14 de setembro de 2010

Comunidades: Um terço dos reformados portugueses em França “abaixo do limiar da pobreza”


Paris, 14 set (Lusa) – Um terço dos reformados portugueses residentes em França recebe “abaixo do limiar da pobreza”, afirmou à Agência Lusa o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Paris (SCMP).

“Sente-se uma grande preocupação da comunidade portuguesa no atual debate sobre a ‘reforma das reformas’”, declarou Aníbal de Almeida, provedor da SCMP e sociólogo, autor de um estudo pormenorizado sobre “Os Portugueses em França na Hora da Reforma”.

A situação específica dos emigrantes portugueses, salientou, insere-se num quadro de deterioração geral dos rendimentos num país em que “as reformas perderam 35 por cento do poder de compra nos últimos 20 anos”, sobretudo quando a alteração de regime em 1993 passou a calcular as prestações de velhice com base nos 25 melhores anos de salário e não, como até aí, nos dez melhores.

Aníbal de Almeida constata “uma contradição entre os dados estatísticos e a imagem da emigração portuguesa, repetida pelas autoridades, de uma comunidade trabalhadora, com grande capacidade de poupança, bem integrada e que não recorre muito aos serviços de assistência, ou seja, que tem poucos problemas”.

Os dados disponíveis da Caixa Nacional Francesa de Seguro de Velhice, explicou Lusa, mostram, pelo contrário, que “35 por cento dos emigrantes portugueses reformados residentes em França recebem menos de 9 mil euros por ano, o que está abaixo do limiar da pobreza neste país”.

No seu estudo de 2008, o sociólogo refere que “são muitos os que sofrem de envelhecimento precoce em consequência da dureza da vida e dos empregos exercidos, penosos para muitos, expostos às intempéries ou a produtos nocivos, com muitas horas diárias trabalhadas, incluindo, muitas vezes, os sábados e os domingos, sendo frequente a ocorrência de acidentes de trabalho, de doenças profissionais e de invalidez”.

No entanto, este perfil não tem correspondência no nível médio de reformas.

“O salário médio para base de cálculo das reformas será baixo e mesmo muito baixo, em certos casos”, sublinha. Uma amostra representativa da comunidade emigrante revela que o salário médio de um homem era de 13 mil euros por ano e o de uma mulher de 9 mil, “mas de apenas 4 mil euros/ano para os serviços domésticos”.

“A média geral das reformas estatutárias, se fossem liquidadas segundo as normas atualmente em vigor, à taxa plena, sem revalorização dos salários, seria de cerca de 570 euros para os homens (6.840 euros anuais), de 410 para as mulheres (4.920 euros anuais) mas somente 175 euros por mês para as empregadas de casa e outros serviços aos particulares (2.100 euros anuais)”, concluía o estudo, publicado em livro no ano passado.

O estudo detetou, para “grande surpresa” do seu autor, que apenas 11 por cento dos emigrantes inquiridos pretende regressar a Portugal. Sabe-se também que cerca de metade dos emigrantes reformados não tem casa própria. A conjugação dos diferentes dados indica que “os emigrantes não terão uma velhice muito folgada”, salienta o provedor da SCMP.

Segundo Aníbal de Almeida, existem cerca de 600 mil portugueses com “direitos abertos” nos diferentes regimes de segurança social em França. Os emigrantes seguem, “como os franceses”, o debate atual da “reforma das reformas”, diz Aníbal de Almeida, mas, protestos à parte, “esperam o futuro resignadamente”.

13 de setembro de 2010

Literatura: Rui Cardoso Martins vence Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB 2009


Lisboa, 13 set (Lusa) – O Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB, atribuído desde 1982 pela Associação Portuguesa de Escritores, distinguiu este ano o romance “Deixem Passar o Homem Invísivel”, de Rui Cardoso Martins.

No valor de 15 000 euros, o galardão, que visa distinguir uma obra de ficção de um autor português publicada no ano anterior à entrega do prémio, foi atribuído ao romance de Rui Cardoso Martins por maioria de um júri composto por José Correia Tavares (vice-presidente da APE), Eugénio Lisboa, Luís Mourão, Luísa Mellid-Franco, Pedro Mexia e Serafina Martins.

O vencedor foi escolhido de entre 85 obras candidatas publicadas por 33 editoras.

No total, desde 1982, 24 autores foram já distinguidos com o Grande Prémio de Romance e Novela, quatro deles duas vezes: Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, Maria Gabriela Llansol e Agustina Bessa-Luís.

Publicado em junho do ano passado pela Dom Quixote, “Deixem Passar o Homem Invisível” apresenta-nos um advogado, cego desde criança, que durante uma enxurrada em Lisboa cai numa caixa de esgoto aberta, situada junto à Igreja de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, na mesma altura em que um menino escuteiro é também arrastado para o mesmo esgoto.

O livro conta-nos a viagem de ambos através de uma Lisboa subterrânea, enquanto à superfície se tenta encontrar forma de os resgatar.

Escritor, jornalista e argumentista, Rui Cardoso Martins nasceu em Portalegre em 1967, foi repórter internacional e cronista desde a fundação do jornal Público (venceu dois prémios Gazeta de Jornalismo) e cofundador das Produções Fictícias.

