15 de outubro de 2010
Comércio: Hipermercados já podem abrir ao domingo até à meia noite a partir do dia 24
DR de 15-10-2010
14 de outubro de 2010
DR de 14-10-2010
Agenda : "Le Bateau en Carton" de José Vieira le mercredi 20 Octobre 2010 à 20h35 sur France Ô
Luso Jornal n° 6 de 13 de Outubro
"48" de Susana de Sousa Dias, na abertura do festival Cineluso
12 de outubro de 2010
ONU: Portugal eleito com 150 votos para Conselho de Segurança
Para ser eleito, um Estado-membro tem de obter dois terços dos votos da Assembleia-Geral, ou seja, um mínimo de 128 votos se todos os 192 países membros estiverem presentes. A votação pode ser realizada em várias rondas se nenhum dos países alcançar esse número mínimo.
Esta é a quarta candidatura de Portugal a um assento não-permanente no Conselho de Segurança. A primeira, em 1960, foi retirada a pouco tempo da votação face à escassez de apoios assegurados. Nas outras duas Portugal conseguiu ser eleito, tendo ocupado o lugar de membro não-permanente em 1979-80 e em 1997-98.
O Conselho de Segurança, órgão da ONU responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais, é composto por 5 membros permanentes com direito de veto (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) e por 10 membros não-permanentes.
Os membros não-permanentes, ou eleitos, distribuem-se por grupos regionais: África (3), América Latina e Caraíbas (2), Ásia (2), Europa Ocidental e Outros (2) e Europa de Leste (1). O grupo a que Portugal concorreu inclui, além dos países da Europa Ocidental, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia.
Este grupo era o único, na eleição deste ano, para o qual havia mais candidatos que vagas: Portugal, Alemanha e Canadá disputavam os lugares deixados vagos pela Áustria e pela Turquia a 31 de Dezembro.
A Índia concorre sozinha ao grupo asiático, a África do Sul ao grupo africano e a Colômbia ao grupo latino-americano e caribenho.
Os 5 países hoje eleitos vão juntar-se ao Brasil, Bósnia-Herzegovina, Gabão, Líbano e Nigéria, eleitos em outubro de 2009.
Presidenciais: Candidaturas podem ser apresentadas até 23 dezembro, campanha começa a 09 de janeiro
11 de outubro de 2010
Presidente da República marcou eleições presidenciais para 23 de Janeiro de 2011
Cineluso à Nantes du 13 au 20 Octobre 2010
Conselho Consultivo de Nantes abriu conta na Facebook
9 de outubro de 2010
Agenda : France Culture le 10 Octobre 2010, de 16 à 17h : José Saramago
08 José Saramago (Portugal) Sur la démocratie
envoyé par naturevol. - L'info internationale vidéo.
8 de outubro de 2010
Manuel Freire - Pedra filosofal
Manuel Freire interpréte cette chanson pour la première fois en 1969. Le texte est d'António Gedeão, pseudonyme du scientifique Rómulo de Carvalho, qui a publié ses premiers poèmes la cinquantaine venue.
Eles não sabem que o sonho
É uma constante da vida
Tão concreta e definida
Como outra coisa qualquer
Como esta pedra cinzenta
Em que me sento e descanso
Como este ribeiro manso
Em serenos sobressaltos
Como estes pinheiros altos
Que em verde e oiro se agitam
Como estas aves que gritam
Em bebedeiras de azul
Eles não sabem que sonho
É vinho, é espuma, é fermento
Bichinho alacre e sedento
De focinho pontiagudo
Em perpétuo movimento
Eles não sabem que o sonho
É tela, é cor, é pincel
Base, fuste ou capitel
Arco em ogiva, vitral,
Pináculo de catedral,
Contraponto, sinfonia,
Máscara grega, magia,
Que é retorta de alquimista
Mapa do mundo distante
Rosa dos ventos, infante
Caravela quinhentista
Que é cabo da boa-esperança
Ouro, canela, marfim
Florete de espadachim
Bastidor, passo de dança
Columbina e arlequim
Passarola voadora
Pára-raios, locomotiva
Barco de proa festiva
Alto-forno, geradora
Cisão do átomo, radar
Ultra-som, televisão
Desembarque em foguetão
Na superfície lunar
Eles não sabem nem sonham
Que o sonho comanda a vida
E que sempre que o homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos duma criança
Et voici une traduction rapide :
Ils ne savent pas que le rêve / est une constante de la vie / aussi concrète et définie / comme toute autre chose
Comme cette pierre grise / où je m'assois et me repose / comme cette rivière paisible / aux sereins sursauts
Comme ces hauts pins / qui en vert et or s'agitent / comme ces oiseaux qui crient / enivrés de bleu
