. Segundo o jornalista, "cada vez menos reproduzimos as sensações dos lugares. Tirando algumas ilhas de resistência, é cada vez menos possível essa viagem ao terreno sem protetor”, assumiu. E acrescentou, com humor, que o jornalismo que se tem feito em Portugal é o do “vá para fora cá dentro”.

De acordo com o vencedor do Grande Prémio Gazeta 2009, hoje em dia os jornalistas estão à secretária a fazer viagens no Messenger e na memória fantástica do Google. “Isto é prejudicial não só para nos, mas para quem nos lê, porque acabaram, quase de forma irremediável, as narrativas do mundo com um olhar português”, resumiu o jornalista. “O jornalismo não pode mudar o mundo, mas quem escreve deve continuar a escrever como se através da escrita pudesse mudar o mundo”, disse.

No entanto, porque é de viagens que trata o LEV, foi de viagens que João Lopes Marques, o escritor que vive na Estónia há cinco anos, mas tem a experiência de viver em “não-lugares”, falou. Numa mesa subordinada ao tema “Viajo para educar o raciocínio”, João Lopes Marques defendeu que a palavra educar “é muito forte” quando se fala em viajar, uma vez que as pessoas viajam, normalmente, para organizar e desorganizar ideias.

O escritor, que apresentou também a sua mais recente obra, “Iberiana”, é apologista da ideia de que só é possível escrever em “espaços públicos exóticos”, algo só possível graças às viagens.

Rui Zink preferiu falar, com um tom descontraído, dos vários tipos de jornadas possíveis, para terminar com “um momento à Rui Zink”, como lhe chamou Paulo Ferreira, e defender que, com a sua camisa florida, era a única pessoa “vestida adequadamente” para o evento.

A sexta edição do festival literário LEV-Literatura em Viagem começou hoje em Matosinhos, terminando na terça-feira.

15 de abril de 2011

Mobiliário: Marca produzida por jovem casal do Porto conquistou de hotéis a lojas de diamantes em três anos

Milão, Itália, 15 abr (Lusa) – Um jovem casal do Porto decidiu criar uma marca própria de mobiliário e em apenas três anos conquistou o mercado internacional com encomendas que vão das suites do Ritz às salas vip de prestigiadas lojas de diamantes de Nova Iorque.

O estilo da Fertini, linha exclusiva de mobiliário criada por Joana Tinoco e Carlos Fernandes, chamou a atenção do dono da cadeia Diamond, com mais de 120 lojas nos Estados Unidos, nomeadamente em Nova Iorque, que quer cadeirões portugueses para receber os clientes mais importantes.

“O dono da Diamond esteve esta semana aqui e todos os cadeirões vão ser feitos por nós para a zona vip que tem em cada uma das lojas para atender os clientes especiais”, contaram à Lusa Joana Tinoco e Carlos Fernandes, em Milão, Itália, onde já fizeram “vários negócios” no Salão Internacional do Móvel, o iSaloni.

A fábrica da Fertini está instalada em Santa Cruz do Bispo e é lá que ganham forma os móveis de traços modernos pensados e desenhados por Joana Tinoco, 34 anos, enquanto que Carlos Fernandes, 35 anos, se ocupa mais das contas.

E há mais uma encomenda na carteira com uma gama de aparadores selecionada para as suites do Ritz Carlton que vai abrir em Monterreal, Canadá, depois de o arquiteto os ter visto numa feira do setor e ter decidido incluir a peça na decoração.

“São trabalhos fantásticos porque nos dão imenso currículo e nome”, segundo Carla Tinoco, que faz questão de esclarecer que não procuraram os mercados internacionais, onde vendem 95 do que produzem, por causa da crise portuguesa.

Classificam a sua marca de luxo e por isso entendem que têm de estar junto dos mercados desta gama em que se lançaram, começando por participar nas feiras que são a montra do setor com apoios como da Associação das Indústrias da Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP) e financiados por programas comunitários.

Os principais mercados com que já trabalham são Angola, Índia, Arábia Saudita, Dubai, Canadá, Inglaterra e França.

A faturação anual ronda o milhão de euros, “ainda é pouco”, observa Carlos Fernandes, ressalvando, contudo, que o investimento inicial já foi realizado e que a empresa está a crescer.

“Temos vendido bem”, reiterou, e prova do crescimento é que começaram pelo design num espaço junto à Exponor, no Porto, avançaram para o fabrico e preparam-se para introduzir também a parte dos acabamentos.

Joana Tinoco acredita que a expansão internacional da empresa também tem funcionado a favor do mercado nacional português e aponta o exemplo do grupo Sana, que vai construir nove hotéis nos próximos anos, alguns em Portugal com mobiliário Fertini.

Garantem que “foi relativamente fácil implantarem-se no mercado porque os clientes aderiram bem às peças” que negoceiam apenas com profissionais do ramo como decoradores, arquitetos ou lojas, sem venda direta ao público.

Literatura: Osvaldo Lopes da Silva retrata o Cabo Verde colonial da primeira metade do séc. XX

Cidade da Praia, 15 abr (Lusa) – Osvaldo Lopes da Silva, um dos mais importantes nomes da História de Cabo Verde, publica hoje o livro “Nos Tempos da Minha Infância”, um retrato do arquipélago no início do século XX que constitui “uma denúncia do colonialismo português”.

Numa entrevista à Agência Lusa, Lopes da Silva, natural de São Nicolau, onde nasceu em 1936, contemporâneo do atual presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, lembrou que Cabo Verde era então “uma terra abandonada”, “pobre de recursos naturais e que interessava “muito pouco” ao Portugal colonial.