Para o cinema, escreveu o guião de “Zona J” e, em parceria, o da longa-metragem “Duas Mulheres”.

O seu romance de estreia, “E Se Eu Gostasse Muito de Morrer”, que vai na 4.ª edição, já foi publicado em Espanha e na Hungria, e tem contos publicados em revistas como: Ficções, Egoísta Magyar e Lettre Internationale.

11 de setembro de 2010

Lido no Público : 11 de Setembro, em Alcafache


Foi um dos piores acidentes ferroviários do país. "Enviem muitas ambulâncias para a estrada Nelas - Mangualde!" Um pedido insistente, repetido, feito há 25 anos. Ainda hoje não há certeza do número de mortos. Eram outros tempos, em que os emigrantes viajavam de comboio. E com eles muitos turistas, sobretudo jovens de Inter-Rail

Esperar. Não havia nada a fazer. Apenas esperar e talvez rezar por um milagre que não aconteceu. Na pequena estação de província, em plena linha da Beira Alta, os quatro ferroviários "nem tinham voz para falar". Uma espera ansiosa, um silêncio terrível. E uns minutos depois uma coluna de fumo que se ergue para as bandas de Alcafache. Os comboios tinham batido.

Adão Oliveira Costa era carregador na estação de Nelas e recorda bem esse fim de tarde quente de Setembro de 1985. Estava na gare a arrumar volumes, num tempo em que os comboios transportavam mercadorias a retalho, que recolhiam e deixavam nas estações. A chegada do comboio 315 era pura rotina. O Internacional, que ligava o Porto a Paris, era uma espécie de desdobramento do Sud Expresso, que a CP realizava para responder à forte procura durante o Verão. Eram outros tempos, em que os emigrantes viajavam de comboio. E com eles muitos turistas, sobretudo jovens de Inter-Rail.

O comboio chegou a Nelas e partiu. Tudo normal para o carregador Adão, que não tinha quaisquer responsabilidades na circulação do tráfego. Isso era tarefa do chefe da estação, que acabara de dar a partida ao Internacional. A composição tinha muitas carruagens, ao ponto de a locomotiva ficar lá muito à frente, já quase fora da gare.

Só quando vê o chefe sair, "muito pálido", do seu gabinete, é que o carregador se dá conta que alguma coisa estava mal. "Vem aí o outro comboio", murmura o homem, quase sem fala. Apercebera-se disso quando ligara para a estação seguinte, Alcafache, a "dar horas", isto é, a comunicar que tinha expedido o comboio e o colega lhe respondera que também ele já lhe tinha enviado o regional.

"Nós sabíamos que se um comboio tinha saído de um lado e o outro do outro, alguma coisa tinha de acontecer", conta Adão Oliveira Costa.

Naquele tempo a exploração ferroviária dependia integralmente de meios humanos e não havia forma de comunicar com os maquinistas. O chefe de Nelas ainda telefonou para a única passagem de nível que havia entre a sua estação e Alcafache para que esta fizesse sinal ao comboio para parar, mas já era tarde. O acidente ocorreu em poucos minutos, às 18h37, sem estrondo que se ouvisse. Apenas uma densa coluna de fumo que se avistava ao longe.

O normal seria que o Internacional (311) fosse cruzar em Mangualde com o regional (10320) que vinha em sentido contrário. Mas como o 311 vinha atrasado, este deveria ter esperado em Nelas pelo 10320. Que acontecera, então?

Uma sucessão de erros grosseiros. Uma falha de Coimbra, onde estava instalado o posto de comando que geria a linha da Beira Alta, que se esquecera de avisar o chefe de Nelas da alteração do cruzamento de Mangualde para a sua estação. E uma falha dos dois ferroviários de Nelas e Alcafache, que, na sua rotina, não cumpriram a pesada regulamentação que os obriga a pedir avanço para os comboios.

"Os registos estavam bem feitos", contou ao P2 um dos elementos da comissão de inquérito ao acidente, que pediu para não ser identificado. Cada um pedira autorização ao outro para expedir o comboio e registara-o em conformidade. Só quando foram colocados frente a frente é que reconheceram: "Nós enganámo-nos um ao outro."

João Marques, bombeiro de Canas de Senhorim, tinha 36 anos e estava nesse fim de tarde a apagar um incêndio florestal a seis quilómetros de Alcafache. Também pura rotina, numa região em que nos dias de calor os fogos se multiplicam pelo mato. Por isso, o mais natural era que a coluna de fumo lá para os lados da via férrea fosse mais um incêndio igual aos outros.

O grupo de bombeiros acabou o que estava a fazer e só depois é que seguiu para o local. "Naquele tempo as comunicações rádio não tinham a mesma fiabilidade, havia muitas interferências e ouvia-se mal", conta João Marques, hoje comandante daquela corporação.

"Só o homem que estava na viatura junto ao rádio é que começou a perceber melhor o que estava a acontecer e gritou-nos: "Vamos despachar isto, que há um comboio a arder perto de Alcafache."" E partiram. "Eu não me passava pela cabeça o que iria encontrar. Só imaginava que era um comboio de mercadorias. Mas tivemos logo uma "vacina" que nos preparou para o resto - o cadáver de uma senhora, queimada." E mais à frente os dois comboios - de passageiros - a arder.Os homens ficaram com a tarefa de extinguir o incêndio florestal que tinha deflagrado em ambos os lados da linha e só meia hora depois é que se aproximaram das carruagens. "Nessa altura já tinham saído muitas ambulâncias e a fase do pânico e dos gritos já tinha passado. Mas vi pelas caras dos meus colegas que aquilo era uma situação aterradora, tinham um ar estupefacto e alguns choravam..."

