Mostrar mensagens com a etiqueta ecologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ecologia. Mostrar todas as mensagens

8 de maio de 2011

Biodiversidade: Prémio distingue banco de batérias e pastagens a baixo custo

Lisboa, 08 mai (Lusa) – A criação de um dos maiores bancos de bactérias marinhas do mundo e uma mistura de sementes para a plantação de pastagens adequadas a solos e climas específicos são os projetos vencedores do prémio Bes Biodiversidade 2011.

“O nosso objetivo é licenciar uma biblioteca com 50 mil extratos de bactérias marinhas que será a maior em Portugal e uma das maiores de todo o mundo”, disse à Lusa Patrícia Calado, coordenadora científica da Bioalvo, empresa responsável pelo projeto Lusomar Extract.

Na prática, a empresa procede à colheita e caraterização de bactérias marinhas que disponibiliza depois às indústrias de biotecnologia.

“Se a indústria farmacêutica, cosmética, de detergentes, ou qualquer outra, precisa de um determinado composto de uma bactéria para elaborar um produto, nós temos para fornecer”, explica a responsável pela candidatura ao prémio.

Para além de responder à “tendência das pessoas para preferirem produtos naturais e com o mínimo possível de químicos”, a empresa pretende com este projeto “aumentar a quantidade de extratos de bactérias, que são desenvolvidos em cultura, sem necessitar de voltar a perturbar o ecossistema”, acrescenta.

A Fertiprado, responsável pela produção de sementes para pastagens que permitem produzir erva de melhor qualidade e de baixo custo, é outras das empresas distinguidas com o primeiro prémio.

“Escolhemos e misturamos as espécies mais adequadas ao tipo de solo e clima onde vão ser plantadas e com isso conseguimos melhorar a produção a mais baixo custo e potenciar a duração das pastagens”, explica Ana Barradas, responsável pela Divisão de Melhoramento e Experimentação da empresa.

As pastagens “biodiversas e ricas em leguminosas” têm sido desenvolvidas pela empresa nos últimos 20 anos e, para além de ocuparem terrenos de todo o país, “estão já a ser comercializadas para Espanha, Itália e Uruguai”, acrescenta.

O júri presidido por Nuno Ferrand, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), justificou a atribuição do primeiro prémio às duas empresas por terem apresentado projetos “inovadores” e que “representam um importante ganho para a valorização da biodiversidade em Portugal”.

Lançado em 2008 pelo Banco Espírito Santo em parceria com o CIBIO, o Prémio BES Biodiversidade atribui anualmente 75.000 euros para apoio a projetos e iniciativas inovadoras de investigação, conservação e gestão da diversidade biológica em Portugal.

Na edição 2011 são ainda distinguidos com menção honrosa os projetos ”Parque Aventura”, da empresa Lipor e “Recuperação do peixe-migrador da bacia hidrográfica do Douro - lampreia-marinha”, da empresa Planeta Vivo.

Os vencedores serão anunciados na segunda-feira, no BES Arte & Finança, numa cerimónia que contará com a presença da ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, e do presidente do BES, Ricardo Salgado.

27 de abril de 2011

Lido no Público : Portugal vai conseguir cumprir protocolo de Quioto, indica Governo

Muito se pode atribuir à crise económica, que levou a que os portugueses refreassem o uso do seu carro, por exemplo. O aumento das energias renováveis deu também o seu contributo, assim como um melhor desempenho ambiental de algumas indústrias. O certo é que, contas feitas, Portugal está agora melhor posicionado no cumprimento do protocolo de Quioto pois a meta para o limite das emissões dos gases que contribuem para as alterações climáticas pode vir a ser atingida.

Actualmente, Portugal está a emitir 0,54 milhões de toneladas de dióxido de carbono acima da meta, indica o último ponto de situação sobre as políticas de alterações climáticas em Portugal, hoje divulgado pelo Ministério do Ambiente. Um valor muito inferior às estimativas feitas nos últimos anos, que indicavam um excesso sempre superior às dez milhões de toneladas.

Mas este valor não inclui a contabilização dos chamados “sumidouros de carbono”, ou seja, o uso do solo e florestas – que têm o potencial de reter o carbono da atmosfera mas que oferecem o risco de se transformar em emissores devido aos incêndios. Há ainda números a afinar em relação às licenças de emissão atribuídas às indústrias, que poderão ficar abaixo do esperado.