“O livro procura estabelecer o que era Cabo Verde nos tempos de minha infância, nos anos 1940. E acaba por ser um livro de denúncia forte do colonialismo português. Cabo Verde era uma terra abandonada, pobre de recursos naturais e que interessava muito pouco ao Portugal colonial. As atenções estavam viradas para Angola e Moçambique, territórios que tinham riquezas a explorar”, defendeu.

A Cabo Verde foi, então, atribuído o papel de fornecedor de quadros subalternos para a colonização, mas, apesar disso, “vivia-se muito mal”, sustentou o autor sobre o seu primeiro livro, lembrando que o que mais o marcou, nesse período, foi a fome.

“As secas, muita miséria, a fome. A fome não estava relacionada com as secas. Morria-se no país com seca e, quando vinham as chuvas, continuava-se a morrer, de paludismo, por causa de um organismo debilitado. Digo no livro que os anos 20, 30 e 40 foram anos de fome, com alguns períodos de acalmia. Foi esse período que vivi”, disse.

“Iam-se construindo estradas, calcetando-as, que era mais um apoio para ocupar os famintos do que propriamente outra coisa. E as estradas eram lançadas tendo em conta os traçados deixados pelas alimárias. Calcetava-se, e era isso, não havia nada mais”, realçou.

Lopes da Silva, que esteve na luta pela independência da Guiné e Cabo Verde (1961/74) como comandante da Artilharia na Frente Leste, salienta na obra também o Estado Novo e as suas leis, “racistas e altamente discriminatórias”, que só viriam a ser suprimidas em 1962 pelo então ministro do Ultramar português, Adriano Moreira.

“Só os portugueses podiam entrar no Exército. O máximo a que podíamos aspirar era a cabo”, exemplificou, entre muitas outras, o homem que, em 1990, por altura da abertura ao pluralismo político em Cabo Verde, abandonou toda a atividade pública devido à sua “frontalidade” e ao facto de, assumiu, ser “politicamente incorreto”.

“Houve demasiadas querelas e não estava para aturar aquilo”, disse à Lusa, sem pormenorizar, mas recusando estabelecer um paralelo entre a abertura ao multipartidarismo, e ao consequente fim do regime monopartidário, e a sua saída da política, depois de ter sido várias vezes ministro no pós-independência (Economia, Finanças e Transportes).

Sobre as suas motivações para escrever “Nos Tempos da Minha Infância”, a explicação é a recorrente: “As novas gerações não têm a menor ideia do que era o país nessa altura. Quero mostrar o que foi o ponto de partida, que era bastante baixo. Quero recordar a memória de um país que, hoje, é completamente diferente”.

Tecnologia: JP Sá Couto assina protocolo com indiana produtora de conteúdos digitais Educomp

Porto, 15 abr (Lusa) – A JP Sá Couto anunciou hoje ter assinado um protocolo de colaboração com a indiana Educomp, “uma das maiores empresas mundiais de conteúdos digitais para educação”, para inclusão destas soluções nos produtos da companhia portuguesa.

“Uma das mais valias desta parceria é a flexibilidade, rapidez e capacidade de adaptação dos conteúdos produzidos pela Educomp à realidade local, cultural e linguística de cada país ou região”, explica o presidente do conselho de administração da JP Sá Couto em comunicado.

Segundo Jorge Sá Couto, “o projeto [do computador Magalhães] tem vindo a ser trabalhado segundo parâmetros de universalidade, transversalidade e flexibilidade”, tendo a empresa vindo a apostar em parcerias com empresas nacionais e internacionais que considera “como das melhores a nível mundial nas áreas onde operam”.

De acordo com a JP Sá Couto, a indiana Educomp é “uma das maiores empresas do mundo no desenvolvimento de conteúdos digitais e plataformas educativas”, chegando atualmente “a mais de 26.000 escolas e 15 milhões de alunos e professores” a nível mundial.

“Possui um repositório de conteúdos multimédia com milhares de módulos animados em 2D e 3D criados de forma simples e ergonómica fomentando o papel de tutor dos professores e contribuindo para melhores resultados dos alunos”, refere, salientando que “estes conteúdos já estão disponíveis em mais de 11 línguas”.

Fundada em 1989 em Matosinhos, a JP Sá Couto concebe e comercializa soluções tecnológicas e equipamentos informáticos, como os computadores Tsunami e Magalhães.

14 de abril de 2011

Mobiliário : Exportações portuguesas aumentaram 19 por cento em 2010

Milão, Itália, 14 abr (Lusa) – As exportações de mobiliário português registaram em 2010 um aumento de 19 por cento, reforçando a internacionalização classificada hoje pelo ministro da Economia como “dos factos mais positivos dos últimos anos na indústria portuguesa”.

Vieira da Silva visitou hoje a representação portuguesa de empresas de móveis no maior salão mundial do setor, o iSaloni, como mais um forma de “incentivo” ao “percurso inovador que estas empresas estão a fazer.

De acordo com dados divulgados pela Associação das Indústrias da Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), as exportações no setor imobiliário subiram “19 por cento de 2009 para 2010”, com um aumento de vendas no estrangeiro de “713 para 850 milhões de euros”, respetivamente.

A AIMMP é a responsável pela presença de 27 empresas, embora estejam também presentes na feira que decorre até domingo, em Itália, outras empresas a título individual que o ministro da Economia visitou hoje, junto com o primeiro Ministro.

Vieira da Silva lembrou o apoio público à presença destas empresas e sublinhou que também esta participação no principal evento do móvel e do design “é uma rampa de lançamento para a internacionalização do setor”, que considerou “dos factos mais positivos que têm acontecido nos últimos anos à industria portuguesa”.

“É mais um setor que conseguiu modernizar-se e ser competitivo à escala internacional”, afirmou, considerado que “tem sido feito à custa de um grande desenvolvimento e da sofisticação da área do mobiliário”.

