17 de setembro de 2011
Língua: Novo ritmo escolar em França preocupa coordenação do ensino do Português
15 de julho de 2011
Língua: O português pode dar emprego "noutros lugares do mundo" – Instituto Camões
26 de maio de 2011
Língua: Novo dicionário bilingue português-inglês, uma ferramenta essencial até para ir às compras
4 de maio de 2011
CPLP: Afirmação da língua portuguesa no mundo é processo moroso, mas está em curso – secretário executivo
O secretário executivo da comunidade falava à Lusa por ocasião das comemorações do “Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP”, que se assinala na quinta-feira.
2 de maio de 2011
Patentes: Defesa da língua portuguesa no registo europeu alvo de conferência em Lisboa
24 de fevereiro de 2011
Língua: Diversificação do português está a alargar o seu âmbito de existência
27 de janeiro de 2011
Lido no Público : Já se "focalizou" no português que anda a falar?
6 de janeiro de 2011
Língua portuguesa: Vuvuzela é a palavra do ano de 2010
15 de dezembro de 2010
França: Petição pública contra supressão do Português nos concursos de duas universidades de referência
2 de novembro de 2010
Língua: Encontro internacional debate trunfos do português num mundo globalizado
4 de junho de 2010
Óbito/João Aguiar: Escritor foi um dos cultores em Portugal do romance histórico (Perfil)
Lisboa, 03 jun (Lusa) - O escritor João Aguiar, o Tio João da série juvenil “O Bando dos Quatro” que morreu hoje em Lisboa vítima de cancro, foi um dos cultores em Portugal do chamado romance histórico, com “A Voz dos Deuses”, publicado em 1984.
João Casimiro Namorado de Aguiar nasceu em 28 de outubro de 1943 e viveu a infância entre Lisboa, cidade natal, e a Beira, em Moçambique. A mãe ensinou-o a ler para mantê-lo sossegado na cama, durante um longo período de doença, e de leitor interessado passou rapidamente a aspirante a escritor.
Aos oito anos, tentou ditar um livro de aventuras à irmã Maria João mas o sentido crítico dela arrasou-lhe as pretensões. Insistiu com novas obras que foi deitando para o lixo e teve mesmo um “primeiro” livro que só não viu a luz do dia porque a editora faliu antes. Só depois dos 40 anos publicou o primeiro romance, na Perspetivas & Realidades de João Soares: “A Voz dos Deuses”, uma ficção histórica centrada na figura de Viriato.
Seguiram-se duas dezenas de romances que o levaram a estudar a história mais remota de Portugal – regressou aos primórdios para falar de Sertório e publicou até um trabalho não ficcionado sobre o menino do Lapedo. Viajou para Macau com a ficção para escrever “Os Comedores de Pérolas” e “O Dragão de Fumo”.
Pelo meio, João Aguiar criou duas séries destinadas ao público mais jovem – “Sebastião e os Mundos Secretos” e o “Bando dos Quatro”, no qual ele próprio figura na personagem do Tio João. Fez também o libreto para a ópera “A Orquídea Branca” de Jorge Salgueiro, estreada em 2008.
A doença que veio a provocar-lhe a morte impediu-o de concluir o livro que preparava sobre a revolução de 1383.
João Aguiar frequentou em Lisboa os cursos superiores de Direito e Filosofia mas foi em Bruxelas que se licenciou em Jornalismo, profissão que entretanto tinha começado a exercer. Na Bélgica, fez um pouco de tudo, desde lavar escadas a trabalhar no Turismo de Portugal.
De regresso a Portugal, fez o serviço militar e uma comissão em Angola no sector da ação psicológica, produzindo rádio para as tropas.
Considerou-se sempre jornalista, mesmo passados largos anos desde que abandonara a actividade profissional. Começou pela RTP – onde também coordenou uma série da Rua Sésamo - e passou depois por jornais como Diário de Notícias, A Luta, O País. Fez rádio no Canadá, onde trabalhou com Henrique Mendes.
Dizia-se um “monárquico não tradicionalista”, justificava-o “por uma questão pragmática”. O último romance que publicou – “O Priorado do Cifrão” – era uma “charge” ao mundo criado por Dan Brown.