O que leva a Comissão para as Alterações Climáticas a considerar que o desvio em relação à meta pode situar-se entre menos 3,17 milhões e 4,50 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. Ou seja, “estima-se o cumprimento da meta de Quioto em qualquer dos cenários estudados”, conclui a Comissão. Uma conclusão que terá ainda de ser validada pelas entidades internacionais.

No relatório, aponta-se a “descarbonização da economia” como a principal explicação para cumprimento dos objectivos. Concretamente, são apontados factores como a utilização em “velocidade de cruzeiro” de gás natural, o aumento do contributo das energias renováveis (com cerca de 50 por cento da produção de electricidade em 2010), o início da dos biocombustíveis nos transportes, a eficiência energética nos sectores abrangidos pelo comércio europeu de licenças de emissão, a reforma da tributação automóvel e a crise económica (sobretudo em 2009-10).

"A crise económica e algumas medidas-chave e com êxito, principalmente no sector energético através de um maior recurso a origens renováveis explicam a forte possibilidade de conseguirmos ficar abaixo da meta traçada pelo Protocolo de Quioto", congratula-se Francisco Ferreira, da Quercus. Porém, nota o ambientalista, "o sector dos transportes continua a revelar-se o mais problemático em termos de execução das medidas, havendo muitas que ficaram muito aquém das metas ou nem sequer avançaram".

Quando se olha para os números já estabilizados, que reportam a 2009, as emissões de gases com efeito de estufa, sem contabilização das emissões de alteração do uso do solo e florestas, foram estimadas em cerca de 74,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. “No ano de 2009 as emissões nacionais estavam assim cerca de 2,4 por cento abaixo da Quantidade Atribuída a Portugal no âmbito do Protocolo de Quioto e a este valor haverá ainda que abater o efeito dos sumidouros florestais e agrícolas de carbono”, sublinha a Comissão.

As estimativas do sector alteração do uso do solo e florestas “sofreram uma revisão substancial em 2010, sendo este sector considerado como um sumidouro líquido de dióxido de carbono em todo o período (1990-2009), a que corresponde um sequestro de 14.1 milhões de toneladas em 2009”.

O sector da energia, incluindo transportes, mantém-se em 2009 como o principal sector responsável pelas emissões de gases com efeito de estufa, representando 72 por cento das emissões nacionais e apresentando um crescimento face a 1990 de cerca de 33 por cento.

No caso dos transportes, que é o sector onde houve o maior aumento das emissões, houve uma estabilização e até redução nos anos mais recentes, o que poderá em parte ser explicado pelo aumento do preço dos combustíveis que leva a que os portugueses se contenham no uso da sua viatura mas sobretudo devido à incorporação de biocombustíveis no gasóleo rodoviária.

1 de abril de 2011

Energia: Grupo de trabalho Luso-francês vai definir estratégia na área das renováveis

Lisboa, 01 abr (Lusa) – O secretário de Estado da Energia e Inovação classifica como “um passo importante na criação de mais riqueza e de mercado na área das energias renováveis” o encontro de hoje de um grupo de trabalho luso-francês sobre mobilidade elétrica.

A reunião deste grupo de trabalho bilaterial, com representantes de empresas dos dois países, foi estabelecido pelos dois chefes de governo durante a última reunião realizada em Paris, em maio de 2010.

Hoje sob a presidência do ministro francês da Economia Eric Besson, que se encontra em Lisboa, e com a participação do secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, o grupo de trabalho luso-francês sobre a mobilidade elétrica reuniu-se para definir estratégias em matéria e mobiliário elétrico.

O objetivo, explicou à Lusa Carlos Zorrinho, é operacionalizar as decisões e definir eixos preferenciais de investimento.

“É um passo importante para se criar mais riqueza e mercado para a área das renováveis”, disse adiantando que Portugal e França têm vindo a fazer um trabalho conjunto nesta área.
Recentemente a Comissão Europeia propôs acabar até 2050 com os veículos convencionais a gasolina e a gasóleo nas cidades, no âmbito de um plano para tornar o setor dos transportes mais competitivo e menos poluente.

O trabalho desenvolvido por este grupo de dois países que “estão na linha da frente nesta área”, referiu, vai ao encontro destas diretrizes.

Em Portugal, referiu o secretário de Estado, as metas ainda são cautelosas definidas em 10 por cento do parque elétrico em 2020, mas “já existe uma grande evolução”.

Durante os próximos dois meses, 25 cidades portuguesas vão receber a visita de carros elétricos tipicamente citadinos para que as populações possam ter a experiência de uma condução ecológica e silenciosa.

Até ao final de maio, cada uma das 25 cidades que acolhe este 'road-show' em parceria com a MOBI.E, entidade coordenadora da Rede de Mobilidade Eléctrica, vai ter os pequenos automóveis à disposição durante dois dias.

Alem de Lisboa, os carros vão passar em abril por Cascais, Sintra, Loures, Almada, Setúbal, Évora, Beja, Faro, Leiria, Santarém, Torres Vedras e Coimbra.

Em maio, será a vez de Aveiro, Porto, Vila Nova de Gaia, Guimarães, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre.

29 de março de 2011

Lu dans Ouest France d'aujourd'hui : Portugal : les autos les moins polluantes d'Europe

D'après une étude publiée hier, c'est le parc automobile portugais qui pollue le moins en Europe. Ses émissions moyennes de dioxyde de carbone ont atteint 127,4g/km en 2010. Suivent au classement la France, le Danemark et l'Italie, tous sous les 133g/km. 

Le Portugal est donc le premier pays à avoir atteint les objectifs de l'Union Européenne en matière d'économie de carburant pour les voitures neuves, qui prévoient le réduire les émissions à une moyenne de 130 grammes par km parcouru à l'horizon 2015.

8 de fevereiro de 2011

Energias renováveis: Estabilidade da política energética é ponto forte de Portugal – GDF Suez


Porto, 08 fev (Lusa) – O presidente executivo da GDF Suez Energia Portugal, o francês Daniel Poulaillon, considerou hoje, no Porto, a “estabilidade, coerência e clareza da política energética” o principal ponto forte de Portugal para quem quer investir nas energias renováveis.

Daniel Poulaillon falava no seminário “O setor das energias renováveis em Portugal e França: Oportunidades e parcerias”, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa, em parceira com a Alma Consulting Group.

O administrador do grupo francês destacou os “10 anos de continuidade e sucesso na penetração das energias renováveis” em Portugal, classificando como “claras e ambiciosas” as metas do Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER).

Daniel Poulaillon enumerou mais seis “pontos fortes de Portugal” neste setor, nomeadamente o “quadro regulatório favorável”, “mercado maduro e com boas perspetivas de crescimento” e “recursos naturais favoráveis” (sol e vento).

A “boa aceitação pública” das energias renováveis por parte da população, a “possibilidade de parcerias com empresas experientes e na vanguarda” e a “pouca exposição às dinâmicas cambiais”, por estar na zona euro, foram os restantes pontos fortes destacados.

Daniel Poulaillon referiu que o grupo GDF Suez, “o maior produtor elétrico independente do Mundo”, prevê crescer em Portugal “1,5 por cento por ano” até 2020, designadamente através da Eurowind e da participação de 42,5 por cento na Generg.

A Eurowind já tem quatro parques eólicos em Portugal e a Generg é responsável por 2,3 por cento da produção de energia do país, nos segmentos das mini-hídricas, eólica e solar.

O grupo Suez tem uma quota de 6,1 por cento da produção de energias renováveis em Portugal, disse.

“Porquê Portugal? Porque não é um pequeno mercado. É forte nas energias renováveis”, salientou Daniel Poulaillon, notando que o país está em nono lugar a nível mundial na produção de energias renováveis, com uma quota de 2,2 por cento.

Na opinião de Daniel Poulaillon, os preços da energia tenderão a aumentar nas próximas décadas, tendo em atenção as cada vez maiores necessidades, caso se confirmem as previsões de um crescimento da população mundial até aos nove mil milhões de habitantes em 2050.

Alberto Barbosa, administrador da Efacec, também considerou inevitável o aumento do preço da energia, até porque “ainda é muito caro” produzir energias renováveis.

“A energia vai deixar de ser barata. O aumento do preço, se calhar, vai ter de ser duas vezes a taxa de inflação”, defendeu.

Lobo Gonçalves, da EDP Renováveis, referiu que a produção da empresa cresceu 32 por cento em 2010, o que a coloca como a terceira do setor a nível mundial, atrás da espanhola Iberdrola e da norte-americana NexEra.

A EDP Renováveis emprega atualmente 750 pessoas, com destaque para Portugal, Espanha, França e Estados Unidos, mas posicionando-se também na Polónia, Roménia, Brasil, Reino Unido, Itália e Canadá.