O ministro realçou que “são empresas que trabalham em setores de concorrências elevada, com muita qualidade, com incorporação de design, com uma cadeia muito complexo”.

“Já não é só pegar na madeira e fazer só móveis: é pegar em diversos produtos e chegar ao fim da cadeia com um produto de elevado valor”, acrescentou.

A presença governamental serviu para oficializar um protocolo com a AIMMP que vai permitir a jovens realizarem estágios profissionais nestas empresas e que o presidente da associação, Fernando Rolin, espera venham “ajudar” na comunicação para conseguir colocar os produtos lá fora.

O dirigente espera que os empresários “tenham capacidade” para colocar estes jovens e alcançar um número de 80 estágios profissionais com as empresas do setor.

“Não basta ter bons produtos. É preciso afirmá-los e precisam da juventude para ajudar a comunicar lá fora”, afirmou.

Embora afirme que não teme a crise, o presidente da AIMMP reconhece que “o setor está num momento em que não é fácil ir ao mercado e investir em pessoas que darão resultados a médio prazo”.

Este programa, segundo disse, “vai permitir, pelo menos, financiar os ordenados dessas pessoas enquanto elas não começam a produzir de facto para a empresa, além de que também chegam às empresas apôs um período de formação”.

De acordo com o ministro da Economia, o setor florestal, no seu todo, é dos mais importantes da exportação nacional.

“Representa à volta de dez por cento do volume de exportações e o setor do imobiliário é um dos mais dinâmicos”, declarou.

13 de abril de 2011

Luso Jornal n° 31 de 13 de Abril

Quelques notes sur la bataille de La Lys


Neutre jusqu'en 1916, le Portugal vit dans l'entrée en guerre aux côtés des Alliés la possibilité de contrer les visées allemandes sur ses colonies africaines du Mozambique et de l'Angola, et l'espoir d'une reconnaissance par ces mêmes Alliés de son nouveau régime républicain. La saisie au Portugal de navires allemands, qui profitaient de la neutralité du pays pour s'y ravitailler, provoqua un ultimatum, suivi d'une déclaration de guerre de l'Allemagne (8-9-10 mars). L'engagement dans la guerre mondiale constitua, dans l'instabilité de la jeune république, un moment d'unité nationale.

Le 1er février 1917, le premier contingent de la 1ère division d'infanterie (Ve D.I.) portugaise débarquait à Brest. Une semaine plus tard, il arrivait dans le Pas-de-Calais, à Aire-sur-la-Lys, sur le front tenu par l'armée britannique. La 2e D.I. la rejoignit et ces deux divisions constituèrent le corps expéditionnaire portugais (C.E.P.) commandé par le général Tamagnini de Abreu. Les troupes portugaises allaient combattre au sein du 2e corps de l'armée anglaise. Des liens traditionnels militaires, depuis Wellington et la guerre de la péninsule Ibérique en 1807-1813 contre les troupes napoléoniennes, unissaient l'Angleterre et le Portugal.

Du 11 au 16 octobre 1917, le président de la République, B. Machado, son président du Conseil, A. Costa, et le ministre Soares, effectuèrent un voyage officiel en France. Ils parcoururent le front, visitèrent Verdun puis rejoignirent le Q.G. du C.E.P. à Nesles où une conférence réunit les responsables civils et militaires portugais, le général Pétain, le ministre Ribot et sir D. Haig, généralissime anglais. En novembre, le C.E.P. prit en charge un secteur entre Arras et Armentières où il mena une guerre de tranchées très pénible. Il livra des combats de soutien à l'offensive anglaise contre Cambrai. En janvier 1918, près de 40 000 hommes combattaient en France.

Le 9 avril 1918, l'offensive allemande " Georgette ", se déclencha dans les Flandres, au sud-ouest d'Armentières. À 7 h 30, après une écrasante préparation d'artillerie de 493 batteries, pendant cinq heures, avec des gaz de combat, les fantassins de la 6e armée impériale du général Von Quast se lancèrent à l'assaut. Les lre et 2e D.I. portugaises, commandées par les généraux da Costa et S. Machado, effectuaient leur relève lorsque l'attaque ennemie disloqua leur front. Affaiblies par des mois de lutte dans la boue des tranchées, en sous-effectif, elles étaient, de plus, atteintes moralement par le détournement britannique des navires au service du C.E.P. au profit des unités américaines.

L'effort allemand se concentra autour de La Bassée, à Bois-Grenier, contre le front tenu par les Portugais et la 40e D.I. britannique. Assez rapidement, les assaillants enlevèrent Neuve-Chapelle, Richebourg, Laventie où les Portugais les retardèrent, puis atteignirent la Lys. Au sud, la 55e D.I. anglaise résista à tous les assauts et conserva Givenchy, alors que le centre de la lre armée britannique du général Horne était enfoncé sur une profondeur de 10 km. 6 000 hommes furent capturés.

A la fin de cette journée, lorsque les Portugais se replièrent, ils comptaient 327 officiers et 7 098 hommes tués, blessés ou disparus.

Le 10 avril, la 4e armée du général Von Armin attaqua le saillant d'Ypres. Dans la plaine de la Lys, les 13e et 15e régiments d'infanterie portugais s'accrochèrent à La Couture, défendant avec acharnement le village, aux côtés des Ecossais. Malgré cette vigoureuse résistance, les Allemands atteignirent la Lys le lendemain, la franchirent largement et avancèrent vers les monts de Flandres. Epuisés, les combattants anglais et portugais de la lre armée se replièrent vers Bailleul en ne cessant cependant de lutter.

Les Français arrivèrent en renfort. Foch jeta un corps de cavalerie et cinq divisions d'infanterie dans la bataille. Sous les ordres du général de Mitry, ils arrêtèrent les troupes allemandes. Par la suite, le reste des troupes portugaises devait être intégré dans les forces britanniques. En majorité capturés en avril 1918, les prisonniers de guerre portugais furent 7 740 à être internés jusqu'à l'armistice dans des camps en Allemagne.