João Marques já viu muita coisa em dezenas de anos de bombeiro, mas estas recordações... Faz uma pausa, baixa a cabeça e quando a levanta tem os olhos húmidos e a voz treme-lhe. Para este bombeiro o 11 de Setembro já há muito era uma data marcante, muito antes de este dia ser conhecido pelo atentado nas torres gémeas.

Nas horas seguintes ao acidente tratou-se de evacuar os feridos para Mangualde, Nelas, Viseu. "Até que o nosso comandante, Américo Borges, nos disse que já estava tudo feito pelos vivos." A tarefa seguinte era remover os destroços.

O comandante estava nesse dia na central de comunicações dos bombeiros de Canas. O médico Américo Borges passava sempre por ali, quando saía do consultório, para se inteirar dos incêndios florestais do momento. Foi então que ouviu um alerta enviado por uma ambulância de Aguiar da Beira que, por acaso, passara no local no momento do choque: "Enviem muitas ambulâncias para a estrada Nelas-Mangualde!" Um pedido insistente, repetido, sem dar hipóteses de diálogo, pois na rádio só podia falar um de cada vez. "Pensei num acidente com autocarro. Nunca me lembrei que poderia ser um comboio", conta Américo Borges. Até que a mesma ambulância faz novo pedido: "Enviem autotanques que as carruagens estão a arder."

O comandante percebeu então que era um acidente ferroviário e partiu para o local para coordenar o socorro. Sem farda, sem botas, calçado com uns sapatos de corda. "Vi corpos completamente carbonizados, as carruagens a arder, as locomotivas descarriladas", conta. Curiosamente, a primeira carruagem do Internacional não ardeu, apesar de as três seguintes terem ficado calcinadas. Na primeira, uma carruagem-couchete onde as pessoas viajavam deitadas, Américo Borges só contou quatro dos 10 compartimentos. Os restantes tinham ficado completamente espalmados.

Foi nesta carruagem que se procedeu ao salvamento de uma senhora que tinha ficado encarcerada. "Com o embate, o corpo ficou protegido pelo colchão. Os outros ocupantes do compartimento morreram, mas esta senhora conseguimos tirá-la pela janela. Que coragem! Dizia-nos: "Tenham calma, tirem-me quando puderem.""

O operacional conta que algumas carruagens não arderam logo e que houve pessoas que morreram queimadas porque voltaram para dentro para recuperar os seus haveres, tendo sido apanhadas pelo deflagrar das chamas. E fala na solidariedade dos bombeiros, que chegaram a ser várias centenas no local, pois acorreram inúmeras corporações. "Dois dias antes tinham morrido em Armamar 14 bombeiros e eu acho que isso criou um reforço ainda maior ao lema Vida por Vida que explicou actos de heroicidade que ali foram cometidos", diz. "A GNR portou-se exemplarmente, porque abriu rapidamente um caminho de evacuação para os feridos. Naquela altura o IP5 estava construído, mas não tinha sido aberto ao tráfego e foi por lá que se chegou mais rapidamente ao hospital de Viseu."

O número indeterminado de mortos deste acidente tem contribuído para o tornar mais lendário. Américo Borges diz que ele próprio contou 58 corpos, embora estime as vítimas mortais à volta de uma centena. E explica, com uma fria precisão científica, o desaparecimento dos outros: "Com a carbonização dos corpos e a quantidade de água que foi introduzida nas carruagens, as cinzas ficaram solubilizadas." Isto é, desapareceram, varridas pela água. De resto, a temperatura do incêndio ultrapassou os mil graus. Já o inquérito da CP refere 49 mortos, sendo esse o número oficial divulgado pela transportadora, que ainda não tornou público o relatório do acidente. A mesma fonte da comissão de inquérito não enjeita que tenha havido mais, mas explica que foi esse o número apurado pelos serviços jurídicos da empresa e com o qual se trabalhou nos tribunais.

Há 25 anos, as técnicas forenses não estavam tão desenvolvidas, houve cadáveres não reclamados e estão enterradas no cemitério de Mangualde urnas com pedaços de corpos que foram retirados dos destroços.

Duarte Correia embarcara no comboio em Nelas e iniciava ali uma viagem de 30 horas até à Alemanha, onde trabalhava. Esperava-o uma noite e um dia de viagem até Paris e mais uma noite de comboio até Dortmund. Mas mal teve tempo de se sentar na carruagem de 2ª classe, porque minutos depois sentiu um "estrondo, um vulcão". "A carruagem parece que saltou para o ar e depois caiu e começou a arder."

A viagem deste emigrante terminara ali, subitamente, entre gritos e pedidos de socorro. "Como o corredor da carruagem ficou para baixo e o compartimento para cima, eu consegui sair pela janela e ajudei um casal que estava comigo lá dentro. Depois ainda entrei num corredor e vinha um homem a fugir todo queimado. Fui a mais carruagens, mas já não consegui salvar mais ninguém."