Ils ne savent pas que le rêve / est vin, est écume, est ferment / petite bête vive et avide / en perpétuel mouvement
Ils ne savent pas que le rêve / est toile, est couleur, est pinceau / base, fût ou chapiteau / arc en ogive, vitrail / pinacle de cathédrale / contrepoint, symphonie / masque grec, magie / ou cornue d'alchimiste
Carte du monde distant / rose des vents, infante / nef du seizième siècle / cap de bonne espérance
Or, cannelle, ivoire / Fleuret de spadassin / coulisses, pas de danse / Colombine et Arlequin
Grand oiseau volant / paratonnerre, locomotive / barque à la proue festive / haut-fourneau, chaudière
Scission d'atome, radar / ultrason, television / débarquement en fusée / sur la surface lunaire
Ils ne savent ni ne rêvent / que le rêve commande la vie / et qu'à chaque fois que l'homme rêve / le monde bondit et avance / comme une balle colorée / dans les mains d'un enfant
Musique portugaise
Azeite: Portugueses e espanhóis querem criar origem protegida única a nível europeu

Em declarações à agência Lusa, o presidente da AOTAD, António Branco, avançou que este modelo “ainda não foi experimentado na Europa”, tratando-se assim de uma “ novidade” no sector olivícola.
“Há algum tempo que perseguimos a criação de uma DOP para os azeites produzidos na região do Douro, para o efeito, estão ser estabelecidos contactos com associações e outras entidades ligadas ao sector olivícola no lado espanhol”, disse o responsável.
A AOTAD e a Oleum Vetonio (Espanha) começaram a incrementar ações de sensibilização junto dos produtores da região do Douro no sentido de delimitar uma área que abranja a região transfronteiriça das Arribas do Douro e toda da Região Demarcada do Douro, desde Barqueiros (Mesão Frio), até Barca de Alva (Figueira de Castelo Rodrigo).
“Não é uma tarefa fácil, já que é preciso haver uma certa coerência técnica dentro do sector olivícola nas regiões abrangidas”, observou António Branco.
No entanto, os associados das entidades envolvidas consideraram “o projeto interessante, já que não é conhecida nenhuma DOP comum a dois países no espaço europeu envolvendo produtos olivícolas”, adiantou o dirigente associativo.
De momento, “apenas existe a DOP do Azeite de Tras-os–Montes” que engloba alguns concelhos durienses tais como Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa ou Carrazeda de Ansiães.
Segundo o técnico da AOTAD, Francisco Pavão, de momento está-se numa fase de colheita de amostras de forma a identificar as características dos azeites de ambas regiões.
“Agora falta em definitivo, demarcar os concelhos a incluir em todo o processo da DOP”, avançou o técnico.
“As variedades de azeitonas existentes em ambos as margens do rio Douro, são em alguns casos semelhantes, mas há variedades diferentes, por esse motivo constitui-se um património olivícola único em todo o mundo”, afiançou Jesus Carvallares, membro da Oleum Vetonio.
“Com um selo de dominação comum ao azeite a Portugal e Espanha poderão conquistar-se novos mercados tanto na América Latina como na Ásia”, considerou o olivicultor.
Perto de 4 milhões de visitantes no pavilhão de Portugal na Xangai Expo 2010
Desde há um mês, uma média de 30 mil pessoas visita diariamente o pavilhão português, um edifício de 2000 metros quadrados, revestido de cortiça, cujo conteúdo evoca os 500 anos de contactos Portugal-China e a actual aposta portuguesa nas energias renováveis.
No início da Expo2010, a 1 de maio, os responsáveis portugueses previam três milhões de visitantes durante os seis meses do certame, mas esse número foi atingindo a 6 de Setembro.
A Expo 2010, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), decorre até 31 de Outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa), ao longo das duas margens do rio de atravessa Xangai.
É a maior exposição universal de sempre, com a participação de mais de 240 países e organizações internacionais.
Portugal apresenta-se como “uma praça para o mundo e um mundo de energias”, procurando valorizar a sua posição geo-estratégica (“porta atlântica da Europa”) e promover o “espírito inovador dos portugueses”.
Pelos inquéritos realizados à saída do pavilhão, são essas também “as mensagens que mais tocam os visitantes”, indicou o comissário geral de Portugal, Rolando Borges Martins, quando a afluência chegou aos três milhões.