Au cours de cette guerre, le Portugal avait mobilisé 108 100 hommes. Il en perdit 35 623, tués ou blessés, sur le front Ouest (plus de 8 000 morts), sur mer, et en Afrique contre les Allemands du général Von Let-tow-Vorbeck. Ce dernier, vaincu par les Anglais en Afrique-Orientale, mena cependant la guérilla jusqu'en Mozambique.

Source : MINDEF/SGA/DMPA

Vice Consulat du Portugal à Nantes : et maintenant... facebook

J'ai le plaisir de vous annoncer la naissance du compte facebook du Vice Consulat, une nouvelle phase dans la communication du poste consulaire, espérant ainsi "toucher" un plus grand nombre de personnes.

Je mettrai régulièrement les titres des articles publiés sur le blog et m'efforcerai de publier les infos aussi bien en portugais qu'en français.

Surtout, faites-moi part de vos observations et de vos attentes. Ensemble, apprenons à mieux communiquer !

Rendez-vous sur Vice Consulat Portugal Nantes

12 de abril de 2011

Population portugaise résidant dans la zone consulaire : quelques chiffres

La modernisation des services consulaires du Portugal à Nantes, l'informatisation et l'utilisation d'un logiciel destiné à enregistrer les données des ressortissants portugais, permettent qu'aujourd'hui il soit possible de travailler certains de ces chiffres.

Aussi, dorénavant, tous les débuts de trimestre, le point de la situation sera fait, les chiffres présentés aujourd'hui se reportant aux chiffres arrêtés fins mars 2011 :

  • Viana do Castelo : 4,82
  • Braga : 18,17
  • Vila Real : 9,74
  • Bragança : 2,86
  • Porto : 20,09
  • Aveiro : 8,34
  • Viseu : 4,82
  • Guarda : 2,76
  • Coimbra : 5,11
  • Leiria : 3,51
  • Castelo Branco : 3,47
  • Santarém : 2,06
  • Portalegre : 0,28
  • Lisboa : 6,42
  • Setúbal : 1,55
  • Evora : 0,89
  • Beja : 0,89
  • Faro : 1,22
  • Madeira : 3
  • França : 46,04 
(District portugais de naissance ou pays en % - source SGC - Sistema de Gestão Consular)

11 de abril de 2011

Eleições legislativas : listagens das alterações ocorridas nos cadernos de recenseamento expostas no posto entre 27 de Abril e 2 de Maio

As listagens das alterações ocorridas nos cadernos de recenseamento serão expostas no posto entre 27 de Abril e 2 de Maio de 2011.

Durante este período, pode qualquer eleitor ou partido político reclamar, por escrito, perante a Comissão Recenseadora das omissões ou inscrições indevidas.

10 de abril de 2011

Museus: Museu de Portimão vence prémio alemão DASA do Mundo do Trabalho

Lisboa, 10 abr (Lusa) - O Museu de Portimão venceu a primeira edição do DASA - Prémio do Mundo do Trabalho 2011, atribuído no sábado em Dortmund, na Alemanha, disse à agência Lusa o diretor da estrutura museológica algarvia, José Gameiro.

O museu português foi distinguido como o melhor na área dos museus ligados ao trabalho, num galardão atribuído pelo DASA, o Museu do Mundo do Trabalho da Alemanha.

"É importantíssimo este reconhecimento do museu, numa visão ligada mais a uma perspetiva histórica. O Museu de Portimão já é um dos mais premiados em Portugal", congratulou-se José Gameiro.

O diretor do Museu de Portimão esteve em Dortmund, na Alemanha, onde terminou no sábado uma conferência internacional organizada pela Academia Europeia de Museus e pela Fundação Luigi Micheletti.

O museu algarvio estava nomeado para os prémios Micheletti para melhor museu industrial europeu do ano, mas acabou por ser distinguido na primeira edição de um novo galardão, o DASA.

O prémio Micheletti 2011 de melhor museu industrial europeu do ano foi entregue ao museu Industrial e Têxtil de Augsburg, da Alemanha.

O Museu de Portimão está instalado numa antiga fábrica de conservas e representa de forma pedagógica e didática a atividade conserveira naquele concelho algarvio.

Em 2010 foi distinguido com o prémio "Museu Conselho da Europa", que se junta a outro galardõe: prémio "Turismo de Portugal" em 2009 e uma menção honrosa na categoria "Melhor Museu Português", atribuída em 2008 pela Associação Portuguesa de Museologia.

Integrado na Rede Portuguesa de Museus, este equipamento cultural resulta de um investimento de mais de 9,5 milhões de euros e mostra o património histórico, etnográfico e industrial da cidade.

Os espaços para exposições, auditório, oficina e laboratório de conservação e restauro e um centro de documentação e arquivo, dividem-se por uma área de cerca de 5.000 metros quadrados.

Indústria: Curtumes portugueses crescem com o calçado e diversificam para automóvel e aeronáutica

Bolonha, Itália, 09 abr (Lusa) – A indústria portuguesa de calçado continua a ser o principal cliente das fábricas de curtumes, mas tem havido uma diversificação do destino das peles para vestuário, marroquinaria, mobiliário, indústria automóvel e aeronáutica.

O grupo Carvalhos, que fatura 20 milhões de euros e emprega 260 pessoas em duas unidades de produção, é um exemplo da estratégia de diversificação da atividade e dos segmentos de mercado, que criou a Couro Azul para se especializar na indústria automóvel e que agora se está a preparar para ‘levantar voo’.