Numa autobiografia irónica que escreveu para o jornal de Letras em 2005, João Aguiar concluía: “A minha vida não dava um livro, e ainda bem. Em compensação, o facto de os meus livros darem uma vida – boa ou má, não importa para o caso – , esse facto devo-o, em grande parte, aos momentos de não-glória que acabo de relatar. E estou-lhes muito grato.”
28 de março de 2010
Língua: Emigração em França inventou uma língua de "champanhe com tremoços"
Estas, e centenas, mesmo milhares de outras palavras pertencem a uma língua que não existe mas que, "élá!", é falada diariamente na segunda maior cidade portuguesa depois de Lisboa: Paris. É caso para perguntar, na mesma língua que não é nem português nem francês: "Ah-bom?!?"
Maria João Lehning, escritora portuguesa radicada em França há 22 anos, interessou-se pelas derivações e invenções da linguagem dos emigrantes portugueses, um estudo que ela aplicou nos seus três romances.
"É uma língua inventada pela emigração portuguesa em França e é preciso saber as duas línguas para a conseguir entender", explicou a autora à Agência Lusa em Paris.
"Nem sempre é fácil perceber, tirando aquelas mais fáceis, como ir em vacanças ('vacances', férias) a Portugal ou montar as escalieras ('monter les escaliers', subir as escadas), exemplifica Maria João Lehning.
O champanhe com tremoços servido pelo português Abílio em "D'Acordo", no último romance de Maria João Lehning, é o resumo e metáfora desta língua nova.
"Aprendi muito com a Albertina, uma empregada portuguesa que eu tive aqui em Paris", diz Maria João Lehning.
Formulações como "você foi lá-bá ('lá-bas', lá, além)", tanto como a interjeição "ah-bom?", que repete uma exclamação recorrente dos franceses, agarram-se desde o início aos portugueses que chegam a França", esclarece.
Muitas vezes, a apropriação de uma palavra resulta num sentido exatamente oposto ao do original francês. "Dizem-lhe, por exemplo, 'O meu filho está lá em baixo a treinar, a treinar, a treinar ('traîner', arrastar-se, não fazer nada). Pensa-se que o filho está ativo, mas é o contrário", explica Maria João Lehning.
"É inacreditável e, por vezes, resulta num ridículo impossível". No entanto, a autora reconhece que esta língua "porto-francesa" "reflete imenso uma crise de identidade".
"A invenção de uma língua deriva de um choque entre identidade e alteridade. O português gostava de ser o 'outro' - de ser francês. A vontade de não ser português vem de terem vergonha, como basicamente se sente ainda na nossa emigração mais antiga. A nova é mais rica culturalmente, porque hoje há quadros que fogem de Portugal", diz a autora.
"Nesse sentido, falar francês, mesmo inventado, é uma forma de promoção social. Os emigrantes portugueses estão sempre a dizer mal dos franceses mas gostavam de ser como eles", acrescenta.
A autora de "Travessa de Memória" e "D'Acordo", e de um inédito ainda por publicar, acusa, entretanto, a "atitude de 'snobeira' e desprezo" dos portugueses em Portugal e o "chauvinismo da maioria dos franceses" em relação aos emigrantes portugueses em França.
"Tudo o que cheira a emigração, cheira a pobreza. Cheira a ridículo. É como se Portugal quisesse esconder as suas traseiras, as traseiras do prédio. A emigração é o retrato da pobreza do país e do seu analfabetismo", conclui.
Afinal, o português de emigrante é um local de encontro, quase tão físico como a "curra da Rosa" do romance de Maria João Lehning.
A "curra" é o pátio, "la cour". O sítio comum onde emigrantes e nacionais podem mutuamente "deitar-se um cu de olho", perdão, uma olhada ("coup d'oeil").
26 de março de 2010
Língua: Falantes de português aumentam para 335 milhões em 2050
Na lista das línguas com maior número de falantes, o português surge entre o quinto e o sétimo lugar, conforme os critérios das organizações que as elaboram.
Se o critério for apenas o da língua materna, o português surge em sétimo lugar, mas se for analisado também como segunda língua, então sobe para o quinto lugar das tabelas.
Falado nos cinco continentes, o português é a língua oficial de oito países: Angola (12,7 milhões de habitantes), Brasil (198,7 milhões), Cabo Verde (429 mil), Guiné-Bissau (1,5 milhões), Moçambique (21,2 milhões), Portugal (10,7 milhões), São Tomé e Príncipe (212 mil) e Timor-Leste (1,1 milhões).