O homem que viu a arder na carruagem chama-se Carlos Ramos e sobreviveu ao acidente após muito sofrimento, que incluiu internamento durante três anos e 31 operações cirúrgicas. Ia sair do país pela primeira vez, com um contrato de trabalho para a Suíça, onde hoje vive e de onde falou ao P2 pelo telefone. Apanhara o comboio em Santa Comba Dão e também a sua viagem durou pouco. O Internacional só deveria voltar a parar em Nelas, mas poucos sabem que fez uma paragem não oficial em Carregal do Sal, uns escassos segundos, os suficientes para a mulher do ajudante de maquinista lhe estender um embrulho com a refeição dessa noite, que ele não comeu, porque nenhuma das tripulações das locomotivas sobreviveu ao embate.

Carlos Ramos viajava também sentado na 2ª classe e no momento do embate vinha à janela a conversar com uma senhora que ia para Madrid. "Andei aos trambolhões dentro da carruagem e quando aquilo parou eu estava bem e saí. Mas ouvi gritos lá dentro e voltei a entrar. Ainda tirei uma senhora e uma moça e voltei para tirar uma criança de cinco ou seis anos. Senti que estava a queimar-me todo, que também lá iria ficar e... tive que sair e a menina ficou por lá..." A voz embarga-se e murmura: "Que Deus me perdoe."

Ferido em estado grave, acabaria por ser evacuado do hospital de Viseu no dia seguinte, à boleia do helicóptero do Presidente da República, que ali fora visitar as vítimas. "O general Ramalho Eanes salvou-me a vida", conta.

Os dois passageiros - Duarte Correia e Carlos Ramos - vão estar hoje numa cerimónia que assinala a efeméride, junto ao monumento erguido no local do acidente, e na qual irão participar outros sobreviventes, familiares, autarcas, deputados da Assembleia da República e, sobretudo, muitos bombeiros que ficaram marcados por aquele dia.

"Isto é uma coisa que não se esquece, que a gente via na televisão e pensa que é lá longe. Se fosse hoje, havia lá psicólogos e tudo, mas há 25 anos..."

Diogo Lopes, o adjunto do comando dos Bombeiros de Mangualde, tinha na altura 38 anos e preparava-se para, findo o dia de trabalho às 19h, partir para os incêndios das matas. "Tocou o alarme e disseram-nos que era um acidente na linha em Alcafache. Pensámos que era na passagem de nível e mentalizei-me que iria ver alguém aos bocados. Quando nos aproximámos, vi o fogo e pensei que era mais um incêndio florestal. Mas não, era um comboio a arder!"Diogo Lopes conduzia a primeira ambulância de Mangualde a ocorrer ao sinistro, mas nem chegou lá perto, porque havia pessoas que tinham feito chegar os feridos à estrada. "Levei logo uma senhora que tinha um buraco enorme no corpo devido à queimadura e que só gritava para que lhe encontrassem o seu netinho..."

Ao chegar ao hospital de Mangualde, nem parou, tal era a confusão que ali havia e seguiu directamente para Viseu, onde ainda voltou mais duas vezes nessa noite para transportar feridos.

"À terceira ainda dei sangue. Deram-me uma sandes e foi com essa sandes que andei alimentado durante dois dias. Até que num momento encostei-me um bocado para descansar e acordei numa maca. Tinha estado à beira da exaustão."

Durante dois dias os bombeiros removeram destroços, deparando-se a todo o momento com pedaços de corpos. De vez em quando havia reacendimentos devido ao calor e ao combustível derramado. Um cenário dantesco. Um cheiro a corpos queimados que fez com que, durante dois anos, Diogo Lopes fosse incapaz de comer carne assada às refeições.

Quando refere o apoio psicológico tão em moda hoje nos acidentes, não desdenha. Diz que é importante, que muitos bombeiros tiveram dificuldades no sono, que não é fácil esquecer os braços e pernas espalhados pelas carruagens, as pessoas que se viam a arder através dos vidros, os corpos pendurados nas janelas.

Houve heróis, diz. Um passageiro que ajudou a tirar seis pessoas e regressou a uma carruagem em chamas para retirar uma criança e já de lá não saiu. E reconhece, tal como Américo Borges, que teve o seu 11 de Setembro muito antes de 2001.

Moda: Felipe Oliveira Baptista assume direção criativa da Lacoste sem niglegenciar marca própria

Lisboa, 11 set (Lusa) – O convite para assumir a direção criativa da marca Lacoste foi para o designer de moda português Felipe Oliveira Baptista um “enorme desafio” que quer superar sem negligenciar a marca que criou em nome próprio.

"A palavra de que me lembro é desafio. É um enorme desafio em todos os sentidos”, disse esta semana o designer de moda à Lusa, já enquanto diretor criativo da Lacoste.

“Terei de conciliar a Lacoste com a continuação da minha marca. O meu tempo vai ser dividido entre as duas, deverei dedicar três dias por semana à Lacoste e dois à minha marca”, contou.

À partida, uma marca de roupa de grande distribuição associada ao “sportswear” não tem nada em comum com as criações de Felipe Oliveira Baptista, que apresenta as suas coleções na semana da moda de Paris. Mas o designer de moda discorda.

“A Lacoste é diferente. Mas tem vários valores comuns com a minha marca: dinamismo, grafismo, utilização da cor. À partida parecem muito diferentes, mas não são”, afirmou, acrescentando que o trabalho na marca francesa é “um complemento e não competição”.

Os primeiros três dias na Lacoste têm sido “bastante intensos”: “Estou a inteirar-me de todo o processo, do histórico das minhas funções. Estou numa fase de estudo e absorção”, disse, não querendo adiantar que ideias tem para a marca.

Felipe Oliveira Baptista nasceu em Portugal, mas está radicado em Paris há mais de uma década.

“Onde estou agora é uma imagem do meu percurso. Estudei e trabalhei em quatro países diferentes. Quando comecei a minha marca facilitou estar em Paris, para conseguir internacionalizar a marca”, disse.

A coleção de Felipe Oliveira Baptista para a primavera/verão de 2011 é apresentada no dia 23 deste mês em Paris e em outubro no Porto, durante o Portugal Fashion.

A primeira coleção do português para a Lacoste será apresentada apenas daqui a um ano, já que será a da primavera/verão de 2012.

10 de setembro de 2010

Magia: Luís de Matos galardoado com prémio internacional de "Mágico da Década"


Coimbra, 10 set (Lusa) – O ilusionista Luís de Matos recebe, terça feira em Coimbra, o “Merlin Award” para melhor mágico da década, que lhe foi atribuído recentemente pela International Magicians Society (IMS), foi hoje revelado.

Segundo uma nota de imprensa, com o prémio Merlin “Illusionist of the Decade” esta associação internacional “pretende homenagear o mágico que mais se destacou, a nível mundial, no conjunto de trabalhos desenvolvidos no período de 2000 a 2010”.

“Luís de Matos, doze anos depois, volta a receber um ‘Merlin Award’. A sua primeira distinção pela International Magicians Society aconteceu em 1998, na categoria de ‘close-up’, em consequência do espetáculo então escrito, dirigido e protagonizado para a Expo’98", refere o comunicado.

O prémio, uma estatueta, vai ser entregue ao mágico de Coimbra pelo fundador da IMS, Tony Hassini, em cerimónia marcada para as 19:15 na Quinta das Lágrimas.

A International Magicians Society foi fundada em 1968 com o propósito fundamental de promover e preservar a arte mágica, contando atualmente com mais de 37 000 membros em todo o mundo, o que lhe confere o estatuto de maior organização mágica à escala global, certificada pelo Guinness Book of World Records, refere a nota do Grupo Lágrimas, que explora o Hotel Quinta das Lágrimas.

Em cada triénio, a International Magicians Society realiza uma cerimónia em Las Vegas onde aqueles que, no entender do seu comité, se distinguiram durante esse período recebem o tão desejado Merlin Award, adianta.

“É a natureza singular do período que o Merlin Award “Illusionist of the Decade 2000/10” assinala que justifica, nesta data, a vinda a Portugal de Tony Hassini", refere ainda o comunicado
.

9 de setembro de 2010

Xangai2010 : Cidade chinesa quer pavilhão português num parque sobre património mundial


Xangai, 09 set (Lusa) – Uma histórica cidade chinesa, Wuxi, manifestou-se interessada em integrar o pavilhão de Portugal na Expo2010 num parque sobre património mundial, confirmando o sucesso do projeto português apresentado em Xangai.

“Claro que ficámos lisonjeados com a proposta, mas temos de estudar melhor as suas implicações logísticas”, disse à agência Lusa o comissário geral de Portugal para a Expo 2010, Rolando Borges Martins.

A inclusão do pavilhão português no referido parque temático ilustraria “as amigáveis relações históricas” entre os dois países, diz a proposta das autoridades de Wuxi.

Situada junto ao famoso Lago Tai, na província de Jiangsu, leste da China, Wuxi é uma das mais antigas cidades chinesas e uma grande atração turística.

O pavilhão português na Expo 2010 – um edifício de 2000 metros quadrados, integralmente revestido de cortiça – evidencia os 500 anos de contactos entre Portugal e a China e “a atual aposta portuguesa nas energias renováveis”.

Para Rolando Borges Martins, a proposta de Wuxi “confirma o sucesso do pavilhão português”, que já foi visitado por mais de três milhões de pessoas, “um recorde na história da participação portuguesa em exposições universais”.

“Com este ritmo [de afluência] estamos confiantes que vamos ultrapassar mesmo os quatro milhões”, disse Rolando Borges Martins.

Habitualmente, os pavilhões são desmontados no final do certame e enviados para os respetivos países.

O revestimento do pavilhão português, cedido pela Corticeira Amorim, deverá ficar na China, onde a empresa já tem negócios, e depois será reciclado, mas o resto, “em princípio”, seguirá para Portugal.

A Expo 2010, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), aberta no dia 01 de maio passado, decorre durante seis meses numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa), ao longo das duas margens do rio de atravessa Xangai.

É a maior exposição universal de sempre, com a participação de cerca de 240 países e organizações internacionais, e pretende ser também a mais concorrida.

O número de visitantes atingiu na quarta feira passada os 49,4 milhões e até ao final do certame os organizadores esperaram chegar ao prometido recorde de 70 milhões – mais seis milhões que a Expo de Osaka, Japão, em 1974.

Portugal apresenta-se em Xangai como “uma praça para o mundo” e “um mundo de energias”, conceitos que procuram valorizar a posição geoestratégica do país (“porta atlântica da Europa”) e “promover o espírito de inovação dos portugueses”.

Lido no Público : Proteína ajuda a impedir que os cromossomas se colem


Os telómeros, por serem o fim do cromossoma, podem ser confundidos com ADN “quebrado” e serem colados, originando grandes cromossomas. Uma equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, identificou uma proteína que ajuda a impedir este processo. A descoberta é publicada hoje na revista Nature.

Os cromossomas em forma de X que estamos habituados a ver só existem quando a célula se divide, grande parte do tempo a molécula é uma serpentina esticada com o ADN e proteínas ligados, chamada cromatina.

Quando o ADN sofre acidentes, há um grupo de proteínas que restaura os cromossomas partidos numa série de reacções. Durante este processo a divisão celular é obrigada a parar. Se isso acontecesse aos telómeros teríamos vários cromossomas colados uns aos outros, o que originaria o caos nas sucessivas divisões, com cromossomas a mais numas células e a menos noutras.

Os extremos dos telómeros terminam com uma estrutura em forma de gancho redondo a fechar o cromossoma. Este gancho forma-se devido a um complexo de proteínas. Já se sabia que estes complexos impediam a célula de “remendar” os telómeros. A equipa do IGC foi compreender estes detalhes.

Para isso utilizaram a levedura Schizosaccharomyces pombe e criaram um mutante sem uma das proteínas deste complexo. Depois, foram testando várias modificações até terem sinais de que a divisão celular iria parar. “Quando o Tiago Carneiro [o primeiro autor do artigo] conseguiu obrigar uma das proteínas, a Crb2, a estar presente nos telómeros, foi o momento eureka”, disse ao PÚBLICO Miguel Godinho, último autor. A função da Crb2 determina a paragem.

No resto do cromossoma o processo dá-se naturalmente, mas no telómero não: a histona 4, que está agarrada ao ADN e que costuma recrutar a Crb2, está alterada aqui. “Esta via é iniciada, mas nos telómeros a cromatina é diferente e a via não acontece”, diz o cientista. Isto demonstra um paradigma que ainda é recente: “A informação está contida nas proteínas que estão ligadas ao ADN.”

A equipa vai agora tentar compreender as mudanças na cromatina dos telómeros ao longo do envelhecimento, quando estes diminuem de tamanho e forçam as células a morrer. O aparecimento do cancro passa por travar este processo. O cientista explica que a medicina está a aprender a lição de Darwin: “A vida consegue adaptar-se a novos ambientes. Se existir uma barreira, há formas de contorná-la com tentativas suficientes, é o que se passa com o cancro.”

Lido no Público : Encontro internacional sobre Astronomia vai realizar-se em Lisboa esta semana

Entre segunda e sexta-feira, Portugal será anfitrião de uma das mais importantes reuniões científicas na área da astronomia mundial, a “Joint European and National Astronomy Meeting” (JENAM) 2010, que decorrerá na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Trata-se de uma iniciativa da Sociedade Astronómica Europeia, considerada pelos especialistas um “importante evento científico” que abrange temas na linha de frente da astronomia, ciências espaciais e tecnologia.

Um dos especialistas que participará no evento é Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa e membro do Centro de Astrofísica da Universidade de Lisboa, para quem Portugal terá oportunidade de demonstrar a “forte participação que tem em projectos de grande pioneirismo”.

Rui Agostinho explicou que, actualmente, existem duas grandes áreas de saber na astronomia em que a comunidade científica está empenhada: a busca de outros planetas extra solares e o conhecimento das primeiras etapas da evolução (“Big Bang”).

Trata-se de temas em que “Portugal está fortemente envolvido, com pessoas de excelente qualidade a trabalhar”, disse.

Nos próximos cinco dias estarão em Lisboa algumas das maiores referências na área da astronomia. Esta é a 18.ª edição do JENAM, em que participarão grandes instituições científicas europeias como o Observatório Europeu do Sul (ESO) e a Agência Espacial Europeia (ESA). Portugal já tinha acolhido a JENAM, em 2002, num encontro que decorreu no Porto.

8 de setembro de 2010

Lido no DN : Galeria dedicada aos baleeiros portugueses nos USA

No Museu da Baleação, em New Bedford (USA), há uma lista dos marinheiros do baleeiro Acushnet, que partiu para os Mares do Sul, em 1841. Entre os nomes, os dos portugueses George Galvan e Joseph Luis, do Faial, John Adams, de Cabo Verde, e o do americano Herman Melville. Nessa viagem, Melville aprendeu para escrever Moby Dick.

Dos seus companheiros portugueses fica a grafia manhosa dos nomes, o que era comum : os dois primeiros assentos de baptismo católico em New Bedford são de John e Lucia, filhos de "Ennis Leeshandry", dislexia do sacristão perante um Inácio Alexandre. Apesar desses desencontros, New Bedford, que foi a capital mundial da baleia, foi também a mátria da emigração lusa na América. Os baleeiros com tripulação mínima fundeavam ao largo do Faial, da Madeira ou de São Vicente, os rapazolas metiam-se nos botes, subiam a amurada e entregavam-se a percorrer os mares na caça da baleia. O seu porto passava a ser New Bedford, dali escreviam cartas de chamada e a emigração para a América começou - por ironia, à custa de uma indústria fundada por português de outras origens, o judeu sefardita Aaron Lopez.