“A indústria de aeronáutica é muito mais complicada em termos de exigência de testes e estamos neste momento preparados para entrar nesse mercado tal como no dos comboios”, revelou a Agência Lusa o diretor comercial, Nuno Carvalho, na Lineapelle, a feira internacional de pele, acessórios e componentes, em Bolonha.



Os produtos da Couro Azul – volantes, foles, assentos, painéis - equipam automóveis da Volkswagen, Seat, Skoda, Ford, Volvo, Renault, MG Rover e Saab, mas para conquistar este mercado “o grupo teve que apostar na curtimento ecológico”, um processo que imita o antigo curtimento vegetal sem crómio nem metais pesados, que deu origem à marca ‘Oak Leather’, que hoje também “tem muita procura por parte do setor do calçado”.



Esta estratégia de diversificação foi também adotada pelos curtumes Boaventura, tendo para isso investido na modernização tecnológica da empresa instalada em Alcanena. “Temos a empresa preparada tecnologicamente para ter essa abrangência, o que nos permite apostar nas indústrias que estão mais florescentes”, explicou a Lusa o diretor geral.



“Quando a indústria automóvel está mal avançamos para o calçado, que neste momento ainda é o principal cliente”, acrescentou Narciso Ferreira, referindo ainda a oferta para marroquinaria (malas, cintos) e para o mobiliário.



Ao mesmo tempo, há empresas que nascem para responder ao aumento das necessidades da indústria do calcado, que realiza uma trajetória de crescimento, alicerçada na expansão internacional. “Queremos acompanhar as necessidades das empresas do calçado, trabalhar em cooperação permanente, beneficiando dessa proximidade”, explicou o sócio gerente da Terminus, Sidónio Ribeiro da Silva.



Até a Inducol, uma das referências mundiais na pele com pêlo, designado 'dupla face', que exporta 75 por cento da produção para “todo o mundo”, está a “prestar mais atenção à indústria do calçado portuguesa que neste momento está muito forte”, admitiu Jorge Rodrigues, da empresa que trabalha com as mais importantes casas de moda e que recentemente contratou 50 pessoas para responder ao aumento das encomendas.



De acordo com o presidente da Associação Portuguesa da Indústria de Curtumes (APIC), Humberto Marques, o setor conta atualmente com 63 empresas ativas, concentradas sobretudo em Alcanena, que empregam quase 2.000 pessoas e geram um volume de negócios de 200 milhões de euros.



“Cerca de 34 por cento da produção de curtumes destina-se à exportação e o principal mercado é a Europa e a restante produção abastece sobretudo a indústria de calçado”, afirmou.

9 de abril de 2011

Indústria: Prada, Lancel e Christian Louboutin escolhem peles portuguesas


Bolonha, Itália, 09 abr (Lusa) – A indústria portuguesa de curtumes saiu da sombra e afirmou-se como um ator no mundo da moda, com a criação e desenvolvimento de produtos inovadores, fornecendo grandes marcas internacionais como Prada, Lancel e Christian Louboutin.


“Estamos a criar produtos novos a um ritmo alucinante. Todos os dias, os nossos clientes têm necessidade da nossa inovação para se diferenciarem dos mercados concorrentes”, disse à Lusa Fernanda Henriques, diretora da BQ, uma das 17 empresas portuguesas que participaram na Lineapelle, a feira internacional de pele, acessórios e componentes, em Bolonha.

Com mais de 60 anos a curtir peles de ovino e de caprino, destinadas à indústria de vestuário, marroquinaria e calçado, a Curtumes Fabrício deu o salto para as marcas topo de gama e conquistou dois grandes nomes da moda: Lancel e Christian Louboutin.

Da empresa de Seia, depois de vários testes para responder a todas as exigências das marcas, saíram coleções de pele para carteiras que estão à venda em lojas de todo o mundo, o que permitiu, em três anos, aumentar as exportações de 8 para 40 por cento das vendas de dois milhões de euros, uma percentagem para “continuar a crescer”, revelou o diretor financeiro, José António Santos.

A mesma meta tem Renato Fernandes, diretor da Mercolusa, que acredita que só será atingida com a criação e desenvolvimento de novos produtos: “Tanto o meu pai como o meu tio viveram este negócio de uma forma diferente. Hoje vive-se muito mais da moda, da criação e desenvolvimento de novos artigos e da expansão para o mercado externo”.

Na Ramiro, a segunda geração também assumiu os destinos da empresa de Arrifana que está a crescer “na ordem dos 70 a 80 por cento”, impulsionada pela indústria portuguesa de calçado, mas também pelas vendas ao exterior, tendo apostado em ter representação em Espanha, Itália e Marrocos.

A Curtumes Boaventura, instalada em Alcanena, já vende 60 por cento dos 15 milhões de euros de faturação além fronteiras, tendo na sua lista de clientes a Prada. Mas para o diretor geral, Narciso Ferreira, “o ponto de honra” é “exportar para Itália, que é considerada o exponente máximo do setor”.

Em declarações à Lusa, João Carvalho, estilista e escultor em pele, que expôs o seu trabalho na Galleria Cavour, no âmbito da ‘Bologna Leather Days’, considerou que “a moda é uma coisa muito séria e, tendo interligação com as tendências, o sucesso será maior”, realçando que “a nova geração já percebeu isso”.

Na Lineapelle, Chris Hodgson, diretor de operações da marca de calçado desportivo New Balance, disse à Lusa que compra em Portugal 60 por cento das peles para o calçado fabricado em Inglaterra, considerando “as empresas portuguesas mais flexíveis e capazes de responder aos desafios colocados”.

Também a Next, que fabrica em Portugal 1,3 milhões de pares de sapatos por ano compra a peles às fábricas de curtumes nacionais. “É a flexibilidade das entregas e a proatividade da indústria de curtumes que tem ajudado a manter o negócio em Portugal”, adiantou Dulce Santos, da Ana Osório, agente da Next no mercado português.