No final da visita, a imagem que sobressai de Portugal é a do “país europeu com uma mais longa relação pacífica com a China, que tem hoje um compromisso forte com as energias renováveis e que é um grande produtor de cortiça”, disse Rolando Borges Martins.
Lido no DN : Portugueses estudam radicais livres e envelhecimento
Liderada por Paula Ludovico, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, a investigação demonstrou que o "aumento da longevidade não está associado a uma menor produção de radicais livres, mas sim a uma maior produção", disse a investigadora à Lusa. Produzidos pelas células humanas durante o metabolismo normal, os radicais livres, ou espécies reactivas de oxigénio, tornam-se prejudiciais quando presentes em grandes quantidades e estão associados ao envelhecimento.
A investigação em levedura mostrou "existirem condições que aumentam a longevidade das células que estão associadas a maior produção de espécies reactivas de oxigénio, nomeadamente o peróxido de oxigénio", explicou Paula Ludovico. O mau da fita, afinal, é o anião superóxido, outro radical livre, associado ao envelhecimento.
6 de outubro de 2010
Luso Jornal n° 5 de 6 de Outubro de 2010

Nesta edição do LusoJornal pode ler:
Destaque:
• Congresso das Academias do Bacalhau vai realizar-se em Paris
• Três perguntas a David Monteiro, Presidente da Academia do Bacalhau de Paris
• A história da Academia do Bacalhau
• Os membros da Academia do Bacalhau de Paris
• Uma instituição com fins humanitários
• Em Lyon também há uma Academia do Bacalhau
Política:
• Cônsul de Paris diz que sansão de perda de nacionalidade “não alarma” Portugueses em França
• Embaixador de França em Portugal também diz que a Comunidade portuguesa não será afetada
• Candidatura de Manuel Alegre organiza-se em França
Autarquias:
• Presidente da Câmara municipal de Paris, Bertrand Delanoë, visitou Lisboa
• Murça e Le Cendre assinaram Protocolo de parceria
• Penela e Ormesson assinaram Protocolo de geminação
Comunidade:
• Conselheiros das Comunidades pedem audiência urgente a José Sócrates
• Reuniu o Conselho consultivo da área consular de Nantes
• Realizou-se mais uma Permanência consular em Reims
• Jornadas franco-portuguesas para preparar a reforma
• Portugal participou nas “Vindimas do Mundo” em Estrasburgo
• Abriram as candidaturas para apoios na Direção Regional das Comunidades, nos Açores
• Conferências do Embaixador Seixas da Costa em Portugal
Cultura:
• Pintura de Edgar Egas Faria na Sorbonne de Paris
• “Manifesto Anti-Dantas” pela Companhia de teatro Cá e Lá, representado no Consulado Geral de Portugal em Paris
• Salão das Artes Brasileiras e Chilenas, em Vaires-sur-Marne
• Rendez-vous Mensuel du Cinema Lusophone programa curtas metragens portuguesas em Paris
• Escritora Altina Ribeiro apresenta o seu mais recente livro “Alice au pays de Salazar” em Villejuif
• Exposição sobre o Centenário da República no Consulado de Portugal em Paris
• Fórum Cultural juntou dezenas de artistas portugueses em Sartrouville
• Associação Memória Viva vai homenagear Zéca Afonso em Aubervilliers
• Novo filme de José Vieira sobre Comunidades ciganas
• Cantora lusodescendente Bévinda canta em Guérande
• Matrioska de Tiago Guedes na Maison de la Danse de Lyon
• Património histórico de origem portuguesa exposto na Unesco, em Paris
Ensino:
• Campanha em defesa dos estudos sobre os países de língua portuguesa na Universidade de Rennes 2
• Alunos do CSI de Grenoble visitaram exposição com pinturas de Álvaro Cunhal
Empresas:
• Banque BCP e Home Energy France, empresa do grupo Martifer especialista em energia fotovoltaica, assinaram protocolo de colaboração em Lyon
• Ubifrance organizou ação de descoberta do mercado português para empresas de pronto-a-vestir francesas
Moda:
• Fátima Lopes apresentou a coleção ‘Ondulation’ em Paris
• Três criadores portugueses no Portugal Fashion em Paris
• Charlenne Fernandes, de Clermont-Ferrand, representou a Comunidade portuguesa de França na eleição de Miss Mundo Portugal
Religião:
• Pastoral Portuguesa de Lyon retoma atividade depois das férias
Associações:
• Começou o ano escolar na Associação cultural portuguesa de Neuilly-sur-Seine
• Festival de folclore da Associação portuguesa de Lyon 6: o último dos festivais de verão
• CCPF organiza 19ª edição do festival ‘Todos ao Palco’
• Semana cultural portuguesa em Oloron Sainte Marie
• Contos na floresta de Pessac pela Associação O Sol de Portugal de Bordéus
• Novos dirigentes da associação Saudades de Portugal de Vierzon
• Mini Feiras Novas organizadas em Saint Cyr l’École
Desporto:
• Em Auxerre: Mourinho enervado abandonou conferência de imprensa
• Paulo Machado do Toulouse, chamado pela primeira vez à Seleção AA de Portugal
• Futebol: Benfica de Argoselo eliminado na Taça de França
• Futebol: Lusitanos de Saint Maur continuam na Taça de França
• Futebol: Portugueses de Poissy recrutam jogadores
• Nacional: Créteil/Lusitanos perdeu em casa frente ao Amiens
• Primeira divisão nacional de futsal: Sporting Club de Paris voltou a golear e é a melhor equipa francesa
• Torneio dos Fli Fla Los Manolos patrocinado pelo Banque BCP
• Ténis: Laurent Rochette ganhou Porto Open
• Rali de França: Armindo Araújo reassume liderança dos carros de Produção
• Motociclismo: equipa portuguesa ganhou no circuito de Magny Cours
• Apelo aos grupos de motardes portugueses em França
• Ciclismo: Mickael d’Almeida prepara os Campeonatos do Mundo
• Surf: Tiago Pires emilinado em Seignosse
• Campeonato inter associativo de sueca da região de Lyon passou por Vaux-en-Velin
Opinião:
• “Democracia participativa, e que mais?” por Nathalie de Oliveira
4 de outubro de 2010
Franchising: Marcas 'made in" Portugal ganham terreno e apostam na internacionalização

Segundo a diretora do Instituto de Informação em Franchising (IIF), do total de marcas (521) em Portugal, mais de metade (55 por cento) são portuguesas e a internacionalização é uma das suas principais apostas.
“O surgimento de novas marcas portuguesas tem a ver com a maturidade que o franchising alcançou no mercado português. Atualmente, houve uma inversão da situação verificada há 10 anos atrás – em que as marcas líderes de mercado eram dos EUA, Espanha, Inglaterra – e 55 por cento das marcas que estão cá são 'made in Portugal', o que demonstra o interesse cada vez maior dos empresários nacionais por esta forma de crescimento empresarial”, disse à Lusa Andreia Jotta.
Cerca de 23 por cento das marcas franchisadas portuguesas "já operam fora de Portugal", e, em alguns casos, o volume de negócios "da rede de lojas internacionais chega a representar metade da faturação total da marca, o que demonstra bem o peso" da internacionalização no negócio.
Espanha continua a ser um dos destinos preferenciais de expansão das marcas portuguesas, mas outros países têm vindo a ganhar as preferências dos gestores portugueses.
O Leste Europeu, os PALOP – Países de Língua Oficial Portuguesa e o Médio Oriente são destinos com grande potencial para a expansão fora de portas dos conceitos nacionais.
Existem marcas que já operam em mais de três países, entre os quais Dubai, Polónia, Arábia Saudita, Brasil, Angola ou Cabo Verde.
Em 2009, o número de unidades franchisadas cresceu 5,2 por cento, com a abertura de 968 novas lojas.
No total, existem 521 redes a operar em franchising nem Portugal, sendo a maior parte delas pertencente ao setor dos serviços, que representa 52 por cento de todas as marcas, com particular destaque para os sub sectores de estética/saúde e serviços a particulares.
Esta é uma tendência que se explica “com a preocupação cada vez maior por parte da sociedade pela saúde e pela beleza, e o franchising acompanhou essa tendência com preços muito atrativos para o consumidor final que permitem o acesso de toda a sociedade a um serviço que era restrito, há alguns anos, a um grupo mais seletivo”, disse.
O número médio de unidades por marca atualmente é de 22, enquanto há dez anos era de 15. Lisboa e Porto continuam a ser os distritos privilegiados para as redes de franchising instalarem as suas sedes, representando 48 por cento e 22 por cento, respetivamente.
O franchising é um modelo de desenvolvimento de negócio, no qual o franchisador (detentor dos direitos do negócio) vende ao franchisado os direitos para este explorar a marca.