Esse Museu da Baleação dedicado à primeira grande indústria americana só mostrava difusa memória portuguesa, como a lista do Acushnet. A partir da próxima sexta-feira vai ter, de forma permanente, uma galeria dedicada aos baleeiros portugueses.

Luso Jornal : informar, sempre !


A nova série do semanário Luso Jornal passa a ser editada pela CCIFP Editions (empresa de edições da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa) depois de ter sido obrigado a interromper a sua publicação no início de julho.

Carlos Pereira indica que o anúncio do fim do Luso Jornal fez chover na redação milhares de mensagens de solidariedade e de apoio. “Mostravam desilusão, apelavam para que encontrassemos formas de repôr o jornal e em geral as pessoas acreditavam que uma solução seria encontrada. As mensagens motivaram-me muito. Senti o quanto o jornal era importante para os leitores”.

Hoje e como vinha sendo habitual às quartas-feiras, o Luso Jornal pode ser consultado em linha no site www.lusojornal.com.

7 de setembro de 2010

UE: Portugal tem a quarta maior comunidade de emigrantes na União

Bruxelas, 07 set (Lusa) – Portugal apresenta a quarta maior comunidade de emigrantes na União Europeia, com cerca de um milhão de cidadãos portugueses a residirem noutro Estado-membro, revela um relatório hoje divulgado pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, o Eurostat.

De acordo com os dados do relatório, em janeiro de 2009 viviam no conjunto do espaço comunitário 31,9 milhões de cidadãos estrangeiros, dos quais 11,9 milhões (ou 37 por cento, mais de um terço) provenientes de um outro Estado-membro da UE.

O Eurostat aponta que os maiores grupos eram da Roménia (2 milhões de cidadãos a residir num dos outros 26 países europeus, o equivalente a 6 por cento do número total de estrangeiros na UE a 27), Polónia (1,5 milhões), Itália (1,3 milhões) e Portugal (1 milhão de habitantes, ou seja, 3 por cento do total de cidadãos estrangeiros).

Sendo 6,4 por cento da população total da UE constituída por estrangeiros, a proporção varia bastante de país para país, oscilando entre 1 por cento na Polónia e Bulgária e 44 por cento no Luxemburgo, apresentando Portugal uma taxa de imigrantes abaixo da média comunitária, de 4,2 por cento (443 mil cidadãos estrangeiros a residir no país).

Entre os estrangeiros a viver em Portugal, a grande maioria é originária de países terceiros, de fora da União: 3,4 por cento do total da população, contra somente 0,8 por cento de cidadãos oriundos de outro Estado-membro do espaço comunitário.

6 de setembro de 2010

Nelson Martins, dessinateur de BD


Nelson Martins est venu en France en 2009 au célèbre festival de BD d'Angoulême et a fait des rencontres, notamment des responsables des éditions belges Joker.

Associé à un auteur belge dont c'est également la première BD, il a présenté cette année "Tout sur les célibataires", une séquence de gags humoristiques mettant en scène 3 hommes et 3 femmes.

5 de setembro de 2010

Thé... ou chá ?


Un lecteur portugais a réagi au petit article d'hier et a demandé pourquoi on disait chá en portugais et thé en français. Après plusieurs recherches, voici une petite explication :

Le sinogramme pour thé est qui a deux prononciations différentes suivant les dialectes.

La prononciation officielle, aussi utilisée en cantonais et en mandarin et qui s'est sans doute répandue depuis Canton et Hong Kong, est chá, et vient du mot cueillir. Plusieurs langues l'ont empruntée dont le portugais (chá), le tchèque (tchaï), le russe (tchaï), le japonais (茶, ちゃ, cha), l'arabe (chaï), le hindi (chaï), le turc, l'arménien oriental et le persan.

L'autre prononciation est te qui vient du chinois désignant cette boisson dans le dialecte minnan, parlé notamment dans le Sud du Fujian où se trouve le port de Fuzhou aussi appelé Amoy par les Malais et qui servit de base à l'exportation des premiers thés par mer. Les Hollandais le nommèrent thee, d'où le français thé, l'anglais tea, l'allemand Tee, etc.

4 de setembro de 2010

Thé...

il me semble intéressant de parler de cette boisson mondialement connue, revenir sur quelques idées reçues et rendre aux portugais ce qui est aux portugais (pardonnez cette tirade chauviniste !).

Selon la légende, l'empereur Shen Nung, surnommé "guérisseur divin", avait décrété que le peuple devait faire bouillir l'eau avant de la consommer, afin de limiter les épidémies qui sévissaient à l'époque. Des feuilles se seraient détachées d'un arbre, auraient légèrement infusé et donné une teinte marron au breuvage que ce curieux aurait goûté et apprécié. Le thé serait ainsi né, rapidement adopté par les habitants. Des fouilles archéologiques ont permis de découvrir des récipients pour le thé dans les tombeaux de la dynastie Han. C'est au cours de la dynastie TANG (de 618 à 906) que le thé est devenu boisson officielle en Chine. Au cours du VIIIème siècle Lu Yu a écrit le premier livre sur le thé, "Ch'a Ching".