8 de abril de 2011

Luso Jornal n° 30 de 6 de Abril de 2011

Lido no DN :Títulos pré-pagos para portagens da SCUT à venda para estrangeiros

Os CTT já começaram a comercializar os novos títulos pré-pagos para utilização por viaturas estrangeiras nas antigas SCUT e que prevêem três modalidades de pagamento.

Para o título válido por três dias, o custo único é de 20,62 euros, para as classes 1, 2 e 5, e não tem qualquer limite de utilização nas concessões Norte Litoral, Costa de Prata e Grande Porto, no período definido no momento da aquisição.

Disponível está também um título válido para cinco dias, para as mesmas classes, num valor de 10,62 euros, mas que funciona como uma espécie de carregamento, em que, nas datas definidas pelo utilizador, a cada passagem da viatura é descontado o valor do respectivo pórtico.

Está ainda prevista, segundo os CTT, a devolução do saldo no final deste período, caso exista, para a conta bancária associada à viatura. No aluguer dos dispositivos electrónicos para viaturas estrangeiras essa devolução não estava prevista.

Existe ainda um título expressamente definido para os utilizadores (galegos) do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e que recorrem às antigas SCUT. Trata-se de um pré-pago válido para uma ou duas viagens "de ou para o aeroporto do Porto via a28 ou A41" e a "realizar nas datas contratadas", com o custo correspondente à respectiva viagem.

Segundo informação oficial dos CTT, a aquisição destes três títulos pode ser feita nas lojas dos correios ou no site da empresa, obrigando o cliente a associar à aquisição a matrícula da viatura, necessariamente estrangeira, para ser comparada pelo sistema de cobrança virtual sempre que detectada num pórtico da rede.

A utilização destes títulos pré-pagos, além dos utentes espanhóis, terá também como destinatário principal os emigrantes portugueses no centro da Europa. Isto porque este novo modelo de pagamento assenta na matrícula da viatura e não na nacionalidade do proprietário.

5 de abril de 2011

Lido no DN : IATA impressionada com "mala inteligente" portuguesa

O consórcio português "Mala Segura", que desenvolveu uma "mala inteligente" com um sistema inovador de localização, apresenta em Outubro à Associação Mundial de Transporte Aéreo (IATA) uma solução desenvolvida do projecto que espera vir a ser implementada mundialmente.

Segundo adiantou à agência Lusa Bruno Pereira da Silva, da comissão executiva do consórcio, a IATA ficou "impressionada com a 'mala inteligente' portuguesa" -- apresentada em finais de Março na reunião anual da IATA Baggage Working Group -- e "deu sinal positivo para a apresentação de um plano de estudo alargado na próxima reunião, a realizar em Outubro".

Conforme explicou, o projecto português "foi apresentado como sendo uma nova visão da implementação de RFID ['radio frequency identificator'] em bagagens", numa altura em que a IATA equaciona "abandonar formalmente a tendência de generalização de RFID nas bagagens no sector da aviação, devido aos custos elevados inerentes à solução de etiqueta RFID descartável".

Segundo destaca, a tecnologia "representou uma surpresa e admiração para as companhias aéreas e para os aeroportos mundiais, dada a inovação apresentada mas, principalmente, o seu estado avançado de implementação".

Neste sentido, a IATA propôs ao consórcio nacional que, na próxima reunião da 'Baggage Working Group', apresentasse "um plano de estudo alargado da solução", envolvendo já a participação da indústria das malas e das companhias aéreas.

Conforme salienta Bruno Pereira da Silva, o 'Mala Segura' permitiu "que a IATA não abandonasse o projecto de generalização de RFID nas bagagens, prolongando-se o seu estudo de viabilidade".

O projecto da "mala inteligente" foi desenvolvido pela ANA (Aeroportos de Portugal), SETSA (Sociedade de Engenharia e Transformação), Critical Software, Tecmic (Tecnologias de Microeletrónica), Inov -- Inesc Inovação e PIEP (Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros) e recorre às tecnologias RFID, WSN ('wireless sensor network') e GPS/GSM ('global positioning system') para garantir a localização e rastreamento de malas "em permanência e a nível global, tanto em ambientes fechados como em espaços abertos".

O grande objectivo é evitar o extravio das malas nos aeroportos, segmento que pode significar 90 a 95 por cento do mercado, mas a tecnologia pode ser usada também no transporte marítimo, ferroviário ou rodoviário.

O projecto implicou um investimento de 2,5 milhões de euros, 1,5 milhões dos quais cofinanciados pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), e foi desenvolvido ao longo de 30 meses.

Segundo dados dos promotores, em 2009 ter-se-ão extraviado 10 mil bagagens por dia nos aeroportos da União Europeia e 90 mil a nível mundial, o que significa 600 mil por semana e três milhões por mês.

A tecnologia do 'Mala Segura' consiste "numa espécie de etiqueta embutida nas paredes da mala, contendo informação padronizada sobre o passageiro", aliando as tecnologias WSN e GPS/GSM à já utilizada RFID, para "tornar o sistema menos sensível à ocorrência de erros".

Portagens: Via Verde lança dispositivo temporário para veículos com matrícula estrangeira

Lisboa, 05 abr (Lusa) – A Via Verde lançou hoje o ‘Via Verde Visitors’, um dispositivo eletrónico temporário, que permite aos proprietários de veículos com matrícula estrangeira fazer o pagamento de portagens em todas as autoestradas portuguesas.

Estes identificadores podem ser alugados em qualquer loja Via Verde, explicou à Lusa fonte oficial da Via Verde.