Ao comprar os direitos, o franchisado paga um direito de entrada (uma espécie de jóia de adesão que remunera o franchisador pela sua experiência numa marca, produto ou serviço). Mensalmente, e durante o tempo em que for franchisado, também pagará royalties (taxa mensal pela utilização do conceito).
Morreu escritor macaense Henrique de Senna Fernandes

Foi professor e director da Escola Comercial Pedro Nolasco da Silva e presidente da Associação Promotora para a Instrução dos Macaenses quando se criou a atual Escola Portuguesa de Macau.
Muito interventivo, Senna Fernandes lamentava a “falta de estratégia” portuguesa para a Oriente, garantia que era a presença portuguesa em Macau que mantinha o segundo sistema da cidade e nunca escondeu os receios que teve da mudança de administração de Portugal para a China, embora nunca se tenha arrependido de ter ficado.
Com quatro livros publicados: Nam Van - "Contos de Macau", "Amor e Dedinhos de Pé", "A Trança Feiticeira" e "Mong-Há - Contos de Macau" -, Henrique Senna Fernandes deixa, pelo menos, três outros por terminar - "A Noite Nasceu em Dezembro", integrado na iniciativa "Cinco Anos, Cinco Livros" da editora Livros do Oriente e do jornal "Ponto Final", "O Pai das Orquídeas" e "Os Dores", aos quais dedicou os seus últimos anos.
Dois dos seus livros - "A Trança Feiticeira" e "Amor e Dedinhos de Pé" - chegaram ao cinema. O primeiro pela mão de produtores chineses e com a participação de actores portugueses como Filomena Gonçalves e Ricardo Carriço; o segundo numa adaptação de Luís Filipe Rocha com a participação de Joaquim de Almeida.
"Moderno Tropical" vence DAM Architectural Book Award

O livro português, editado em Novembro de 2009 pela Tinta da China e com prefácio da arquitecta Ana Tostões, foi distinguido na categoria de Melhor Livro de História da Arquitectura. O prémio para as autoras portuguesas - a arquitecta Ana Magalhães e a fotógrafa Inês Gonçalves - será entregue quarta-feira na Biblioteca do Deutsches Architekturmuseum, em Frankfurt, no dia de arranque da Feira do Livro.
O prémio distingue a cada ano os melhores livros de arquitectura do ano em curso. Trata-se de um galardão sem prémio monetário associado.
O livro premiado versa sobre a arquitectura moderna portuguesa, com oito arquitectos em foco, em cidades como Luanda e Lobito, em Angola, e Maputo e Beira, em Moçambique.
Ana Magalhães, 44 anos, é professora na Universidade Lusíada, e desde 1989 tem realizado vários projectos de arquitectura.
A fotógrafa Inês Gonçalves, 46 anos, natural de Málaga (Espanha) tem colaborado com vários jornais e revistas. Tem fotografias publicadas no livro "Cabo Verde, Goa: A história do encontro", e é co-autora de "Agora Luanda".
3 de outubro de 2010
Um pouco de história : 5 de Outubro de 1910

As movimentações militares da revolução do 5 de Outubro iniciaram-se no dia 3 de Outubro pelas 3h da madrugada. Foi nessa altura que os soldados da Infantaria 16 se instalaram no cimo da Avenida da Liberdade onde se juntaram as baterias do Regimento de Artilharia 1. Nessa zona instalar-se-ia o quartel-general dos revolucionários chefiados pelo comissário naval Machado Santos.
A marinha aderiu imediatamente à revolta tendo-se juntado outros militares de baixa patente de ideais republicanos. Os navios Adamastor e São Rafael prepararam-se para o bombardeamento ao Palácio das Necessidades, onde o rei se tinha instalado, que se veio a efectuar no dia seguinte. Não obstante a oposição do cruzador D. Carlos, as operações navais rapidamente foram controladas.
Entretanto, mal se soube do início das operações, registou-se uma grande agitação entre a população que rapidamente se prestou a ajudar os revoltosos. Há que salientar neste aspecto a acção da Carbonária que desempenhou um papel importante no sucesso do golpe militar assim como a acção do PRP (Partido Republicano Português).
As tropas terrestres tinham-se instalado na Rotunda onde sofriam um forte bombardeamento das forças monárquicas. Na madrugada do dia 4 a situação dessas tropas podia considerar-se desesperante, chegando ao ponto do capitão Sá Cardoso admitir a hipótese de depôr as armas. Todavia Machado Santos não se conformou com a situação dizendo que preferia morrer a entregar as armas. Foi a tenacidade deste homem que possibilitou um autêntico volte-face na situação. No dia seguinte ele escrevia: "Tenho a honra de comunicar que as forças do meu comando, acampadas na Rotunda da Avenida, venceram as tropas monárquicas. Escusado será lembrar o que foram para as forças que tive a honra de comandar essas horas terríveis de luta de um contra dez. " (Relatório do comandante Machado Santos ao Governo Provisório).
O ataque de um grupo de marinheiros chefiados pelo comissário Mariano Martins ao Rossio, onde se encontrava o general Gorjão, comandante da 1.ª divisão viria a revelar-se decisivo na vitória das forças republicanas, pois veio diminuir os ataques sobre a Rotunda.
Assim, às 9 horas da manhã do dia 4 de Outubro, Paiva Couceiro, o general-chefe das forças monárquicas assinou a acta da rendição. Na manhã de 5, a República foi proclamada na Câmara Municipal de Lisboa por José Relvas, em nome do directório do PRP. Ao meio-dia a Revolução estava consumada.
Na tarde desse dia o rei D. Manuel acompanhado pelas rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, embarcava na Ericeira, a bordo do iate Amélia rumo a Gibraltar. Daí, seguiu para Inglaterra, a sua morada definitiva.
O novo regime formou provisoriamente governo sob a presidência de Teófilo Braga, um ilustre escritor. Este emitiu uma lei eleitoral dando o voto a todos os adultos de sexo masculino e presidiu à eleição de uma assembleia constituinte, que abriu em 19 de Junho de 1911. A constituição foi aprovada por esta assembleia em 20 de Agosto de 1911 e o governo provisório entregou a sua autoridade em 24 de Agosto ao novo presidente, Manuel José de Arriaga.
2 de outubro de 2010
República/100 anos: Fixada norma para hino nacional, partituras e partes instrumentais vão ser distribuídas
A edição é da responsabilidade do Teatro Nacional de São Carlos e da Direcção-Geral das Artes (DGA) e será distribuída por escolas de música e orquestras juntamente com um CD com gravações do hino.
Bandas filarmónicas, universidades e institutos de ensino ligados à música e embaixadas de Portugal vão também receber o registo discográfico, partituras e partes instrumentais.
A informação foi avançada à Lusa por fonte da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR), que distribuirá o material a partir de terça feira.
O objetivo do projeto foi fixar uma norma do hino possibilitando o acesso às pautas da composição, disse o maestro João Paulo Santos.
Coordenador do gabinete de estudos musicais e de dramaturgia do Teatro Nacional São Carlos, o maestro foi o responsável no projeto pelo levantamento histórico e bibliográfico.
"Sempre que alguém precisava de partituras ou de partes instrumentais tinha que pedir ao São Carlos e nós facultávamos o material fotocopiado", referiu.
“’A Portuguesa’ teve uma história um pouco baralhada porque só passou a hino depois da morte de Alfredo Keil (1850/1907) e este fê-lo num estilo mais operático”, referiu.
Após a implantação da República, “A Portuguesa” foi declarada hino nacional sem que isso tenha sido fixado em lei, referiu.
Só em 1957 passou a lei, quando foi criada uma comissão para rever o hino, liderada por Mário Sampayo Ribeiro, que introduziu pequenas alterações à composição para a adequar a hino.
Quase em simultâneo com esta versão, que incluía apenas uma estrofe, surge outra do maestro Frederico de Freitas.
O levantamento histórico sobre o hino demorou seis meses e resultou em quatro versões, das quais foram feitas seis gravações.
A versão original de Alfredo Keil, com três estrofes para documento histórico, uma versão original só para piano e outra original para coro e piano com uma estrofe.
Foram também gravadas uma versão para orquestra sinfónica (Emissora Nacional), solo e coro (uma estrofe), uma versão para orquestra sinfónica e outra para banda.
Estes registos estão disponíveis no sítio www.centenariorepublica.pt.
A soprano Elizabete Matos, João Paulo Santos (piano), Orquestra Sinfónica Portuguesa e Coro do Teatro Nacional de São Carlos, dirigidos por João Paulo Santos, e a Banda Sinfónica da GNR, dirigida por João Cerqueira, interpretaram as gravações do hino.
“A Portuguesa” foi tocada pela primeira vez em março de 1890 no “Grande Concerto Patriótico”, realizado no São Carlos.
Em 1977, também Joly Braga Santos fez uma nova orquestração do hino destinada, sobretudo, a pequenas orquestra, concluiu João Paulo Santos.




