31 de dezembro de 2010

Blog : bilan de l'année


Merci Blogger, qui met à la disposition des blogueurs amateurs, des statistiques très précises. Voici donc le bilan de cette année :

296 posts ont été mis en ligne pendant l'année 2010. 

D'où viennent les lecteurs (par ordre décroissant) : Portugal, France, Brésil, Etats Unis, Allemagne, Suisse, Canada, Royaume Uni, Grèce, Pays Bas, Japon, Russie, Slovénie, Italie, Croatie, Espagne, Pologne. Merci à eux, en espérant que la lecture des textes en portugais ne soit pas trop difficile !

Pour les posts les plus consultés, pas de grands changements par rapport au dernier pointage : le tableau comparatif de l'enseignement portugais et autres pays ; le recensement militaire ; filles et garçons nés en 1992 ; anciens militaires ; cinema ; musique, sont toujours les plus lus.

Merci à tous, vos encouragements sont précieux et augmentent encore plus une motivation déjà bien présente. Rendez-vous en 2011 !

30 de dezembro de 2010

Cinema: Ministério da Cultura congratula-se com destaque internacional do cinema português


Lisboa, 30 dez (Lusa) - O Ministério da Cultura (MC) aplaudiu hoje a presença de produções portuguesas nas listas internacionais dos melhores filmes de 2010 e sublinhou o "inequívoco dinamismo que actualmente caracteriza o setor".

Em comunicado, a tutela congratulou-se com o facto de a revista New Yorker ter elogiado quatro filmes portugueses, dos realizadores Miguel Gomes, Pedro Costa, Manoel de Oliveira e Eugéne Green, e de a publicação francesa Cahiers du cinema ter eleito "Morrer como um homem", de João Pedro Rodrigues, entre os melhores estreados em França.

Este foi também o ano em que o jovem realizador Gabriel Abrantes venceu o Leopardo de Ouro de melhor curta-metragem em Locarno, "Mistérios de Lisboa", de Raul Ruiz, venceu o prémio Louis Delluc, e Pedro Costa viu a sua obra em retrospetiva no Japão, Estados Unidos ou França.

"Estes são alguns exemplos da qualidade e vitalidade do cinema português", escreveu o Ministério da Cultura.

Isto num ano em que produtores e realizadores portugueses assinaram um manifesto de apelo à ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, para uma "intervenção de emergência" face à situação de "catástrofe" em que vive o cinema português.

Vários agentes do setor, como Manoel de Oliveira, Pedro Costa, João Botelho e Pedro Borges, criticaram a paralisia do fundo de investimento FICA, as regras de atribuição de subsídios do Instituto do Cinema e Audiovisual e a situação de desinvestimento contínuo nos últimos anos.

Gabriela Canavilhas reconheceu as fragilidades do setor e prometeu uma nova lei do cinema, que anuncia agora em comunicado que deverá ser concretizada em 2011, ano que espera "igualmente fervilhante em termos de qualidade e de actividade nacional e internacional".

Quanto a medidas para o novo ano, o ministério tenciona ainda implementar uma rede nacional de exibição não comercial de cinema digital e a regulamentação do depósito legal das imagens em movimento.

Este ano estrearam-se nos cinemas cerca de vinte filmes de produção portuguesa, com "A bella e o paparazzo", de António-Pedro Vasconcelos, a conquistar mais espetadores (98 792), seguindo-se "Contraluz", de Fernando Fragata (83 724).

"Filme do desassossego", que o realizador João Botelho, levou em digressão pelo país fora do circuito comercial, foi visto desde setembro por 16 375.

"José & Pilar", de Miguel Gonçalves Mendes, foi o documentário mais visto nos cinemas, com 14 295 espetadores.

Lido no DN : Nasceram 254 mil bebés de uniões de facto em dez anos


Dados do INE mostram que 37 925 crianças nasceram fora do casamento em 2009, das quais 30 mil de casais que viviam juntos.

"Era mais importante para nós ter um filho do que casar." Raquel Rosa e Carlos Gonçalves vivem juntos há quatro anos, e há um foram pais de um menino. Guilherme é uma das 30 075 crianças que nasceram de uniões de facto em 2009, representando 30,2% do total de nascimentos. Entre 2000 e 2009, os casais em união de facto tiveram 254 734 filhos.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de crianças nascidas fora do casamento aumentou 15,9% desde 2000. Um aumento que deve continuar a registar-se nos próximos anos, defende o sociólogo da família Fausto Amaro.

Em relação ao total de nascimentos, o número de crianças nascidas fora do casamento representa já 38,1%. Isto significa que 37 925 dos bebés são filhos de casais em união de facto, de mães solteiras e de casos extraconjugais. Embora esta última situação seja "muito residual", explica Fausto Amaro.

Este aumento de natalidade fora do matrimónio está também relacionado com a diminuição do número de casamentos. No ano passado, oficializaram a sua relação 40 391 casais, quando em 2000 se registaram 63 752. O que representa uma diminuição de 36,6% do número de uniões quer civis quer religiosas.

Apesar desta quebra, o sociólogo do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) considera que o casamento ainda é muito valorizado na sociedade portuguesa. "Embora as pessoas comecem por viver juntas e ter filhos, muitas acabam depois por casar." Prova disso é que "em muitos dos casamentos se vê que os dois já tinham a mesma morada".

Esta opção continua, assim, a fazer parte da vida dos portugueses porque "existe uma valorização do casamento como instituição por parte da sociedade e da família", acrescenta o especialista.

Uma valorização que o caso de Raquel Rosa confirma. "O facto de termos um filho não quer dizer que não venhamos a casar. A ideia de casar é a de ter uma festa com as pessoas que gostam de nós e de celebrar a nossa união e o nosso filho", conta a comercial de 28 anos.

Um acontecimento que seria aplaudido pela família. Raquel Rosa admite que a família já está mais habituada agora, embora no início tenha havido "mais pressão para casarmos". E a própria reconhece que "as pessoas acabam por se casar mais por uma questão cultural e por pressão da família do que pelos benefícios económicos".

Além destes motivos, Fausto Amaro aponta que as "pessoas sentem um maior sentimento de segurança quando estão casadas". Uma justificação dada por muitos casais em inquéritos realizados pelo sociólogo da família.

Todas estas razões levam Fausto Amaro a acreditar que apesar da tendência para que o número de filhos de casais em união de facto aumente, os matrimónios vão continuar a realizar-se. "Ao contrário dos países do Norte da Europa, os portugueses vão continuar a valorizar o casamento, mesmo depois de terem tido filhos. A prova disso é que mesmo os casais divorciados voltam a casar porque continuam a valorizar a família e o casamento", conclui.

No entanto, os dados revelam que não só o número de casamento tem vindo a diminuir como tem havido quebra nas uniões religiosas, especialmente as católicas.

Se em 2000 havia 41 331 casamentos católicos, no ano passado só foram à Igreja 17 451 casais. Já as uniões pelo civil têm vivido uma evolução oposta, confirmam os dados do INE. Há dez anos representavam 35,2% dos casamentos e em 2009 eram já 56,8%.

Religião: Portugueses entre os mais tolerantes na Europa - Estudo alemão

Lisboa, 30 dez (Lusa) – Portugal é dos países europeus que mais defende a igualdade de direitos entre religiões, segundo um estudo alemão apresentado em Berlim e divulgado hoje pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural.

O documento “Religião e Política”, elaborado por uma universidade sob orientação de um sociólogo das religiões, revela que 89 por cento dos portugueses crê que todos os grupos religiosos devem “ter direitos iguais”, percentagem que lidera entre os países da União Europeia integrados no inquérito: França (86 por cento), Dinamarca (72 por cento), Holanda (82 por cento) e Alemanha (49 por cento no Oeste e 53 por cento nas regiões ocidentais).

Noutra questão – se a pluralidade religiosa produz conflito ou enriquecimento cultural -, 80 por cento dos portugueses voltaram a revelar-se tolerantes, a par dos dinamarqueses e holandeses. Seguiram-se os alemães (70 por cento) e os franceses (59 por cento).

A escolha dos países para este estudo incidiu nos diversos patamares de diversidade religiosa, embora tenha focado o Islão, devido aos acontecimentos mundiais da última década.

A Alemanha foi incluída devido ao elevado número de imigrantes muçulmanos, concentrados sobretudo nas regiões ocidentais, pelo que foi feita uma análise do país em dois blocos geográficos.

França debate-se atualmente com a controvérsia em torno da proibição do uso da burqa, além das tensões sociais e consequente violência usada pela polícia sobre jovens muçulmanos, lê-se no enquadramento.

A Dinamarca “foi alvo de todas as atenções quando um jornal, em 2005, publicou cartoons do profeta Maomé” e a Holanda assistiu ao assassínio do realizador Theo van Gogh, autor de um filme que os muçulmanos consideram ofender e distorcer os preceitos islâmicos, de acordo com o mesmo documento.

Portugal surge neste estudo por contraste, já que “a diversidade religiosa” não é tão pronunciada.

29 de dezembro de 2010

Lido no blogue do Embaixador de Portugal em França


Não perca a leitura desta mensagem publicada no blogue do Sr. Embaixador de Portugal em França, referindo-se a "Coisas que nunca deverão mudar em Portugal" da autoria do embaixador britânico em Portugal, Alexander Ellis. 

"Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi, no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada, há quinze anos, deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."

Deixo aqui a ligação para o blogue deste diplomata britânico "Um bife mal passado". Em tempo, havia publicado um texto sobre "Dez coisas que melhoraram em Portugal nos últimos 15 anos", que a seguir transcrevo : 

"Chegou a época do espírito natalício. Então, deixemos de lado quaisquer miserabilismos e concentremo-nos nas coisas boas - não como escape mas como realidade. Vivi em Portugal há quinze anos. Agora, de volta, quero sugerir dez coisas, entre muitas outras, que melhoraram em Portugal desde a minha primeira estadia. Não incluo aqui coisas que já eram, e ainda são, fantásticas (desde a forma como acolhem os estrangeiros até à pastelaria). Aqui ficam algumas sugestões de melhorias:


- Mortalidade nas estradas. As estatísticas não mentem - o número de pessoas que morre em acidentes rodoviários é muito menor, cerca de 2000 em 1993 e de 776 em 2008. A experiência de conduzir na marginal é agora de prazer, não de terror. O tempo do Fiat Uno a 180km/h colado a nós nas auto-estradas está a passar.


- O vinho. Já era bom, mas agora a variedade e a inovação são notáveis, com muito mais oferta e experiências agradáveis. Também se pode dizer a mesma coisa sobre o azeite e outros produtos tradicionais.


- O mar. Lisboa, em 1994, era uma cidade virada de costas para o mar; poucos restaurantes ou bares com vista, e pouca gente no mar. Hoje, vemos esplanadas e surfistas em toda a parte. Muita gente a aproveitar melhor um dos recursos naturais mais importantes do país.


- A zona da Expo. Era horrível em 1994, cheia de poluição, com as antigas instalações petrolíferas. Agora é uma zona urbana belíssima, com museus e um Oceanário entre os melhores que há no Mundo.


- A saúde. Muitas das minhas colegas têm feito esta sugestão - a qualidade do tratamento é muito melhor hoje em dia, apesar das dificuldades financeiras, etc. A prova está no aumento da esperança de vida, de cerca de 74 em 1993 para 78 anos em 2008.


- Os parques naturais. viajei muito este ano do Gerês a Monserrate ; tudo mais limpo, melhor sinalizado, mais agradável. O pequeno jardim está, de facto, mais bem cuidado.


- O cheiro. Sendo por natureza liberal nos costumes sociais, não fui grande fã da proibição de fumar - mas, confesso, a experiência de estar num bar ou num restaurante em Portugal é hoje mais agradável com a ausência de tabagismo. E a minha roupa cheira menos mal no dia seguinte.


- A inovação. talvez seja fruto da minha ignorância do país em 1994, mas fico de boca aberta quando visito algumas das empresas que estão a investir no Reino Unido ; altíssima tecnologia, quadros dinâmicos e - o mais importante de tudo - não há medo. Acreditam que estão entre os melhores do mundo, e vão ao meu país, entre outros, para prová-lo.


- O metro de Lisboa. É limpo, rápido, acessível e tem estações bonitas.


- As cores. Portugal tem e sempre teve cores naturais bonitas. Mas a minha memória de 1994 era o aspecto visual bastante cinzento das cidades, desde a roupa até aos carros. Hoje há mais alegria - recordo um português que me disse, talvez com tristeza, que o país estava a tornar-se mais tropical. Em termos de imagem, parece-me um elogio!"


E já agora, refiro uma mensagem publicada neste modesto blogue : Portugal vale a pena. Pois continuo a pensar que o copo está sempre meio cheio e nunca meio vazio !


INE: População residente em Portugal aumentou apesar de número de nados-vivos ter diminuído

Lisboa, 29 dez (Lusa) - A população residente em Portugal aumentou ligeiramente em 2009, apesar de o número de nados-vivos ter diminuído, revelam hoje os Indicadores Sociais do INE, segundo os quais o saldo migratório aumentou e a população continua a envelhecer.

“A população residente em Portugal, em 31 de dezembro de 2009, foi estimada em 10,637 milhões de indivíduos, dos quais cerca de 52 por cento eram mulheres. Comparativamente com as estimativas para o mesmo período de 2008, verificou-se um acréscimo de 10 463 indivíduos”, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, este aumento representou uma taxa de crescimento efetiva de 0,1 por cento, sendo que para este acréscimo populacional contribuíram um saldo migratório positivo e um saldo natural negativo.

Em relação ao saldo migratório, é resultado de uma taxa de crescimento migratório de 0,14 por cento, contra os 0,09 por cento em 2008, enquanto o saldo natural sentiu um decréscimo de 4 943 indivíduos, o que resultou numa taxa de crescimento de -0,05 por cento.

Nos nascimentos, os Indicadores Sociais do INE mostram que houve menos 5 103 nados-vivos do que em 2008, o que representa um decréscimo de 4,9 por cento no número de nados-vivos de mães residentes em Portugal.

De acordo com os dados do INE, passou-se de 104 594 nascimentos em 2008 para 99 491 em 2009, um comportamento que “originou uma nova redução da taxa bruta de natalidade que se situa agora nos 9,4 nados-vivos por cada mil habitantes”.

“Associada à redução do número de nados-vivos, verificou-se uma nova queda do índice sintético de fecundidade (número médio de nados-vivos por mulher em idade fecunda), o qual se situou em 1,32 crianças por mulher”, adianta o INE.

No que respeita à população com mais de 65 anos por cada cem habitantes – índice de envelhecimento – houve um aumento de 115, em 2008, para 118, em 2009.

O ano de 2009 trouxe menos casamentos e casamentos realizados em idade mais avançada. Segundo os dados dos Indicadores Sociais, o número de casamentos diminuiu 6,6 por cento relativamente a 2008.

De acordo com o INE, entre 2003 e 2009, o número de casamentos diminuiu 24,8 por cento e verificou-se um aumento da idade média ao primeiro casamento, que no caso dos homens passou de 28,4 para 30,2 anos, e no das mulheres de 26,8 para 28,6 anos.

Já a taxa bruta de divórcios “manteve-se nos 2,5 por cento, tendo, porém, as idades médias ao divórcio passado de 41,9 para 42,4 anos, no caso dos homens, e de 39,6 para 40,1 anos, no caso das mulheres”.

Em relação à constituição das famílias, os Indicadores Sociais revelam que a proporção de famílias com filhos manteve-se à volta dos 56 por cento do total das famílias, mas que diminuiu o número de famílias com mais do que um filho.

“Numa análise da estrutura das famílias com base no número de filhos constata-se que a proporção de famílias com um filho aumenta, passando de 31,3 por cento, em 2008, para 32,2 por cento, em 2009; em detrimento das famílias com dois ou três filhos, que perderam respetivamente, 0,7 e 0,2 pontos percentuais”, revela o relatório.

27 de dezembro de 2010

SCUT : "Introdução de portagens nas auto-estradas Scut" e "Perguntas Frequentes"

No site do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações pode consultar o documento sobre a "introdução de portagens nas auto-estradas Scut" assim como um documento detalhando as "perguntas mais frequentes".

26 de dezembro de 2010

25 de dezembro de 2010

21 de dezembro de 2010

Natal 2010 e Ano Novo 2011


Os mais sinceros votos de festas felizes e que 2011 corresponda às expectativas. O blogue entra em hibernação até dia 3 de Janeiro. 

Luso Jornal n° 15 de 15 de Dezembro

Grande Prémio de Literatura Biográfica atribuído a A. Campos Matos


“Eça de Queiroz – Uma Biografia”, de A. Campos Matos, foi o vencedor do Grande Prémio de Literatura Biográfica 2008/2009 atribuído pela Direcção da Associação Portuguesa de Escritores.

A vitória da obra de A.Campos Matos, que nasceu na Póvoa de Varzim em 1928, foi unânime, segundo o comunicado da Associação Portuguesa de Escritores. A nota destaca a “apurada e rigorosa investigação, tanto da vida como da obra do autor estudado; o aprofundamento dos dados até agora existentes e apresentação de novos elemento [que] constituem um contributo importante para o esclarecimento de dúvidas ainda persistentes em outros biógrafos”.

Ainda de acordo com o comunicado, foram admitidas a concurso 21 obras de escritores portugueses, publicadas por 14 editoras diferentes, “nos domínios da biografia e autobiografia, de memórias e diários”. O júri, que foi presidido por José Correia Tavares, era composto por Liberto Cruz, Silvina Rodrigues Lopes e Vergílio Alberto Vieira.

A.Campos Matos, arquitecto de formação, colabora regularmente com o Jornal de Letras e escreveu vários livros sobre Eça de Queiroz, como “Imagens do Portugal Queirosiano”, publicado pelas Edições Terra Livre em 1976.

Em edições anteriores, o galardão distinguiu livros de Maria Teresa Saavedra, Eduardo Prado Coelho e João Bigotte Chorão.

17 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal de Sua Excelência o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

Inspirada na cultura judaico-cristã, manda a tradição portuguesa celebrar a quadra natalícia, que cada ano se renova, como um tempo que se dá especialmente à família, aos outros, à paz. É um espaço assinalado de reencontro desejado entre todos, no respeito pela diferença, certamente, mas cada vez mais inscrito na responsabilidade colectiva que a construção do devir reclama. É, também, uma oportunidade renovada de reflexão, de reconciliação com a memória na Diáspora, com aqueles compatriotas que, longe do seu país e das suas famílias, vivem intensamente os efeitos da ausência, marcados pela entrega diária às jornadas de duro trabalho, mas mais indistintas regiões e empresas.

Mas esta celebração ocorre, agora, num tempo e num mundo composto de novas e ingentes perplexidades que colocam a todos as mais exigentes necessidades de concertação e solidariedade. Nesta circunstância, individual ou colectiva, a globalização das problemáticas, designadamente as questões sociais, torna a mobilização da Diáspora portuguesa mais oportuna conquanto ela possa constituir-se como uma base sólida para cooperar na procura de soluções diante das dificuldades e dos desafios.

Saúdo, por isso, o emprenho e o excelente trabalho social desenvolvido pela generalidade das associações das comunidades portuguesas cujo sucesso tem permitido a muitos o reencontro com a oportunidade de recomeçar ou o conforto da solidariedade. Sendo este um tempo de especiais dificuldades, num mundo a atravessar a mais grave crise económica de que há memória, Portugal não esquece os seus nacionais que vivem fora e a cujos percursos de vida mais difíceis junta os sinais de acompanhamento sempre que ele é mais necessário.

Saúdo os cooperantes, professores, militares, missionários e tantos compatriotas inseridos em organizações internacionais espalhadas pelo mundo, a quem dirijo uma palavra de gratidão pelo esforço pessoal e familiar, pelo insubstituível contributo que dão na construção da paz e na ajuda ao desenvolvimento que tanto prestigia Portugal e os portugueses.

Aos Jovens, que ultimamente procuram e encontram novas e diferentes oportunidades que o espaço da União Europeia – de que Portugal faz parte – permite e incentiva, quero dizer-lhes também que o país não os esquece, pelo contrário, acompanha-os, nomeadamente modernizando e dotando de mais qualificados instrumentos, em progresso constante, as estruturas consulares e diplomáticas de forma a melhor responder às novas exigências que os novos tempos transportam. Há, apesar de tudo, uma mensagem de esperança na sua saída com a expectativa do seu regresso, enriquecidos já de outras experiências que certamente colocarão ao serviço do país num futuro próximo.

O mestre Agostinho da Silva falava no mundo como algo que se vai esculpindo. Os portuguesa da Diáspora são conhecidos esculpidores desse mundo. Agora, com a globalização em mãos, há novas e importantes etapas pela frente, para além da inserção social, económica, cultural e política nos países de acolhimento. As emergentes modalidades de envolvimento económico, a urgente e incontornável internacionalização da economia nacional fazem recrudescer o desafio à constituição de uma frente alargada e organizada de Portugal nessas sociedades.

As comunidades portuguesas podem facilitar a comunicação de Portugal com o mundo, quer nos cenários da política internacional, quer na promoção das relações económicas e comerciais, apoiando a internacionalização de tecido empresarial português ou no intercâmbio de experiências altamente especializadas indispensáveis ao progresso das sociedades.

Neste novo contexto de relacionamento com os portugueses residentes no exterior, o Governo continuará a desenvolver esforços tendo em vista aproximar mais Portugal das comunidades portuguesas, designadamente através da crescente implementação e promoção da língua portuguesa, de programas económicos envolvendo os empresários da Diáspora, estreitando o relacionamento com os luso-eleitos, promovendo a aproximação com os cientistas, intelectuais e demais área de influência.

Com este espírito de confiança e de esperança no presente para a superação das dificuldades, desejo um Feliz Natal e formulo votos de que o ano de 2011 traga a todos paz e prosperidade.

António Braga

Cinema: Filme "Mistérios de Lisboa" distinguido com prémio francês Louis Delluc


Lisboa, 17 dez (Lusa) - O filme "Mistérios de Lisboa", do chileno Raúl Ruiz, foi considerado hoje o melhor filme de 2010 em França, pelo júri do prémio Louis Delluc, revelou à agência Lusa Paulo Branco, um dos produtores da longa-metragem.

O prémio Louis Delluc, criado em 1937, é atribuído por um grupo de 20 personalidades e críticos do cinema francês e é atualmente presidido por Gilles Jacob, presidente do festival de cinema de Cannes.

Além de "Mistérios de Lisboa", que tem produção luso-francesa, estavam ainda nomeados "Carlos", de Olivier Assayas, "Dos homens e dos deuses", de Xavier Beauvois, "O escritor fantasma", de Roman Polanski, "Tournée", de Mathieu Amalric, "White material", de Claire Denis, "Des filles en noir", de Jean-Paul Civeyrac, e "La princesse de Monpensier", de Bertrand Tavernier.

Com mais de quatro horas de duração, "Mistérios de Lisboa" é uma adaptação para cinema do romance homónimo de Camilo Castelo Branco, um fresco sobre a sociedade portuguesa de finais do século XIX, protagonizado por um extenso grupo de atores portugueses e franceses.

O filme, que valeu ao realizador chileno Raúl Ruiz um prémio no festival de San Sebastian, em Espanha, e o Prémio da Crítica na Mostra Internacional de Cinema de S. Paulo, estreou-se nos cinemas nacionais em meados de outubro e está ainda em cartaz no cinema Medeia King, em Lisboa, e em diversas localidades do país. Será exibido no Cine-Teatro S. Pedro, em Abrantes, no dia 22 de dezembro. Em janeiro, "Mistérios de Lisboa" poderá ser visto em Faro, Portimão e Sesimbra.

No primeiro mês, somou cerca de onze mil espetadores em Portugal.

Em França, o filme continua em exibição em cinco salas de cinema de Paris e também em cidades como Bordéus, Lyon ou Toulouse, estando programadas mais salas noutras cidades para breve.

"Mistérios de Lisboa", um dos mais ambiciosos projetos do cinema português, com um orçamento de 2,5 milhões de euros, será exibido na RTP em formato minis de seis episódios.

Em 2009, o prémio Louis Delluc foi atribuído a "Um profeta", de Jacques Audiard.

Prémio Pessoa: A cientista Maria do Carmo Fonseca é a vencedora deste ano


Lisboa, 17 dez (Lusa) - A cientista Maria do Carmo Fonseca venceu o Prémio Pessoa 2010, anunciou hoje o presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão, no Palácio de Seteais, em Sintra.
 
O presidente do júri justificou a atribuição do prémio à professora catedrática e diretora do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa pela "cultura de rigor" na prática científica que este instituto promove e que tem sido "determinante na atração de uma plêiade de jovens investigadores, muitos dos quais doutorados fora do país, que constituem a garantia de uma excelência que se tem afirmado cada vez mais nos últimos anos".

"Ao conceder este prémio a Maria do Carmo Fonseca, o júri quis reconhecer também a importância da ciência no desenvolvimento do país e afirmar a sua confiança no futuro da investigação básica em Portugal", sublinha a ata da reunião do júri.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão, sublinhou o facto de a investigadora ter uma "carreira impressionante" em Portugal e no estrangeiro.

Sublinhou tratar-se de uma pessoa que conseguiu criar um instituto com a importância do de Medicina Molecular e que criou escola.

"Julgo que há aqui (...) uma chamada de atenção para a importância da ciência e para a maneira como a ciência se tem desenvolvido em Portugal. A investigação científica, sobretudo nestas áreas, tem-se desenvolvido (...) e isso é um fator positivo num momento em que nós, com a nossa tendência pessimista, tendemos a só ver as desgraças e a não ver também os aspetos positivos", sublinhou.

Já Mário Soares, que também integrou o júri, disse à Lusa ter ficado "muito satisfeito" com a escolha.

"Há muito tempo que eu tenho andado a dizer que me parece que a ciência portuguesa vai na ponta dos maiores desenvolvimentos, nós temos cientistas extraordinários", disse, acrescentando que a investigadora está à frente de 350 pessoas que se dedicam à investigação em áreas que são "completamente inovadoras no mundo".

Por seu turno, a investigadora Maria de Sousa, que integrou o júri, disse que "em ciência não há Saramagos e que em ciência o cientista só existe pelo contexto”.

Sublinhou que a premiada foi sujeita a uma "grande avaliação externa no início dos anos 1990", acrescentando que neste momento lidera uma equipa de 350 pessoas com 30 grupos de investigação.

O Prémio Pessoa, no valor de 60 mil euros, é promovido pelo jornal Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos e destina-se a reconhecer pessoas de nacionalidade portuguesa que tiveram uma intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.

Francisco Pinto Balsemão (presidente), Fernando Faria de Oliveira (vice-presidente), Alexandre Pomar, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto Moura, João José Fraústo da Silva, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Baião e Rui Vieira Nery são os elementos do júri.

D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, venceu o prémio em 2009. Entre as personalidades distinguidas contam-se o historiador José Mattoso (1.ª edição 1987, a pianista Maria João Pires (1989), o escritor José Cardoso Pires (1997), os arquiteto Eduardo Souto Moura (1998) e Carrilho da Graça (2008), os cientistas António e Hanna Damásio (1992) e Manuel Sobrinho Simões (2002) e o constitucionalista Gomes Canotilho (2003).

15 de dezembro de 2010

Vers la disparition des virements et prélèvements nationaux en Europe

La Commission européenne veut supprimer les actuels virements et prélèvements automatiques nationaux, et les remplacer par des virements et prélèvements européens (dits SEPA), selon une proposition qu'elle doit présenter mercredi pour fixer des dates butoir.

Concrètement, Bruxelles propose une date butoir "au plus tard douze mois après l'entrée en vigueur de la législation" pour la généralisation des virements européens, et "vingt-quatre mois après" pour celle des prélèvements européens, selon un projet de texte vu par l'AFP.

Sur la base d'une procédure législative durant environ un an, cela correspondrait à respectivement 2013 et 2014, a indiqué une source européenne. La proposition doit en effet encore être soumise au Parlement européen et aux gouvernements de l'UE, et est donc susceptible d'être modifiée.

Les virements européens et les prélèvements automatiques européens existent déjà, depuis respectivement début 2008 et novembre 2009.

Ils se caractérisent par l'usage de numéros de comptes bancaires unifiés (BIC et IBAN) et entrent dans le cadre du projet SEPA (espace unique de paiement en euros), qui vise à harmoniser les paiements virtuels après celui des paiements en liquide permis par l'euro.

Le virement et le prélèvement européen sont censés permettre aux Européens de régler plus simplement leurs factures, dans n'importe quel pays, à partir d'un seul compte en banque.

Mais ils cohabitent toujours pour l'instant avec leurs homologues nationaux, et peinent à se développer.

Au rythme existant, "il faudra 30 ans pour concrétiser l'espace unique de paiement en euros", souligne Bruxelles, qui relève que deux ans après le lancement du virement européen, il représente toujours moins de 10% des virements totaux.

Bruxelles a donc décidé de fixer des échéances obligatoires pour l'abandon des virements et prélèvements nationaux, afin d'accélérer la manoeuvre et de profiter plus vite des économies potentielles, évaluées à plus de 135 milliards d'euros sur six ans.

D'importantes critiques sont venues notamment d'Allemagne, où le gouvernement fait pression pour maintenir les numéros de comptes nationaux, moins compliqués, et où le secteur bancaire allemand juge toujours les délais prévus trop court, notamment pour des raisons techniques.

Lido no DN : Mais 60% das mulheres já não adoptam apelido do marido


Dos 42 467 casamentos civis deste ano, 25 733 das noivas já não puseram o nome do noivo. Maior instabilidade do casamento é uma das causas desta tendência.

Mais de metade das mulheres que casaram este ano não adoptaram o apelido do marido. Uma tendência que tem vindo a acentuar-se nos últimos cinco anos e que o sociólogo da família Fausto Amaro considera vir ainda a crescer mais.

Em 2010, realizaram-se já 42 467 casamentos civis, e em 25 733 desses as mulheres preferiram não adoptar o apelido do parceiro. "A partir do momento em que as mulheres trabalham e fazem uma carreira, acabam por querer afirma- -se pelo seu nome e não pelo do marido", justifica o sociólogo do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP). Esta decisão representa já 61% dos casamentos civis registados em 2010, enquanto no ano passado as esposas sem apelido dos homens representavam 59% das uniões e em 2008 eram 58%. A adopção de um apelido custa 200 euros.

Ao mesmo tempo que as mulheres se recusam adoptar o apelido do marido, os homens decidem mostrar que defendem a igualdade de género. Fausto Amaro explica esta posição com o facto de este ano já existirem 157 homens que quiseram ficar com o último nome da mulher, sem que ela tivesse adoptado o dele. E 1634 casais decidiram adoptar o apelido um do outro.

Esta última opção é para o especialista em família "uma questão de simbolismo". Ou seja, "é uma negociação. Os homens militantes da igualdade de género aceitam esta troca porque a sociedade ainda é muito machista e ainda há vantagens em ter o nome do homem. Para equilibrar, cada um fica com o nome do outro".

Ainda assim, não tem dúvidas que "a tendência vai ser para a mulher deixar de adoptar o nome do marido e para que cada um continue com o seu nome. Os outros casos são apenas minorias". A preferência por cada um manter o seu nome deve-se também, no entender de Fausto Amaro, ao facto de a "relação conjugal se ter tornado mais instável", com o aumento dos divórcios (ver texto secundário).

A forma como o casamento é visto agora também está ligada a estas mudanças, acredita Fausto Amaro. O sociólogo lembra que "o casamento funcionava como um ritual de iniciação. Começava aqui uma nova vida. Agora o ritual já não é esse. Começa por haver uma coabitação, e o casamento passa a ser um ritual de confirmação".

Como um terço dos casais já vive junto antes da cerimónia "com os nomes diferentes, têm tendência a manter-se assim depois de casar", porque o casamento confirma uma situação que já se vivia e não há necessidade de mudar os nomes.

UE/Justiça: Parlamento Europeu aprova novas regras para divórcios de casais internacionais

Estrasburgo, França, 15 dez (Lusa) – O Parlamento Europeu deu hoje parecer positivo ao novo regulamento comunitário que permite escolher a lei aplicável em caso de divórcio de casais com nacionalidades diferentes.

Os ministros da Justiça e da Administração Interna da UE haviam dado “luz verde” ao novo regulamento a 03 de dezembro último, e depois do parecer de hoje da assembleia, resta ao Conselho aprovar formalmente as novas regras, antes do final do ano, para estas entrarem em vigor 18 meses depois.

Cada país da UE tem o seu próprio sistema de designação da lei aplicável ao divórcio, o que provoca que todos os anos milhares de casais de diferentes nacionalidades sejam confrontados com situações difíceis de resolver.

Dados da Comissão Europeia indicam que se celebram anualmente na UE cerca de 300 mil casamentos internacionais.

O novo regulamento vai permitir que os casais internacionais - casais com nacionalidades diferentes, casais que vivem em países diferentes ou casais que coabitam num país diferente do seu país de origem - possam escolher a lei nacional aplicável ao divórcio, desde que um dos cônjuges tenha uma ligação com esse país, como por exemplo, residência habitual ou nacionalidade.

As novas regras também clarificam a lei aplicável no caso de não houver acordo entre o casal.

Trata-se da primeira vez que os Estados-membros da UE recorrem ao mecanismo da chamada «cooperação reforçada», que permite a um grupo de nove ou mais Estados-membros avançar com uma medida considerada importante, mas que é bloqueada com base nas regras de votação normais.

Quando entrarem em vigor, as novas regras aplicar-se-ão em primeiro lugar em 14 Estados-membros da UE, incluindo Portugal, enquanto os restantes conservam o direito de adoptarem o mesmo regulamento no futuro.

França: Petição pública contra supressão do Português nos concursos de duas universidades de referência

Paris, 15 dez (Lusa) – A supressão do Português nos concursos para duas universidades francesas de referência motivou o lançamento de uma petição pública na Internet, afirmaram hoje à Agência Lusa em Paris alguns dos promotores da iniciativa.

A petição pública pretende alertar para o projeto de supressão, a partir de 2012, do Português nos concursos da Escola Normal Superior (ENS) e da Escola Politécnica (EP), duas instituições de referência no ensino superior e na investigação científica em França.

A petição é assinada pelo presidente da Associação para o Desenvolvimento dos Estudos Portugueses, Brasileiros e da África e da Ásia Lusófonas (ADEPBA), Christophe Gonzalez, “e tem o apoio dos lusitanistas e hispanistas em várias universidades francesas”, afirmaram alguns dos signatários contactados hoje pela Lusa.

“É com estupefação que constatamos o desaparecimento da língua portuguesa tanto em LV1 (língua viva, nível 1) como no que toca a LV2, de resto simplesmente suprimidos”, lê-se na petição, endereçada aos diretores da ENS e da EP.

A supressão “atenta contra a credibilidade da língua portuguesa como instrumento de formação”, acusa a ADEPBA.

“Tudo foi feito pela calada”, constata uma professora portuguesa da Universidade Paris-3, signatária de uma primeira carta endereçada pela Sociedade de Hispanistas Franceses às direções da ENS e da EP e aos ministros da tutela.

“Pode ser o início de redução da língua portuguesa noutras instituições de ensino superior. Os concursos à ENP e à EP são realmente simbólicos, por serem duas das ‘grandes escolas’”, como são chamadas as universidades de elite em França, salienta a mesma docente.

A petição da ADEPBA refere que “a supressão da língua portuguesa nos concursos é tanto mais incompreensível na medida em que se trata de uma língua de grande comunicação internacional falada em cinco continentes”.

O presidente da ADEPBA recorda que o Português “é também uma grande língua de negócios entre a França e os países lusófonos” e refere a importância do Brasil, de Angola e de Portugal, “terceiro país em termos de exportações francesas e um dos principais parceiros comerciais” de França.

A concretizar-se a “reestruturação” dos currículos na ENS e na EP, segundo professores de diferentes universidades francesas hoje ouvidos pela Lusa, estas duas escolas retêm apenas três línguas europeias (Inglês, Alemão e Espanhol) e “fazem aparecer com grande força o Chinês ao lado do Árabe” entre as línguas em que os candidatos às duas escolas podem prestar provas.

Na petição pública da ADEPBA, é sublinhado que “quaisquer que sejam as motivações desta decisão – simples comodidade, economia, pedagogia, notação, etc. - , elas são dificilmente aceitáveis num estabelecimento onde também se joga o papel e o prestígio da França”.

A Lusa contactou a direção da ENS e da EP para obter um esclarecimento sobre a reestruturação curricular mas não obteve resposta em tempo útil de nenhuma das instituições.

A ENS e a EP foram fundadas em 1794, durante a Revolução Francesa. São dois centros de excelência e ocupam o topo do “ranking” das universidades francesas.

Gastronomia: Autores portugueses distinguidos com prémios da Gourmand World Cookbook


Lisboa, 15 dez (Lusa) - Os livros “Os Dias de Saturno”, de Paulo Moreiras, “Doce Lisboa”, de Clara Azevedo e Luís Chimeno Garrido, e "Fialho - Gastronomia Alentejana", de Alberto Franco, foram distinguidos pela organização Gourmand World Cookbook Awards, foi hoje anunciado.

Os três livros foram considerados os melhores publicados em Portugal na área da culinária e irão agora concorrer com as melhores escolhas literárias internacionais na área gastronómica, realizadas pela organização que no ano passado distinguiu “Uma Cozinha no Douro”, de Rui Paula, publicado pela QuidNovi, com o Prémio Best First CookBook.

O veredito internacional será divulgado a 03 de março, em Paris.

“Os Dias de Saturno” foi premiado com o Prémio Best Culinary History Book e “Doce Lisboa – Guia e Receitas das Melhores Pastelarias” arrecadou os prémios Best Desserts Book e Best Guide, ambos editados pela Quidnovi.

O álbum "Fialho - Gastronomia Alentejana – Alentejo Cuisine", de Alberto Franco, com fotografias de José Manuel Rodrigues, além de historiar o Restaurante Fialho, em Évora, inclui receitas de Gabriel Fialho e Manuel Fialho, tendo sido distinguido com o Prémio Best Chef Book.

O Gourmand World Cookbook Awards foi fundado em 1995 por Edouard Cointreau e tem como objetivo premiar anualmente os melhores livros na área da culinária e vinhos.

A ação de “Os dias de Saturno” desenrola-se no século XVIII, começando precisamente no dia 07 de novembro de 1699, quando no Convento de Cristo, em Tomar, se reúnem para observar um eclipse do sol Domingos Rodrigues, cozinheiro do Rei D. Pedro II e autor do primeiro livro de cozinha publicado em Portugal, e o médico da Casa Real João Curvo Semedo, um dos mais conceituados do seu tempo.

Paulo Moreiras tinha publicado anteriormente “A Demanda de D. Fuas Bragatela”.

“Doce Lisboa – Guia e Receitas das Melhores Pastelarias” é um roteiro pessoal do top das 20 melhores confeitarias e pastelarias lisboetas, entre elas, a Antiga Confeitaria de Belém, a Confeitaria Nacional, a Versailles, a Mexicana ou a Suíça, e também algumas receitas.

O álbum "Fialho - Gastronomia alentejana", editado em Novembro do ano passado pela Althum, inclui, entre outras receitas, as de "Passarinhos fritos", "Barradinha de borrego", "Canja de amêijoas", "Salada de lagosta à Leão de Ouro", "Tecolameco" e "Doce de ovos ferrados".

"O Fialho contra tudo e todos manteve-se fiel à gastronomia regional, quando os outros praticavam uma cozinha internacional, o Fialho foi sempre fiel à cozinha alentejana, e na década de 1980 outros começaram a seguir-lhe o exemplo", disse à Lusa Alberto Franco.

Para o investigador, "esta aposta na cozinha regional alentejana foi a chave do sucesso do restaurante" que começou por ser uma taberna, depois casa de pasto, passou a cervejaria e tornou-se restaurante em 1942.

Comunidades: Netinvest vai ser lançado em janeiro, garante secretário de Estado

Lisboa, 15 dez (Lusa) - O programa Netinvest, para atrair o investimento de empresários portugueses no estrangeiro e promover a internacionalização de empresas portuguesas, vai ser lançado em janeiro, anunciou hoje o secretário de Estado das Comunidades, António Braga.

“As condições orçamentais para que arranque estão estabilizadas e a partir do mês de janeiro lançaremos o programa que é uma espécie de via verde entre empresários da diáspora e empresários que têm a ambição de internacionalizar o produto ou as suas empresas em Portugal”, disse o governante.

Lançado no final de 2007, depois de ter sido estudado pelo Governo durante cerca de dois anos, o Netinvest tem sido sucessivamente adiado.

“Não há tradição de haver programas e políticas públicas dirigidas a este setor muito especial e essa dificuldade acrescentou algum tempo de maturação ao programa”, justificou António Braga.

De acordo com o secretário de Estado, este programa é “inovador” e faz uma “rotura com todas as formas e modelos de colaboração com os empresários da diáspora”.

O programa vai ser dotado de uma verba inicial de quatro milhões de euros no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

14 de dezembro de 2010

Presidenciais: Recenseamento portugueses no estrangeiro aponta para total de 228 232 eleitores - DGAI

Lisboa, 14 dez (Lusa) – A atualização do recenseamento dos portugueses no estrangeiro permitiu registar um total de 228 232 eleitores, informou hoje a Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI).

Daquele total, o maior número de eleitores inscritos está radicado nas Américas (106 782), seguindo-se a Europa (95 671).

Vêm depois a Ásia/Oceânia (14 966) e África (11 413).

O recenseamento eleitoral terminou no passado dia 24 de novembro.

Estes eleitores estão, assim, habilitados a poder exercer o seu direito de votar nas eleições presidenciais portuguesas, marcadas para o próximo dia 23 de janeiro.

O voto dos emigrantes nas presidenciais é presencial.

Comunidades: Autarquias francesas enviaram 30 mil turistas a Portugal, diz Associação Civica

Paris, 13 dez (Lusa) – As autarquias francesas enviaram cerca de 30 mil turistas a Portugal no último ano, afirmou hoje em Paris à Agência Lusa o responsável da associação Civica.

“Pensamos ter enviado uns 30 000 franceses através das nossas autarquias”, afirmou Paulo Marques, presidente da Civica, associação de autarcas de origem portuguesa em França.

Paulo Marques salientou que a Civica lançou nas últimas semanas de 2010 uma campanha de sensibilização das autarquias para que escolham Portugal como destino turístico.

“Algumas autarquias francesas enviaram mais de 200 pessoas em viagem a Portugal, incluindo viagens de reformados, excursões escolares, de clubes desportivos e centros de lazer”, acrescentou o responsável da Civica.

O número de visitantes franceses “pode aumentar ainda mais”, explicou Paulo Marques, recordando que a campanha de sensibilização da Civica junto de autarcas de origem portuguesa acontece numa altura em que se preparam os orçamentos da administração local francesa do próximo ano.

Um inquérito feito pela Civica a 250 autarcas, destinado a identificar o potencial destas iniciativas, concluiu que 20 por cento das câmaras municipais enviaram turistas para Portugal em 2009.

No entanto, 78 por cento dos autarcas de origem portuguesa em França admite nunca ter escolhido Portugal como destino de viagens co-financiadas pelas câmaras.

9 de dezembro de 2010

Governo: Acordo ortográfico aplicado no ensino no ano letivo de 2011/2012

Lisboa, 09 dez (Lusa) – O Governo aprovou hoje uma resolução que determina a aplicação do acordo ortográfico da língua portuguesa no sistema educativo no ano letivo de 2011/2012 e na administração pública a partir de 01 janeiro de 2012.

Esta resolução, que também adota o vocabulário ortográfico do português – disponível no site www.portaldalinguaportuguesa.org - foi apresentada em Conselho de Ministros pelo titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira.

“Está a decorrer um período de transição de seis anos para a plena aplicação do acordo ortográfico. Hoje, importantes órgãos de comunicação social já operaram a sua adaptação ao acordo ortográfico”, começou por salientar o ministro da Presidência.

Na resolução agora aprovada, fica previsto que o acordo ortográfico se aplicará “a partir do ano letivo de 2011/2012”.

“A partir de 01 de janeiro de 2012, o acordo ortográfico será aplicado no próprio Diário da República eletrónico e em toda a actividade do Governo e dos serviços dependentes da administração pública”, acrescentou Pedro Silva Pereira.

Publicidade: Lisboa recebe festival europeu Eurobest em 2011


Lisboa, 09 dez (Lusa) – O Eurobest, “o maior festival europeu de publicidade, comunicação e criatividade”, decorrerá em Lisboa em 2011, anunciou hoje a MOP, empresa de comunicação exterior e representante em Portugal da organização Cannes Lions.

O anúncio foi feito na quarta-feira à noite, em Hamburgo, na Alemanha, onde decorreu a edição deste ano do certame. A capital portuguesa receberá o festival em dezembro de 2011, foi anunciado.

Para Vasco Perestrelo, CEO da Multimedia Outdoors Portugal (MOP), a escolha coloca Lisboa no centro da indústria da publicidade e criatividade: “Além de acolher o melhor trabalho criativo que se faz na Europa, iremos reunir num evento único as pessoas que mais se distinguem no sector criativo europeu”, disse à agência Lusa.

A escolha de Lisboa, sublinhou o responsável, assentou em três critérios: a obtenção de “um claro apoio das instituições públicas da cidade e do país”, o “empenho e envolvimento do sector publicitário, criativo e de comunicação” e a “cedência de locais que se ajustem as necessidades para realizacão do evento”.

A Câmara de Lisboa, bem como o Turismo de Portugal e a Associação de Turismo de Lisboa, apoiaram a iniciativa, participando em reuniões com a MOP e com os responsáveis do festival, que estiveram em Portugal recentemente para analisarem a possibilidade do Eurobest se realizar em Lisboa.

Vasco Perestrelo sublinhou o “especial empenho” do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, para trazer o evento até à cidade.

Desde a sua criação, em 1988, o Eurobest tornou-se no principal evento da indústria da publicidade e da criatividade europeias.

Organizado pelo International Advertising Festival, também responsável por certames como o Cannes Lions e o Dubai International Advertising Festival, o Eurobest premeia 12 áreas, do cinema à televisão, da imprensa ao outdoor, da rádio ao design.

8 de dezembro de 2010

Descoberto um manuscrito de Leonardo da Vinci em Nantes

Um fragmento de um manuscrito do célebre artista italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) foi reencontrado por acaso numa mediateca de Nantes, em França.

A descoberta deve-se a uma jornalista local, do jornal “Presse-Océan”, que ao ler uma biografia do artista, escrita por Serge Bramly, percebeu que um manuscrito de Leonardo estava guardado na mediateca de Nantes. O livro fazia referência ao manuscrito e identificava o local onde estava guardado. O documento tinha sido dado à cidade por um coleccionador, há 137 anos.

A direcção da mediateca não tinha qualquer conhecimento do documento, mas foi reencontrado duas semanas depois de uma pesquisa intensa.

O documento escrito por Leonardo da Vinci pertencia a uma colecção de três mil cartas e manuscritos cedidos à cidade por um coleccionador muito rico e conhecido na época, Pierre-Antoine Labouchère (1807-1873). Também em 2008, foi descoberta uma partitura inédita de Mozart, que fazia parte da mesma colecção.

O novo manuscrito mede 10 cm sobre 20 cm e é feito de chiffon de algodão, está escrito em italiano do século XV e da direita para a esquerda – uma característica do artista – e a sua leitura é apenas possível através de um espelho.

5 de dezembro de 2010

Música: Livro "José Afonso - Todas as canções" desvenda o cantor para lá da intervenção



Lisboa, 05 dez (Lusa) - Todas as letras e pautas das canções que José Afonso compôs foram reunidas pela primeira vez num livro que a Assírio & Alvim edita este mês, para mostrar que o músico foi mais do que um cantor de intervenção.

"José Afonso - Todas as canções" reúne as letras e os diagramas de acordes de 159 canções da autoria de Zeca Afonso, compiladas por José Mário Branco, João Lóio, Guilhermino Monteiro e Octávio Fonseca.

O livro está pronto desde 2004, mas a família de José Afonso não autorizou a publicação, tendo a situação sido desbloqueada agora com a editora Assírio & Alvim.

Em declarações à agência Lusa, o músico José Mário Branco explicou que a edição deste livro servirá para "lutar contra a tendência de colocar Zeca Afonso na gaveta do canto de intervenção".

"É também para quem quiser aprender [a tocar as canções do compositor] com a certeza de que tem a transcrição fiel", disse José Mário Branco.

"José Afonso - Todas as canções" será editado na coleção "Rei Lagarto", que reúne livros sobre música e edições semelhantes, como o "songbook" e a biografia "Retrovisor" de Sérgio Godinho e o livro de canções de Tozé Brito.

O livro de José Afonso reúne baladas, trovas, chulas, cantigas populares e cantares de intervenção, mas "as canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra", referem os organizadores no prefácio.

"Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu", lamentam.

Há toda uma geração que músicos e estudantes de música que podem descobrir e aprender o repertório de Zeca Afonso, sem a carga política dos tempos logo a seguir ao 25 de abril, referiu José Mário Branco à Lusa.

No livro lá estão "Grândola, vila morena", "Os vampiros", "O que faz falta", "Coro dos tribunais", mas também "Verdes são os campos", "Canção de embalar" e "Adeus ó serra da Lapa".

No prefácio, os quatro autores criticam o "analfabetismo musical" e o "mau gosto" de diretores de programas de rádio e de televisão que ignoram a obra de José Afonso e enaltecem o facto de "ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos".

Zeca Afonso morreu em 1987 e deixou uma obra discográfica que "constitui um manancial inesgotável de inspiração e de aprendizagem", concluem os organizadores de "José Afonso - Todas as Canções".

À venda está já, pela primeira vez, a edição em DVD que regista a atuação de José Afonso no Coliseu de Lisboa a 29 de Janeiro de 1983, e que inclui ainda o álbum "Galinhas do mato" e textos de Adelino Gomes e Viriato Teles.