Para alugar este equipamento, os condutores devem ter um cartão de débito e/ou crédito de um dos sistemas internacionais de pagamento (American Express, MasterCard ou Visa), emitido por uma entidade estrangeira, válido e aceite pela Via Verde Portugal.

A adesão a este serviço implica o pagamento de uma caução no valor de 27,50 euros, que é devolvido quando o cliente devolver o identificador.

O aluguer é válido durante um período máximo de 90 dias. Na primeira semana o condutor paga seis euros, um valor que baixa para 1,5 euros em cada uma das semanas seguintes.

A estes valores acrescem as taxas de portagem relativas aos percursos percorridos.

A Via Verde começou hoje a disponibilizar aos clientes descontos e isenções de portagens nas novas autoestradas com portagem, previstos na legislação em vigor.

A habilitação aos descontos e isenções está acessível aos clientes da Via Verde que preencham os requisitos legais para beneficiar daquele regime especial, através do site www.viaverde.pt, segundo a empresa.

Para a descriminação positiva nas portagens é necessário apresentar o documento único do automóvel ou o registo de propriedade do veículo que tem este dispositivo.

Em fevereiro, a Via Verde disse que recebeu 205 mil pedidos de discriminação positiva na cobrança de portagens nas antigas SCUT situadas exclusivamente no norte do país.

O Governo está a aguardar um parecer jurídico para saber, se por estar em gestão, pode fazer o decreto que falta para que as portagens nas SCUT (vias em custo para o utilizador) possam avançar.

Arte: Filipa Oliveira convidada a criar "Satellite" 2012 do museu Jeu de Paume, em Paris

Lisboa, 05 abr (Lusa) - A curadora portuguesa Filipa Oliveira foi convidada pela galeria nacional de arte contemporânea Jeu de Paume, em Paris, para criar a programação de 2012 do programa "Satellite", no qual vão participar quatro artistas plásticos.

O museu Jeu de Paume convida anualmente um curador free-lancer internacional para conceber o "Satellite", um programa de exposições para espaços não convencionais dentro do museu, como o café, o hall, mezzanine (piso intermédio) e foyer.

Os anteriores curadores do "Satellite" foram María Inés Rodríguez, Elena Filipovic e Raimundas Malašauskas.

Em declarações à agência Lusa, Filipa Oliveira disse sentir-se "radiante" com o convite porque é a primeira portuguesa a criar esta programação e porque é grande admiradora dos anteriores curadores, "personalidades muito conceituadas no mundo da arte contemporânea".

"Foi convite inesperado e é para mim uma grande honra porque o Jeu de Paume é um dos museus de arte contemporânea mais conceituados em Paris e no mundo", comentou a especialista, que desenvolve atividade de curadora independente e crítica de arte desde 2002.

Filipa Oliveira, nascida em Lisboa, em 1974, explicou à Lusa que já enviou uma proposta inicial com os nomes de quatro artistas que deseja convidar para as quatros exposições que serão apresentadas ao longo de 2012, iniciando-se em março.

A curadora explicou que o Jeu de Paume deu como condição que um dos artistas tinha que ser francês, e, por seu lado, Filipa Oliveira deu como condição aceitar o convite podendo indicar um artista português.
Os nomes não podem ainda ser revelados porque a organização não deu o aval, mas o grupo inclui ainda um artista peruano e um inglês.

Filipa Oliveira tem uma licenciatura em comunicação social pela Universidade Católica de Lisboa e fez um mestrado em história da arte contemporânea na Goldsmith University, em Londres.

Entre as exposições que Filipa Oliveira comissariou contam-se, em Lisboa, “Guardi: A Arte da Memória”, no Centro Cultural de Belém (2003), “(Re)Volver”, no espaço Plataforma Revólver (2006), “Jardim Aberto”, nos jardins do Palácio Belém (2007), e “Sete Artistas ao Décimo Mês”, na Fundação Calouste Gulbenkian (2008).

No estrangeiro fez “Café Portugal”, na Design Factory, em Bratislava (2008), “Helena Almeida. Inside me”, no Kettle’s Yard, em Cambridge (2009) e na John Hansards Gallery, em Southampton (2010).

4 de abril de 2011

Suspensão das operações de inscrição e actualização do Recenseamento Eleitoral dia 5 de Abril de 2011

As inscrições e demais operações de actualização do Recenseamento Eleitoral suspendem-se no dia 6 de Abril de 2011, isto é, so podem ser aceites inscrições até dia 5 de Abril de 2011.

Lisboa é um melhores destinos de turismo de negócios

Segundo um comunicado deste organismo, a cadeia internacional de hotéis e resorts de luxo destaca "o crescimento da reputação de Lisboa nesta área de negócio", tendo em conta os "eventos de elevado perfil que acolheu nos últimos anos".

A localização da cidade, as infraestruturas disponibilizadas, a relação qualidade/preço e o clima ameno são outras das mais-valias apontadas.

O turismo de negócios é precisamente um dos produtos turísticos estratégicos de Lisboa e representa mais de 40 por cento das receitas do sector na capital, tendo motivado nos últimos anos várias referências internacionais a Lisboa.

No "top" dez de destinos de negócios de 2011 da "Great Hotels of the World", em cuja rede os hotéis ingressam apenas por convite, estão também a Croácia, África do Sul, Índia, Montenegro, Turquia, Grécia, Islândia, Sardenha (Itália) e Seul (Coreia do Sul).

Lisboa é responsável por 21 por cento do PIB atribuído à Economia do Turismo nacional e por 22 por cento das dormidas na hotelaria nacional, com 29 por cento das receitas deste sector.

Neufs comme anciens, les cuclomoteurs doivent être immatriculés !

Pour répondre à une question posée par un ressortissant portugais suite à une amende :

Depuis le 1er janvier 2011 tous les cyclomoteurs en circulation sur la voie publique (même une impasse dans le cas exposé) doivent être immatriculés.