20 de janeiro de 2011

Lido no Público : Cientistas portugueses lançam revista sobre ecologia destinada ao grande público

Levar a todas as pessoas aquilo que os investigadores de Norte a Sul do país estão a fazer é o maior objectivo da revista "Ecologi@”  de acesso gratuito, lançada esta tarde na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O grande objectivo é “divulgar a ciência ecológica e fazer a ligação entre ciência e sociedade, levando a ecologia a todas as pessoas”, explicou Paula Sobral, investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa e editora principal. Biodiversidade, conservação e recursos naturais são apenas alguns dos temas que serão publicados nas páginas online da "Ecologi@”.

A revista – online, quadrimestral e gratuita – é um “projecto bastante antigo da Sociedade Portuguesa de Ecologia (Speco) e que só agora conseguiu reunir as condições” necessárias ver a luz do dia, contou Paula Sobral ao PÚBLICO.

Todos os investigadores associados ao meio académico e dedicados à área da ciência da Ecologia são convidados a apresentar os seus artigos, que serão submetidos a revisão por um corpo editorial composto por professores universitários de Norte a Sul do país, explicou.

O primeiro número da revista (de Janeiro a Abril de 2011) é dedicado à Biodiversidade e tem artigos científicos, opinião, artigos de divulgação e resumos de teses de mestrado e de doutoramento.

“Acreditamos que a revista tem um grande potencial, uma vez que não existe nenhuma publicação científica, em português, sobre o tema”, acrescentou Paula Sobral.

A responsável reconhece que os investigadores “sentem muito a necessidade de comunicar melhor. Este é um passo nesse sentido, mas ainda estamos só a começar”.

Paula Sobral considera que hoje a Ecologia “tem mais peso. Antigamente era mais difícil passar conceitos e termos”. Ainda assim, há muito trabalho a fazer, nomeadamente para “a Ecologia se afirmar como Ciência, esclarecendo uma possível confusão com movimentos ecologistas”.

18 de janeiro de 2011

Ambiente: Portugal com emissões abaixo de meta anual de Quioto em 2009

Lisboa, 18 jan (Lusa) - As emissões de gases com efeito de estufa ficaram pela primeira vez, em 2009, abaixo do nível anual atribuído a Portugal no Protocolo de Quioto, acentuando a tendência decrescente, disse hoje o Ministério do Ambiente.

Na avaliação do cumprimento da meta fixada por Quioto, as projeções mais recentes, de novembro do ano passado, apontam para uma redução de cerca de 20 por cento do défice esperado para o total dos cinco anos do protocolo, face à estimativa anterior, de junho, refletindo uma "tendência favorável de redução de emissões".

Entre os fatores que contribuem para este comportamento estão a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) nos transportes, a diminuição da ocorrência de incêndios em florestas e a redução da estimativa de utilização da reserva para novas instalações cobertas pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), explica o Ministério numa informação à agência Lusa.

A descida do défice corresponde a uma redução de 32 por cento das necessidades a suprir por investimentos do Fundo Português de Carbono.

De acordo com os dados provisórios do Inventário Nacional de Emissões de GEE para 2009, Portugal emitiu um total de 75,328 milhões de toneladas de dióxido de carbono (kton CO2e), o que exclui as emissões associadas à alteração do uso do solo.

Este valor está abaixo da meta do Protocolo de Quioto, que vigora até 2012 e cuja quantidade atribuída, numa base anual, é de 76 388 kton CO2e, e é inferior às emissões verificadas em 2008 (78 050 kton CO2e), segundo os dados do Ministério tutelado por Dulce Pássaro.

No ano passado, "as emissões nacionais ficaram pela primeira vez abaixo (menos 1,8 pontos percentuais) da quantidade atribuída anualmente em termos da meta do Protocolo de Quioto".

Assim, "mantém-se e acentua-se a tendência decrescente verificada consistentemente desde 2005, ano em que as emissões nacionais de GEE estavam 16,3 pontos percentuais acima da quantidade atribuída (base anual), enquanto em 2008 já se encontravam apenas 2,8 pontos percentuais acima", explica.

O processo de “descarbonificação” da economia portuguesa está em curso, com menos carbono emitido por cada unidade de riqueza produzida, salienta o Ministério, acrescentando que o processo se iniciou em 2005, antes da atual conjuntura económica.

Na semana passada, a associação ambientalista Quercus divulgou as suas estimativas sobre emissões de dióxido de carbono, apontando para uma redução de cerca de quatro milhões de toneladas, o que significa cerca de 6,5 por cento do valor base de 1990 para efeitos do cumprimento de Quioto.

Para a Quercus, "uma das constatações mais significativas é a redução das emissões das centrais térmicas a carvão de Sines e Pego (menos 45 por cento em 2010 por comparação com 2009)".