Contudo, em Timor-Leste são uma minoria as pessoas que falam português e em países como a Guiné-Bissau e Moçambique predominam outras línguas, com destaque para o crioulo, e em Angola o português convive com outras línguas nacionais.
Além da população residente, a maioria desses países tem uma vasta população emigrante que promove o português no mundo.
Dados oficiais indicam que existem mais de cinco milhões de emigrantes portugueses, espalhados sobretudo por França, Luxemburgo, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e Venezuela, e uma diáspora brasileira de três milhões.
A língua portuguesa é ainda falada em locais por onde os portugueses passaram ao longo da História como Macau, Goa (Índia) e Malaca (Malásia).
Na Internet, a importância do português é mais facilmente avaliada, sendo o sexto idioma mais divulgado.
De acordo com o site "Internet World Stats", cerca de 73 milhões de pessoas navegam em português, mas representam apenas 4,2 por cento do total dos utilizadores da web.
No entanto, entre 2000 e 2009, o número de utilizadores de português na Internet aumentou 864 por cento.
Um estudo recente revela também que o português é a terceira língua mais utilizada na rede social Twitter, atrás do inglês e do japonês.
A língua portuguesa está já presente nos sítios da Internet de alguns blocos político-económicos como a União Europeia, o Mercosul e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Contudo, os sítios na Internet das Nações Unidas, União Africana, NATO, Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e a União dos Estados Ibero-americanos (UEI) não apresentam a língua portuguesa como alternativa de escolha.
Segundo projeções divulgadas pelo Estado português, baseadas na evolução demográfica, os oito estados que têm o idioma como língua oficial deverão totalizar 335 milhões de habitantes em 2050, prevendo-se neste sentido, a consolidação da importância da língua portuguesa.
Para debater o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial e delinear estratégias, dezenas de especialistas vão juntar-se numa Conferência Internacional, em Brasília, entre hoje e 31 de março.
Escritores, académicos, professores, editores, jornalistas e outros profissionais diretamente vinculados à difusão da língua vão refletir sobre o fortalecimento do ensino do idioma, a sua aplicação em organizações internacionais e a importância das diásporas de cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
24 de março de 2010
Língua : "Não há donos do português" - embaixador António Monteiro
"Não há donos da língua e o português só ganha em ser percebido como uma língua que é de todos e de cada um que a utiliza", declarou António Monteiro, entrevistado pela Lusa numa visita recente à capital francesa.
António Monteiro frisou que "o português tem novas possibilidades de se impor, porque é um instrumento de trabalho e é essencial para entrar em certos mercados", como é o caso de Angola.
"Temos de fazer uma reflexão muito mais orientada para a ação do que aquela que fazemos, (que) é muito intelectual e sentimental, mas pouco eficaz em termos de utilização", declarou António Monteiro, em vésperas de uma conferência internacional sobre o futuro da língua portuguesa, a partir de quinta feira e durante uma semana em Brasília.
"Se queremos desaparecer, passe o exagero, é ter essa atitude. Se queremos dar a dimensão internacional ao português, temos de aceitar o português falado como os povos que o falam entendem falá-lo", acrescentou o diplomata.
As discussões em torno do novo Acordo Ortográfico "são exercícios intelectuais extremamente interessantes", segundo o diplomata português, que considera "importante manter uma ligação ao português clássico e erudito". E defende "que o desenvolvimento da língua vá de par com o desenvolvimento da escola".
"Não penso que se deva entrar em caminhos de rejeição, quem perde somos nós, não são os outros", avisa, no entanto, António Monteiro.
Dando o exemplo do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, António Monteiro salienta que "o Brasil, pela primeira vez, assumiu plenamente a origem europeia do português e fê-lo frontalmente, mencionando depois tudo aquilo que tem dado - e é muito - à língua portuguesa".
"Temos uma língua que tem poder à escala mundial e esse poder é o Brasil. E interessa também ao Brasil ter na sua identidade como potência algo que o distingue dos outros. Isso é bom para os países africanos, para Portugal e para todas as regiões onde se fala português", afirmou António Monteiro.
"A boa imagem que Portugal tem vem muito da nossa cultura, da simplicidade da nossa ação com a gente local, mas também da língua portuguesa, por exemplo com os nomes que ficaram, como os vocábulos de origem portuguesa do malaio ou do japonês", sublinhou o ex-chefe da diplomacia portuguesa.
"Sou a favor da diversidade porque sempre achei que a diversidade faz a riqueza da língua. Temos de evitar que um dia haja o português e o brasileiro, o moçambicano ou o angolano" como línguas diferentes, alertou o embaixador.
"Nós, portugueses, também falamos português", concluiu António Monteiro, citando outro antigo chefe da diplomacia portuguesa, Adriano Moreira.
23 de março de 2010
Língua: Português é um dos 23 idiomas oficiais numa União Europeia cada vez mais "inglesa"
"O português e as restantes 22 línguas oficiais [da UE] têm todas a mesma importância", explicou à Agência Lusa o porta voz da Comissão Europeia para a Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude.
Dennis Abbot sublinhou que "é fundamental esta ideia de respeito de todas as línguas oficiais" que as instituições europeias promovem.
Os textos traduzidos para português pelos tradutores das várias instituições europeias são lidos por um grande número de pessoas não só na Europa mas também em todo o mundo.
Há textos que têm um caráter jurídico vinculativo, como aqueles que são publicados no Jornal Oficial da União Europeia, e outros documentos relacionados com as múltiplas actividades das instituições, nele se incluindo obras de divulgação destinadas ao público em geral.
"Não é apenas uma questão legal, também se trata de respeitar a diversidade na Europa", defendeu Dennis Abbot.
A Comissão Europeia gasta cerca de 500 milhões de euros anualmente nos serviços de tradução e de interpretação.
Em 2009, os serviços de tradução do executivo comunitário produziram 1 666 687 páginas de textos em todas as suas línguas, segundo dados da instituição.
Quase 74,6 por cento dos textos traduzidos vinham escritos inicialmente em inglês, 8,3 em francês, 2,7 em alemão e 14,4 em outras línguas.
"Custa muito dinheiro (…), mas se dividirmos esse montante por cada cidadão europeu significa cerca de dois euros por pessoa. Penso que é dinheiro bem gasto porque é mais barato investir dinheiro em tradutores e intérpretes do que em armas", sustentou o porta voz da Comissão Europeia.
A importância da língua inglesa tem vindo a aumentar ao longo dos anos, de 45 por cento de textos que chegavam nesse idioma em 1997 para 62 em 2004 e quase 75 no ano passado, mas o lugar do Português parece estar assegurado.
"Mesmo que nos corredores da Comissão Europeia ouçamos mais inglês, francês ou alemão, também se ouve português", assegurou Dennis Abbot.
17 de fevereiro de 2010
Lingu@net Europa
O Lingu@net Europa é um centro virtual multilingue que fornece informação sobre recursos pedagógicos em linha e hiperligações de qualidade, associado ao ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras modernas.Destina-se a professores, formadores, decisores, investigadores, estudantes e outros profissionais envolvidos nesta área.
Actualmente pode aceder ao Lingu@net Europa em Alemão, Espanhol, Inglês, Italiano, Francês, Neerlandês e Português.
Criado em 2000, é mantido desde então por um conjunto de organizações europeias e não europeias que, conjuntamente, detêm conhecimentos e experiência em pedagogia, tecnologia e divulgação de informação.
O Instituto Camões, através do Centro Virtual Camões, aderiu a este projecto em 2003, num momento em que este entrou na sua segunda fase de renovação e de expansão. Estaáigualmente encarregue de garantir a navegação no sítio em Português e de aumentar o número de recursos associados ao ensino/aprendizagem da língua e cultura portuguesa.
8 de fevereiro de 2010
Língua Portuguesa: Vocabulário Ortográfico do Português disponível na Internet
Produzido pelo ILTEC, o vocabulário reúne uma extensa lista de palavras com indicações de ortografia, categoria morfossintática e peculiaridades de flexão, caso existam.
Nesta primeira fase, o VOP, concebido para consulta na Internet, integra 150 mil palavras do vocabulário geral,num projeto submetido ao Fundo da Língua Portuguesa. Este fundo agrega quatro ministérios - Negócios Estrangeiros, Cultura, Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - e é gerido pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).
Até ao fim deste mês, o Portal da Língua Portuguesa disponibilizará ainda o Lince, um conversor para a nova ortografia com vários verificadores ortográficos. O Lince é uma ferramenta descarregável que permite a conversão automática de textos de qualquer dimensão para a nova ortografia.