La détention d'un cyclomoteur non immatriculé ne constitue pas une infraction. C'est le fait de circuler sur les voies ouvertes à la circulation qui est passible d'une amende (4ème classe, 750 euros).

Le propriétaire doit le faire immatriculer auprès de la Préfecture la plus proche et la délivrance du certificat d'immatriculation n'est assujettie à aucune taxe.

Nantais venus d'ailleurs : presença portuguesa


Foi inaugurada na passada sexta-feira, no Château des Ducs de Bretagne, a exposição "Les Nantais venus d'ailleurs" que estará patente ao público até finais de Novembro 2011.

A comunidade portuguesa de Nantes encontra-se devidamente representada.
Não perca a ocasião de conhecer melhor esta história.

1 de abril de 2011

Lido no Euronews : Embaixadas e consulados da UE abertos a todos os cidadãos

Os cidadãos da União Europeia podem pedir assistência a qualquer consulado ou embaixada de um Estado-Membro, mesmo que o seu país não tenha representação nesse estado extracomunitário.

Este direito é desconhecido para muitos europeus e funcionários consulares. No próximo ano a Comissão Europeia vai propor medidas de sensibilização junto dos cidadãos.

Todos os anos os europeus realizam mais de 90 milhões de viagens fora da UE e cerca de 30 milhões residem em países terceiros. Os 27 Estados-Membros só estão todos representados, a nível diplomático nos Estados Unidos, na China e na Rússia.

Para melhorar a proteção consular e a assistência em países terceiros, a Comissão pretende facilitar e simplificar mais os procedimentos de reembolso.

A Vice-presidente Viviane Reding, Comissária da UE responsável pela justiça esclarece que “temos de esclarecer algumas questões: por exemplo temos cidadãos luxemburgueses que estão em apuros no Cazaquistão e a embaixada britânica vai salvá-los. Isso tem um custo para o contribuinte britânico por isso é normal que as autoridades luxemburguesas assumam esses custos. É necessário criar uma lei europeia que regule como essa transferência é feita.”

Quer seja em situações de emergência como em situações do quotidiano como o roubo de um passaporte, um acidente ou uma doença grave, qualquer europeu pode recorrer aos serviços consulares de qualquer país da União Europeia.

Nantais venus d'ailleurs: Histoire des étrangers à Nantes au 20e siècle au Château

Du samedi 2 avril au 6 novembre 2011 le Musée d'Histoire de Nantes propose une grande exposition retraçant un siècle d'immigration à Nantes, de la première guerre mondiale à nos jours.

Cette exposition a pour objectif principal de valoriser les apports des personnes étrangères ou d’origine étrangère, et d’aborder l’histoire des migrations. Le propos sera organisé de façon thématique : l’arrivée à Nantes, le logement, le travail, la famille, la langue, l’alimentation, la religion, mais aussi les manifestations de soutien ou de rejet des populations étrangères, leurs apports politiques, économiques et culturels.

Le but est de contribuer à la vie citoyenne de Nantes. Il s’agit d’un enjeu important : donner des clés de compréhension de cette riche histoire à un public le plus large possible.

L'exposition s'accompagne d'un programme culturel, artistique, festif et citoyen, réalisé avec des partenaires locaux et beaucoup d'intervenants (sociologues, historiens, témoins, plasticiens, musiciens, etc).

Ce soir, vernissage à partir de 17h30.

Energia: Grupo de trabalho Luso-francês vai definir estratégia na área das renováveis

Lisboa, 01 abr (Lusa) – O secretário de Estado da Energia e Inovação classifica como “um passo importante na criação de mais riqueza e de mercado na área das energias renováveis” o encontro de hoje de um grupo de trabalho luso-francês sobre mobilidade elétrica.

A reunião deste grupo de trabalho bilaterial, com representantes de empresas dos dois países, foi estabelecido pelos dois chefes de governo durante a última reunião realizada em Paris, em maio de 2010.

Hoje sob a presidência do ministro francês da Economia Eric Besson, que se encontra em Lisboa, e com a participação do secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, o grupo de trabalho luso-francês sobre a mobilidade elétrica reuniu-se para definir estratégias em matéria e mobiliário elétrico.

O objetivo, explicou à Lusa Carlos Zorrinho, é operacionalizar as decisões e definir eixos preferenciais de investimento.

“É um passo importante para se criar mais riqueza e mercado para a área das renováveis”, disse adiantando que Portugal e França têm vindo a fazer um trabalho conjunto nesta área.
Recentemente a Comissão Europeia propôs acabar até 2050 com os veículos convencionais a gasolina e a gasóleo nas cidades, no âmbito de um plano para tornar o setor dos transportes mais competitivo e menos poluente.

O trabalho desenvolvido por este grupo de dois países que “estão na linha da frente nesta área”, referiu, vai ao encontro destas diretrizes.

Em Portugal, referiu o secretário de Estado, as metas ainda são cautelosas definidas em 10 por cento do parque elétrico em 2020, mas “já existe uma grande evolução”.

Durante os próximos dois meses, 25 cidades portuguesas vão receber a visita de carros elétricos tipicamente citadinos para que as populações possam ter a experiência de uma condução ecológica e silenciosa.

Até ao final de maio, cada uma das 25 cidades que acolhe este 'road-show' em parceria com a MOBI.E, entidade coordenadora da Rede de Mobilidade Eléctrica, vai ter os pequenos automóveis à disposição durante dois dias.

Alem de Lisboa, os carros vão passar em abril por Cascais, Sintra, Loures, Almada, Setúbal, Évora, Beja, Faro, Leiria, Santarém, Torres Vedras e Coimbra.

Em maio, será a vez de Aveiro, Porto, Vila Nova de Gaia, Guimarães, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre.