30 de junho de 2011

Vila Real: UTAD cria aplicação para telemóveis que permite pedir socorro sem fazer uma chamada telefónica

Vila Real, 30 jun (Lusa) – Uma equipa de investigadores da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) de Vila Real criou uma aplicação para telemóveis que permite pedir socorro sem efetuar uma chamada telefónica.

O projeto “SOS Phone” desenvolvido por duas alunas e dois professores no âmbito de um trabalho académico, teve por objetivo “facultar às pessoas uma ferramenta de pedido de ajuda sem recurso à voz e sem ter de realizar uma chamada telefónica”, explicou à Lusa Benjamin Fonseca, professor do departamento de Engenharia.

A aplicação, explicou, permite descrever diferentes situações de emergência selecionando ícones com o dedo num ecrã de telemóvel tátil, possibilitando um relato “muito rápido” do sucedido, evitando um “longo” questionário que caracteriza as chamadas de emergência.

No final, acrescentou, é enviada uma mensagem escrita para a sede de emergência com o código correspondente à situação descrita, tal como as coordenadas de localização do utilizador para possibilitar uma rápida assistência.

A mensagem enviada para a central de emergência vai codificada, mas é descodificada automaticamente e visualizada de forma descritiva.

Segundo Benjamin Fonseca, dependendo da situação a reportar o processo é “muito rápido” podendo oscilar entre alguns segundos e um ou dois minutos.

Esta aplicação para telemóveis é, disse o investigador, essencialmente útil às pessoas idosas, com surdez e que em situações de pânico não conseguem ter um discurso coerente devido ao seu estado de saúde.

Por isso, “não precisam de falar, nem de redigir mensagens escritas, basta apenas selecionar opções pictográficas associadas aos aspetos a relatar”.

Por exemplo, relatou o docente, “se as pessoas estiverem a ter um ataque cardíaco carregam na imagem do coração, se for um acidente de viação clicam no carro e, assim, sucessivamente”.

Benjamin Fonseca salientou ainda que para além desta informação, as pessoas têm ainda a possibilidade de dizer qual o número e o sexo das vitimas.

A apresentação pública do "SOS Phone" acontecerá sábado no Centro Comercial Dolce Vita Douro, entre as 10:00 e as 23:00, onde serão encenadas situações de emergência para sensibilizar as pessoas para “coisas tão simples como pedir socorro”, disse o investigador.

Censos 2011: Portugal tem mais 200 mil residentes do que em 2001 - INE


Lisboa, 30 jun (Lusa) – Portugal tem hoje 10.555.853 residentes, mais 199.736 do que em 2001, segundos os resultados preliminares dos censos 2011, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A população residente em Portugal representa 4.079.577 famílias.

Foram apurados 5.879.845 alojamentos em 3.550.823 edifícios.

Arquitetura: Siza Vieira agraciado com a comenda das Artes e das Letras Francesas


Matosinhos, 30 jun (Lusa) – O arquiteto Álvaro Siza Vieira recebe hoje a distinção de Comendador das Artes e Letras Francesas, a mais alta condecoração atribuída pelo Governo francês aos que se diferenciam pelas criações artísticas e literárias.

Siza Vieira, vencedor do prémio Pritzker, o “Nobel da arquitetura”, em 1992, recebe, às 18:00, na Casa de Chá da Boa Nova, das mãos do embaixador francês em Portugal, Pascal Teixeira da Silva, a mais alta condecoração atribuída aos que se distinguem pelas suas criações artísticas e literárias ou pela contribuição na difusão das artes e letras em França e no mundo.

Esta distinção foi criada por decreto do Governo francês, em 1957, e tem três graus: oficial, cavaleiro e comendador.

Vários portugueses já foram agraciados, mas apenas nove, incluindo Siza Vieira, receberam o grau de comendador das Artes e das Letras: Amália Rodrigues, a "embaixadora" do fado, os escritores António Lobo Antunes e Agustina Bessa-Luís, o embaixador e antigo ministro da Cultura do IX Governo Constitucional, António Coimbra Martins, que dirigiu o Centro Cultural Português de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian na década de 1990, o pintor Júlio Pomar, o cineasta Manoel de Oliveira, João Bérnard da Costa, anterior presidente da Cinemateca Portuguesa, e o autor da "Criação do Mundo", o escritor Miguel Torga.

28 de junho de 2011

Lu sur Africa Time : Fort Jésus, édifié par les Portugais au Kenya, inscrit au Patrimoine Mondial de l'Unesco


Fort Jésus, Mombasa (Kenya). Le Fort, édifié par les Portugais en 1593-1596 selon les plans de Giovanni Battista Cairati pour protéger le port de Mombasa, est l'un des exemples les plus remarquables et les mieux préservés de fortification militaire portugaise du XVIe siècle et une référence dans l'histoire de ce type de construction.

Le schéma et la structure du Fort reflètent l'idéal de la Renaissance selon lequel la perfection des proportions et l'harmonie géométrique doivent s'inspirer du corps humain. Le bien s'étend sur 2,36 hectares et comprend les douves du Fort et la zone immédiatement avoisinante.

Portugueses residentes no estrangeiro convidados a colaborar num projecto da Universidade de Aveiro


No âmbito de um projecto de investigação em desenvolvimento na Universidade de Aveiro e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, venho por este meio solicitar a divulgação da informação, que envio em anexo, aos emigrantes portugueses.

Este projecto visa avaliar o contributo do potencial retorno e fixação dos emigrantes portugueses para o desenvolvimento do turismo no seu local de origem, em Portugal e, para esse efeito, é necessário que preencham um questionário que se encontra acessível através de um link (ver anexo).

Dada a grande dificuldade que existe na recolha de informação dos emigrantes portugueses, deixo este pedido de colaboração ao vosso Consulado por ser uma alternativa viável de conseguirmos aumentar a percentagem de respostas de um projecto, que se pretende poder vir a materializar-se. Estarei disponível para fornecer mais informação, caso assim o entendam.

Desde já agradeço a atenção dispensada ao assunto e ficarei a aguardar a vossa resposta, quanto posssível breve. Os meus melhores e cordiais cumprimentos,

PROJECTO FINANCIADO DE INVESTIGAÇÃO EM TURISMO NA UNIVERSIDADE DE AVEIRO- EMIGRANTES PORTUGUESES CONVIDADOS A COLABORAR

Na Universidade de Aveiro, encontra-se a decorrer (desde 2008) um projecto de investigação em Turismo, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, cujo tema centra-se na avaliação do contributo do potencial retorno e fixação dos emigrantes portugueses para o desenvolvimento do turismo no seu local de origem, em Portugal. A recolha de dados úteis, passíveis de ter um valor científico reconhecido, faz-se através do preenchimento de um questionário pelos emigrantes portugueses através do seguinte link:  http://questionarios.ua.pt/index.php?sid=24619&lang=pt

27 de junho de 2011

Cinema: Rui Simões prepara filme sobre Annie Silva Pais, a filha do último diretor da PIDE


Lisboa, 27 jun (Lusa) - O realizador Rui Simões, autor de documentários sobre o Estado Novo e a revolução de abril, está a preparar um filme de ficção sobre Annie Silva Pais, a filha do último diretor da PIDE, Fernando Silva Pais.

"É um filme sobre o fim do fascismo e do comunismo. Annie serve de veículo para abordar essa temática e é uma personagem forte", disse Rui Simões à agência Lusa.

"Me gusta el Che" - assim se chamará o filme - é um projeto que Rui Simões tem em carteira há algum tempo, um primeiro filme de ficção para um realizador que, aos 67 anos, só tem documentários na filmografia.

Para o filme, que terá parte da rodagem em Cuba, Rui Simões inspirou-se em diversos documentos, incluindo o livro "A Filha Rebelde", de Valdemar Cruz e José Pedro Castanheira, que deu origem a uma peça de teatro, homónima, e que estão agora a motivar um processo em tribunal.

O processo foi movido por familiares de Silva Pais, o último diretor da PIDE que é mencionado no livro e na peça de teatro, embora ambos sejam focados em Annie Silva Pais.

Filha única de Fernando Silva Pais, o ex-diretor da PIDE, Annie Silva Pais abandonou a família e o país em 1965, aos 30 anos, e foi viver para Havana no início da Revolução Cubana.

Annie Silva Pais apaixonou-se pela revolta e por Che Guevara, tendo-se separado do marido e aderido aos ideais do movimento armado que derrubou o regime ditatorial de Fulgencio Batista em 1959.

Personagem rebelde e fascinante, Annie Silva Pais será o mote para Rui Simões voltar a abordar um período que marcou o seu cinema no começo da carreira.

Em 2009 Rui Simões reeditou dois filmes-chave de todo o seu percurso no cinema, como admitiu à época à agência Lusa: "Deus Pátria Autoridade" e "Bom povo português".

São dois documentários feitos nos anos 1970 sobre o Estado Novo e a revolução de Abril, feitos no calor de um novo tempo político e social no país, quando Rui Simões tinha acabado de chegar do exílio.

"Deus Pátria Autoridade", feito em 1975, aborda, de uma forma mais experimental, os 48 anos do regime de Salazar até ao 25 de Abril de 1974.

Já "Bom povo português", estreado em 1980, é um documentário que descreve a situação política e social portuguesa entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, testemunho de um tempo conturbado de mudança.

Desde então, no currículo tem apenas com documentários, mas Rui Simões acalenta há muitos anos a realização de um filme de ficção.

Atualmente aguarda os resultados dos concurso de apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual, no valor de 500 mil euros, para conseguir concretizar o projeto "Me gusta el Che".

Literatura: Gonçalo M. Tavares vence Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores

Lisboa, 27 jun (Lusa) - O escritor Gonçalo M. Tavares venceu o Grande Prémio de Romance e Novela atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), em conjunto com o Ministério da Cultura (MC), pela obra "Uma Viagem à Índia", editado pela Caminho.

Segundo um comunicado da direção da APE, o júri do Grande Prémio de Romance e Novela APE/MC, constituído por José Correia Tavares, Cristina Robalo Cordeiro, Fernando Dacosta, Isabel Cristina Rodrigues, José Manuel de Vasconcelos e Violante Magalhães, tomou a decisão de distinguir Gonçalo M. Tavares "por maioria" e "ao reunir pela terceira vez". Isabel Cristina Rodrigues e José Manuel de Vasconcelos votaram em “A Cidade do Homem”, de Amadeu Lopes Sabino (Sextante).

De acordo com a APE, foram admitidas a concurso este ano 99 obras, “mais 14 do que no ano passado” – correspondendo a “99 escritores, 74 homens, 25 mulheres, tendo a chancela de 43 editoras”.

O Grande Prémio de Romance e Novela, no montante de 15 mil euros, já distinguiu 25 autores, de 16 editoras, quatro dos quais bisaram: Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luís e Maria Gabriela Llansol.

Gonçalo M. Tavares nasceu em Angola, em 1970, e já recebeu vários prémios, entre os quais alguns dos mais importantes para a literatura em língua portuguesa, nomeadamente o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, ambos para o romance "Jerusalém". Recebeu também o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores Camilo Castelo Branco 2007, para a obra “Água, cão, cavalo, cabeça".

O escritor foi ainda distinguido internacionalmente, com o Prémio Portugal Telecom 2007, o Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), o Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia) e o Prix du Meilleur Livre Étranger 2010 (França), para o livro "Aprender a rezar na era da técnica".

"Uma Viagem à Índia" já tinha sido distinguido com o Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 da Sociedade Portuguesa de Autores e com o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors.

Segundo o blogue do escritor e o site da editora Caminho, "estão em curso cerca de 160 traduções" das suas obras, "com edição em trinta e cinco países" e os seus livros "deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas metragens e objetos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses académicas, etc."

Livros: Almedina apresenta na terça-feira obra "Reforma e Reformados", de António Fonseca


Porto, 27 jun (Lusa) – As Edições Almedina lançam na terça-feira, em Gaia, a obra de António Fonseca “Reforma e Reformados”, um livro que aborda a questão da passagem à reforma e as vivências nessa condição.

Em declarações à agência Lusa, António Fonseca, psicólogo e docente da Universidade Católica no Porto, afirmou que, hoje em dia, “a passagem à reforma é fácil, não traz nenhum stress acrescido”.

Contudo, salientou, é preciso que estejam reunidas duas condições: “saúde e a garantia de ter pensão”.

Quanto à questão financeira, disse, esta condição “poderá alterar-se”, uma vez que poderão ocorrer “cortes nas pensões” e porque se levanta a questão da “insustentabilidade da Segurança Social”.

Nesta obra, com 140 páginas, o autor relata também quais são, afinal, os desafios que se colocam aos reformados, destacando a necessidade de se manterem ativos.

“Isto não é necessariamente sinónimo de voltar a trabalhar, mas é o evitar a armadilha do relógio social”, frisou, acrescentando que o que interessa é procurar “manter-se envolvido, inserido nas suas redes sociais”.

Para António Fonseca, de 46 anos, o significado da palavra reformado é hoje muito diferente, sendo necessário perceber que a questão da longevidade se torna essencial.

“Uma pessoa que se reforme entre os 55 e os 65 anos ainda tem muito tempo pela frente e isto não acontecia há 40 anos”, sublinhou.

Esta obra, que surgirá nas bancas com um custo de 12 euros, destina-se “a pessoas com interesse pelas questões das ciências sociais e humanas”, mas também “ao mundo académico ligado à sociologia e psicologia, entre outras áreas”, considerou o autor.

O professor é detentor de um vasto currículo ligado às áreas de Bem-Estar Psicológico, Qualidade de Vida e Envelhecimento, pelo que esta obra surge como uma reflexão baseada na sua experiência académica.

Férias/Crise: Estrangeiros e preços baixos sustentam Verão "positivo"


Lisboa, 27 jun (Lusa) – O presidente do Turismo de Portugal prevê um verão “muito positivo” para o setor, que vai ser sustentado por um aumento de estrangeiros de férias no país e pelos preços “baixos” dos estabelecimentos hoteleiros por causa da crise.

“As perspetivas são muito positivas para o verão. O turismo este ano vai dar bons resultados quantitativos e resultados económicos igualmente bons, mas baseados em tarifas, em preços por quarto, que ainda não são os desejáveis”, afirmou em entrevista à Lusa Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal.

Os preços “deviam ser um pouco mais altos”, defendeu, mas ressalvando que as tarifas agora praticadas pelo setor são “para um período de recuperação”.

Em abril, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as dormidas de turistas estrangeiros aumentaram 25,5 por cento e as dos nacionais 6,4 por cento, o que se traduziu num aumento de 11 por cento nos proveitos registados no setor.

Estes aumentos são explicados por Luís Patrão pela melhoria da conjuntura económica internacional, nomeadamente na Europa, o que explica o aumento de turistas estrangeiros em Portugal, e até por algum desvio de turistas que antes iam para o Médio Oriente e África.

Mas o presidente do Turismo de Portugal considera que a principal razão para o crescimento do setor este ano é Portugal estar no mercado internacional com boa imagem de um país tranquilo, seguro e também com bom clima.

“Os turistas não se perturbam muito com a situação politica dos países para onde viagem, mas já se preocupam com as perturbações sociais, com distúrbios, greves ou manifestações”, afirmou Luís patrão.

Quanto ao turismo dos nacionais, Luís Patrão admite ter havido um “afrouxamento” por causa da crise económica que o país atravessa, com as famílias a terem menos dinheiros disponível para o lazer.

“Mas mesmo assim temos tido um crescimento, embora inferior ao de anos anteriores”, lembrou.

A generalidade dos indicadores de turismo nacionais registou crescimentos nos primeiros quatro meses do ano, segundo o INE, com destaque para as dormidas - 9,5 milhões nos primeiros quatro meses – nas quais se destacaram os turistas britânicos, brasileiros e espanhóis.

Quase todas as regiões de Portugal registaram em abril aumentos de dormidas de estrangeiros, com destaque para o Algarve (mais 315 mil), Lisboa (99 mil) e a Madeira (70 mil), mas o Alentejo foi a região que registou crescimento recorde de 35,4 por cento.

S. Pedro: Celebrações de santo popular marcadas pelo recuperar de antigas tradições

Lisboa, 23 jun (Lusa) - Padroeiro dos pescadores, S. Pedro é festejado a 29 de Junho em 18 concelhos do país onde, a par com a sardinha assada e as marchas populares se recriam tradições como as cavalhadas ou as rusgas.

Cavaleiros, lanceiros, despenseiros e corneteiros vestidos de branco com capas e faixas vermelhas, montados em luzidios cavalos personificam, dia 29, a recuperação da velha tradição das cavalhadas de São Pedro, na Ribeira Grande (Açores), um dos pontos altos das festas concelhias que comemoram a elevação da vila a cidade, há 30 anos.

Já na Póvoa do Varzim, a recriação das rusgas caberá às crianças dos jardins de infância do concelho que, dia 27 serão os protagonistas da iniciativa " S. Pedrinho e a Pequenada", num desfile em que envergando trajes tradicionais, cantam músicas típicas e imitam coreografias recriando a tradição poveira.

Nessa noite, serão também inaugurados os tronos espalhados pelos seis bairros da cidade (Mariadeira, Regufe, Belém, Norte, Sul e Matriz) que simbolizam a veneração da comunidade ao Santo festejado até 3 de julho com muitos os momentos de animação, desporto e tradições religiosas.

No Montijo, onde o santo é celebrado na "Festa dos Pescadores, a tradição ocupa lugar de destaque na “lavagem” com charanga, de entre um programa que incluiu também largadas de toiros e a procissão fluvial e noturna de São Pedro.

Na vila piscatória de Ribeira Brava (Madeira), S. Pedro é comemorado com uma procissão de barcos no mar (transportando a imagem do santo), decorados com flores e instrumentos de pesca. A centenária dança das espadas é outra das emblemáticas atrações da festividade

As celebrações assentes na gastronomia, artesanato, música e desporto, multiplicam-se com mais ou menos variantes nos 18 concelhos (Alfândega da Fé, Bombarral, Castro Daire, Castro Verde, Celorico de Basto, Évora, Felgueiras, Lajes do Pico, Macedo de Cavaleiros, Montijo, Penedono, Porto de Mós, Póvoa de Varzim, Ribeira Brava, Ribeira Grande, São Pedro do Sul, Seixal e Sintra) que escolheram para padroeiro o santo popular associado aos pescadores.

Com as marchas populares e a sardinha assada a marcar lugar nalguns programas, o que não falta mesmo é música e animação para todos os gostos.

Luís Represas, Jorge Palma, Tony Carreira, Quim Barreiros ou Toy são alguns dos artistas veteranos que sobem a palcos por onde vão também passar jovens revelações como Rui Bandeira (vencedor do Festival da canção) ou grupos mais tradicionais como o Grupo de Cantares de Lafões.

Da festa fazem ainda parte, na maioria dos concelhos, comemorações solenes marcadas por atribuição de medalhas e inaugurações concelhias.

26 de junho de 2011

Férias...

Durante os meses de Julho e Agosto, o blogue entra em regime de cruzeiro. O Facebook continua activo. Boas férias, prudência na estrada, e até Setembro, com mais novidades e uma presença informativa mais constante.

SCUT : "Introdução de portagens nas auto-estradas Scut" e "Perguntas Frequentes"

No site do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações pode consultar o documento sobre a "introdução de portagens nas auto-estradas Scut" assim como um documento detalhando as "perguntas mais frequentes".



Quatro dos novos sinais informativos, retangulares e de fundo azul, avisam o utente que se encontra numa área sujeita à cobrança eletrónica de portagens em lanços e sublanços de autoestradas onde atualmente se encontra instituído o regime “Sem custos para o utilizador – SCUT”.

A introdução de portagens naqueles lanços e sublanços está sujeita ao modelo de cobrança eletrónica, não existindo em regra uma zona delimitada de portagens, como a conhecemos atualmente, razão porque o Governo criou esta sinalização para avisar os utentes que estão a entrar numa estrada com portagens.

Os sinais informam sobre essa cobrança eletrónica e ainda qual a distância ou a direção da via de saída ligada ao lanço de estrada sujeito a cobrança eletrónica de portagem. Para além disso, indicam ainda o fim desse lanço com cobrança eletrónica de portagem.

O quinto sinal de trãnsito informa os utentes da existência de radares de controlos de velocidade e que se encontram na sua linha de radar. Este sinal informativo foi criado no âmbito do sistema de fiscalização automática da velocidade, com o objetivo de prestar aos utentes das vias, onde os equipamentos para o efeito são instalados, informação relativa a essa realidade.

A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, aprovada em 2009 por resolução do Conselho de Ministros, visa o controlo automático da velocidade tendo em vista o cumprimento dos limites legais da velocidade e, consequentemente, a redução da sinistralidade rodoviária.

A Via Verde lançou o ‘Via Verde Visitors’, um dispositivo eletrónico temporário, que permite aos proprietários de veículos com matrícula estrangeira fazer o pagamento de portagens em todas as autoestradas portuguesas.

Estes identificadores podem ser alugados em qualquer loja Via Verde, explicou à Lusa fonte oficial da Via Verde.

Para alugar este equipamento, os condutores devem ter um cartão de débito e/ou crédito de um dos sistemas internacionais de pagamento (American Express, MasterCard ou Visa), emitido por uma entidade estrangeira, válido e aceite pela Via Verde Portugal.

A adesão a este serviço implica o pagamento de uma caução no valor de 27,50 euros, que é devolvido quando o cliente devolver o identificador.

O aluguer é válido durante um período máximo de 90 dias. Na primeira semana o condutor paga seis euros, um valor que baixa para 1,5 euros em cada uma das semanas seguintes.

A estes valores acrescem as taxas de portagem relativas aos percursos percorridos.

COTEC: Associação cria plataforma informática para fomentar colaboração entre empresas

Lisboa, 26 jun (Lusa) – A Associação Nacional Empresarial para a Inovação - COTEC criou uma plataforma informática para “aproximar e fomentar” a colaboração entre empresas, que pode facilitar a resolução de um problema ou ajudar uma empresa a inovar.

A Plataforma Colaborar.COTEC vai ser apresentada na terça-feira, na Culturgest em Lisboa, no 8.º Encontro Nacional de Inovação COTEC, que este ano debaterá o tema “Redes Colaborativas de Inovação”.

“É um instrumento tecnológico que a COTEC desenvolveu para suportar os procedimentos de colaboração entre os seus associados”, disse hoje à agência Lusa o diretor-geral da COTEC.

Esta ferramenta destina-se a ser usada pelos associados da COTEC, pela sua rede de PME inovadoras e por outros atores do Sistema Nacional de Inovação. “Se tudo correr bem, avaliaremos a possibilidade de abrir a outras empresas, logo se verá e em que condições”, adiantou Daniel Bessa.

Segundo o economista, esta ferramenta poderá facilitar a resolução de um problema: O processo está feito para que “a circulação circule com muito mais facilidade e vá ter às pessoas certas”.

“Para as empresas colaborarem e avançarem, é preciso primeiro que as pessoas queiram e, para quererem, têm de estar convencidas da vantagem de colaborarem. Se a sua vontade for essa, uma ferramenta deste tipo facilita muito as coisas”, comentou.

Questionado pela Lusa sobre se uma empresa para sobreviver tem de inovar, Daniel Bessa afirmou que não há outra alternativa.

“Portugal é hoje um país demasiado caro, pelo menos, enquanto estivermos na área do euro e eu espero que lá continuemos. [Mas] um país da área do euro é um país que dificilmente pode vender o que quer que seja por ser barato. Isso não existe”, frisou.

Contudo, admitiu ser “difícil para um país como Portugal, que não é um dos países mais desenvolvido do mundo, nem dos mais sofisticados, mas é um dos países mais caros do mundo”.

“Outro dia foi atribuída à chanceler Angela Merkel a afirmação de que o euro não é para todos e ela tem razão. Quando se está num espaço destes, um espaço tão caro ou se consegue vender coisas minimamente diferenciadas que suportem um preço mais elevado ou estamos mal”, afirmou.

Para Daniel Bessa, não há outro caminho: “Muitas empresas já desapareceram, as que sobrevivem algum mérito têm de ter porque senão já tinham desaparecido”.

Deu como exemplo a indústria tradicional, como a do calçado, vestuário ou imobiliário, em que já desapareceram muitos milhares de empresas.

Dada a importância deste tema, o congresso irá debater as “Redes Colaborativas de Inovação”, um tema que será desenvolvido por Peter Gloor, professor e investigador do MIT.

“A inovação passa por muito cordelinhos” e apesar da ideia de que uma empresa pode inovar sozinha, ela precisa sempre de “se entender com os clientes, fornecedores de equipamentos e com as entidades do sistema científico e tecnológico. Mesmo internamente é preciso agilizar determinado tipo de colaborações e de inter-relações”, disse Daniel Bessa.

A sessão de encerramento do encontro será presidida pelo Presidente da República, Cavaco Silva, durante a qual será entregue o Prémio Produto Inovação COTEC-Unicer.

21 de junho de 2011

UE: Novas regras entram em vigor para garantir cobrança de pensões de alimentos além-fronteiras

Bruxelas, 21 jun (Lusa) – Esta semana entram em vigor na União Europeia novas regras que visam garantir uma efetiva e mais rápida cobrança das pensões de alimentos, nos casos em que um dos progenitores vive no estrangeiro e se recusa a prestar assistência financeira.

Apontando que na UE vivem cerca de 16 milhões de casais internacionais, registando-se um milhão de divórcios todos os anos, a Comissão Europeia indica que as novas regras que agora entram em vigor instauram um regime a nível da União para facilitar a cobrança das pensões de alimentos, a fim de que os progenitores ausentes deixem de poder fugir às suas obrigações.

Segundo Bruxelas, até agora os europeus podiam ter muitas dificuldades quando tentavam cobrar uma pensão alimentar para um filho ou outras formas de ajuda financeira junto de uma pessoa que se encontrava noutro país da União Europeia (UE) e se recusava a pagar.

“Os interesses dos filhos devem sempre prevalecer. Estas regras garantem que continuam a receber uma ajuda financeira se um dos progenitores viver longe deles noutro país da UE”, comentou a comissária europeia da Justiça, Viviane Reding.

Por outro lado, para acautelar situações em que um progenitor deixe de viver no espaço comunitário, a UE também assinou, em abril passado, a Convenção de Haia sobre as obrigações alimentares.

Esta convenção estabelece um sistema para a cobrança a nível mundial de alimentos em benefício dos filhos e de outros membros da família, criando um quadro jurídico comum entre os 27 e os países terceiros, de modo a que as autoridades cooperem na execução dos pedidos de alimentos e os devedores deixem de escapar às suas obrigações saindo da União.

Santos Populares: São João bate Santo António e São Pedro em feriados municipais


Porto, 21 jun /(Lusa) – Trinta e quatro concelhos portugueses têm como feriado municipal o dia de São João, 24 de junho, mais do que todas as terras que comemoram São Pedro (17 municípios) e Santo António (14).

São João, que se comemora no dia 24 de junho - o mesmo dia da Batalha de São Mamede, feriado em Guimarães - é mesmo a data que é utilizada por mais concelhos como feriado municipal, num ranking que tem como segundo lugar a Quinta-feira da Ascensão (30 municípios), só depois se seguindo os feriados municipais de São Pedro (17). Santo António, o padroeiro da capital e feriado em mais 13 outros concelhos, nem sequer consegue entrar nas medalhas, quedando-se pelo quarto lugar.

“Está tudo ligado ao solstício”, disse à agência Lusa o sociólogo das religiões Moisés Espírito Santo, explicando que “no passado mais arcaico o S. João era a grande festa nacional” do país, tendo a celebração dos outros santos surgido “por contágio”.

Moisés Espírito Santo realçou que as festas populares em torno do solstício de verão têm raízes bastante antigas no culto do sol: “Eram festas muito barulhentas, muito cansativas. As pessoas não conseguiam ir trabalhar no dia seguinte e, por isso, passaram depois a ser feriados municipais”.

O professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa referiu que “acontece a mesma coisa com a Quinta-feira de Ascensão”, também conhecida como “Quinta-feira das espigas”, tradição popular associada à celebração da vida.

Apesar da ligação a datas religiosas, os dias mais escolhidos para feriados municipais têm origem em festas pagãs.

“A festa de S. João é uma festa pagã mascarada”, disse à Lusa o historiador Helder Pacheco, destacando a “habilidade” da Igreja Católica em celebrar S. João Baptista no dia do seu nascimento, mais próximo do solstício, e não na morte, como habitualmente acontece com os santos.

Além do Porto, o dia de S. João é feriado municipal em vários outros concelhos do norte, como Gaia, Vila do Conde, Valongo, Braga e Terras de Bouro, mas também em muitos municípios de todas as regiões do país.

Angra do Heroísmo, Horta, Porto Santo, Calheta, Figueira da Foz, Tavira, Moura, Almada, Alcácer do Sal, Lousã, Lourinhã, Alcochete, S. João da Pesqueira, Armamar, Castelo de Paiva, Sertã, Tabuaço e Mértola são outros municípios que têm 24 de junho como feriado municipal.

Completam a lista Almodôvar, Arronches, Castro Marim, Cinfães, Figueiró dos Vinhos, Moimenta da Beira, Nelas, Santa Cruz das Flores, Vila Franca do Campo e Vila do Porto.

19 de junho de 2011

Vai de férias ? Verifique os seus documentos de identificação !

Todas as semanas aparecem no posto consular pessoas que dizem que viajavam com "carte de séjour" ou um "livret de famille" e que tiveram problemas. Claro ! Não são documentos que permitam viajar !

Vai de férias a Portugal ? Verifique a validade do seu bilhete de identidade !

Verifique a validade do seu passaporte se este documento for exigido pelas autoridades do pais onde pretende gozar férias.

E não esqueça que os menores precisam de autorização dos pais para viajar !

17 de junho de 2011

Relação dos deputados eleitos e mapa oficial das eleições para a Assembleia da República

Consulte aqui a relação dos deputados eleitos e mapa oficial das eleições para a Assembleia da República
realizadas em 5 de Junho de 2011 : http://dre.pt/pdfdia1s/11601.pdf

Lido no DN : Jornal Digital Dinheiro Vivo arrancou hoje para cobrir área económica

O novo jornal digital económico Dinheiro Vivo, da Controlinveste, arrancou hoje, quinta-feira, com o intuito de cobrir a área económica "de forma próxima das pessoas", disse à agência Lusa André Macedo, responsável pelo projecto.

Conheça o novo jornal aqui.

Este "caminho de proximidade" que o jornal quer estabelecer com os leitores implica uma "permanente evolução" e melhoramentos a fazer progressivamente, admite o jornalista.

O primeiro passo do novo título - propriedade do grupo que também detém o "Diário de Notícias", O "Jornal de Notícias" e "O Jogo" - passa pelo período do Verão, período de notícias relevantes este ano, dada a actualidade política e económica, que servirá como "primeira prova de maturidade" do Dinheiro Vivo, segundo indica André Macedo.

Economia, Estado, Empresas, Mercados e Buzz, este dedicado às áreas do marketing, publicidade e media, são alguns dos canais da nova marca de informação da Controlinveste, que integra também uma forte componente multimédia, com diversas reportagens em vídeo e infografias. Sublinhando que todos os jornais "fazem um esforço para traduzir a realidade" noticiosa junto dos seus leitores, André Macedo frisa que um dos objectivos do Dinheiro Vivo é dar as notícias "mais credíveis possíveis" de uma forma "clara e acessível" aos leitores.

O projecto arrancou hoje no 'online' e em aplicações para dispositivos móveis e em Setembro chega à rádio, com um programa na TSF, e ao papel, com um suplemento no Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

O novo jornal pretende competir com o Diário Económico, Jornal de Negócios e com o suplemento de economia do semanário Expresso. Para o projecto foram contratados e destacados cerca de 30 jornalistas das diversas áreas económicas, como macroeconomia, orçamento, fisco, segurança social, trabalho, mercados e banca.

André Macedo, coordenador da nova marca, foi até há pouco tempo director-executivo do jornal i tendo ainda passado pelo Diário Económico (como director), revista Sábado (chefe de redacção), Correio da Manhã (editor da secção de Política), revista Focus (editor de Economia) e Record.