O Lince permitirá converter textos em formatos DOC, PDF, ODT, RTF e TXT. Os verificadores ortográficos são extensões para o Microsoft Office Word e Outlook 2003 e 2007 e para o OpenOffice.org que permitem verificar a ortografia dos textos enquanto são digitalizados. Ambas as ferramentas integram os dados do VOP.
Em abril próximo, o Vocabulário Ortográfico de Português passará a dispor de mais de 200 mil entradas do vocabulário geral e seis dicionários: estrangeirismos, topónimos e gentílicos, nomes próprios, expressões latinas, unidades de medida e abreviaturas.
O VOP e os recursos a ele associados estão disponíveis gratuitamente e visam fazer face às necessidades do público em geral e dos profissionais que trabalham com a língua portuguesa, para que a redação do português seja consonante com a nova ortografia em vigor.
15 de janeiro de 2010
Língua: Ensino do português enquanto língua materna pode acabar em alguns países - presidente Instituto Camões
"Isso (fim do português como língua materna) tem de ser analisado caso a caso. Não significa descontinuar em todos os casos. Vamos ter de fazer uma avaliação caso a caso da situação dos países onde o português está e qual a melhor estratégia", disse à Lusa.
Ana Paula Laborinho falava à margem da conferência "A Língua Portuguesa e as Relações Internacionais", que decorre hoje na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
"O objectivo é a integração do português nos sistemas de ensino", sublinhou a responsável.
Nesse sentido, Ana Paula Laborinho reafirmou a intenção de Portugal apoiar o ensino do português em países como os Estados Unidos ou o Canadá, onde há anos o ensino é feito sobretudo em associações de emigrantes.
A presidente do IC defendeu ainda a importância de se "reforçar a importância do português num instrumento de trabalho", considerando que essa é uma "linha fundamental".
Nesse âmbito, Ana Paula Laborinho considerou também fundamental a formação de tradutores e intérpretes nos esforços para reforçar a presença do português junto de organizações internacionais.
Sob o tema "À Conquista de Novos Espaços", o primeiro painel da conferência contou com os temas "O Papel do IC na Promoção Externa da Língua Portuguesa" e "Tétum e Português, Línguas co-oficiais de Timor-Leste".
Ao falar sobre este último tema, Isabel Feijó, que esteve a dar formação em Timor-Leste, debateu a problemática de, apesar de ser língua oficial, o português não ser falado ou percebido pela grande maioria dos timorenses e defendeu que a resposta para a expansão da língua portuguesa pode estar no tétum.
"Deve haver uma forte aposta no ensino formal do tétum - que tem uma grande base portuguesa. O tétum deve ser considerado património da Lusofonia e pode ser uma plataforma para a promoção do português", afirmou.
A conferência termina esta tarde com um painel sobre "A Língua Portuguesa nas Organizações Internacionais".
14 de janeiro de 2010
Instituto Camões: Nova presidente considera língua portuguesa"capital estratégico"
Lisboa, 11 Jan (Lusa) - A nova presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, afirmou hoje que a língua portuguesa deve ser encarada como "capital estratégico" e "recurso ímpar", cuja promoção internacional necessita de um maior envolvimento de parceiros privados. "Devemos entender a língua como capital estratégico e recurso ímpar que temos de promover em atitude de parceria e envolvimento dos muitos actores que partilham responsabilidades e empenhamento na afirmação do português como língua internacional", disse a responsável, na cerimónia da sua tomada de posse, no Palácio das Necessidades.
Segundo a nova presidente do Instituto Camões (organismo que tem como missão a divulgação da cultura e da língua portuguesa no estrangeiro), uma das suas "opções de actuação" será o envolvimento dos vários parceiros públicos e privados na internacionalização do português.
20 de outubro de 2009
A posição actual da língua portuguesa no mundo
Lido no site www.ciberduvidas.sapo.pt :
Existem várias listas de línguas mais faladas no mundo, umas mais credíveis do que outras, mas não se dispõe de uma tabela reconhecida internacionalmente. Seja como for, sugere-se a consulta do Ethnologue, que se afirma como um catálogo exaustivo das línguas do mundo (é publicado pelo Summer Institute of Linguistics) : na edição de 2009 desta obra, o português aparece como a sétima língua que tem mais falantes no mundo.