Des moines boudhistes japonais ayant étudié en Chine ont fait connaître au Japon cette boisson, conscients de son importance lors de la méditation, sans oublier son agréable saveur. Sa dégustation est devenue une forme d'art et a rapidement acquis un statut particulier, qui a culminé avec une cérémonie artistique, le "Cha-no-yu".

C'est à partir de 1560 que le thé a commencé à sortir de ces frontières. Bien que le Portugal ait été le premier pays européen à consommer le thé (ramené d'Orient par ses navigateurs), ce sont les hollandais qui en ont importé en premier, après avoir établi des relations commerciales avec l'île de Java. Très en vogue en Hollande, il est vite parti à la conquête d'autres pays européens mais, vu son prix élevé, n'était consommé que par les couches de population plus fortunées. En 1650 les hollandais ont emmené le thé sur le continent américain, plus précisemment sur leur colonie "New Amsterdam", l'actuelle New York.

Pour invraisemblable que cela puisse paraître, le thé n'arrive en Angleterre qu'en 1652, grâce à la princesse portugaise Catherine de Bragance, fille du roi D. João IV et de la reine D. Luísa de Gusmão, qui a épousé Charles II et présente aux anglais le thé, rapidement devenu la boisson favorite des gens de la cour. L'Angleterre passe sa première commande de thé (environ 50 kg) en 1164 à la Compagnie des Indes Orientales. Mais vers 1689 les ventes de thé ont presque totalement cessé, à cause de l'impôt qui l'onérait. C'est le premier ministre William Pitt qui en 1784 a diminué de cet impôt de 119 % à 12,5 % et le thé est devenu un bien accessible à un plus grand nombre de personnes.
Le monopole de la Compagnie des Indes Orientales avec la Chine cesse en 1834 et le thé commence à être produit par d'autres pays, comme l'Inde et le Ceylan. Les chiffres le prouvent : quand le thé était exclusivement chinois les Anglais n'en consommaient que 900 g par an et par personne et ce chiffre a atteint 2,800 kg quand d'autres pays l'ont produit et dont considérablement réduit son coût. Un nouveau art de vivre était né, avec une tasse de thé dans les mains !
Pays producteurs de thé :


Pays consommateurs de thé :


3 de setembro de 2010

Lido no DN : Veneza vê fotos da Nazaré feitas por Kubrick em 1948


Em Agosto de 1948, um jovem fotógrafo americano de 20 anos chamado Stanley Kubrick chegou a Portugal para fazer uma reportagem para a prestigiada revista Look, então a grande rival da Life, e para a qual trabalhava desde 1945.

Os editores de Kubrick tinham-lhe dito para ir fotografar os locais turísticos mais conhecidos de Portugal, um país que tinha escapado incólume aos horrores da IIa. Guerra Mundial, bem como os principais monumentos e as igrejas mais antigas, ao acompanhar as férias de um casal de compatriotas, Jan e Bill Cook.

Só que o jovem fotógrafo - e futuro autor de filmes como Spartacus e 2001: Odisseia no Espaço -, deixou-se fascinar por uma vila de pescadores chamada Nazaré. E por lá se demorou a fotografar os locais, a faina da pesca e sobretudo os rostos das crianças e as mulheres vestidas de negro.

Algumas dessas fotografias feitas por Stanley Kubrick na Nazaré, há precisamente 62 anos, fazem parte da grande exposição Stanley Kubrick Fotógrafo: 1945-1950, que abriu há dias no Instituto Veneto di Scienze, Lettere ed Arti, em Veneza (www.mostrakubrick.it), prolongando-se até ao dia 14 de Novembro.

A mostra traz à luz do dia mais de 200 fotografias feitas por Kubrick entre 1945 e 1950, anos em que trabalhou para a Look , seleccionadas entre os mais de 12 mil de negativos descobertos por Rainer Crone, um professor alemão de História de Arte, na Biblioteca do Congresso de Washington e no City Museum de Nova Iorque. "Ainda estavam nos sacos de plástico da revista Look em que foram guardados, cobertos de pó", contou Crone à AFP. Muitas das fotos agora expostas eram inéditas.

Ainda segundo a AFP, Stanley Kubrick Fotografo: 1945-1950 virá a Lisboa para o ano, depois de passar por cidades como Nova Iorque ou Lugano. O DN não conseguiu apurar qual a instituição que a acolherá.

Rainer Crone é o autor do livro Stanley Kubrick: Drama and Shadows (Pahaidon Press, 2006), e conta a vinda do realizador à Nazaré no capítulo Travelling in Portugal. Na década de 50, grandes fotógrafos estrangeiros como Henri Cartier-Bresson, Edouard Boubat ou Bill Perlmutter passariam por Portugal, e seriam também atraídos pela Nazaré.

A exposição, que revela já o perfeccionismo do Stanley Kubrick- -fotógrafo, que se manifestaria mais tarde no Stanley Kubrick-cineasta, está dividida em oito blocos: a viagem a Portugal, o dia-a-dia de Mickey, um pequeno engraxador de Brooklyn, os artistas de circo, a Universidade de Columbia, a captura de criminosos pela polícia de Nova Iorque, uma instituição privada para órfãos de guerra, os músicos de jazz Dixieland na noite nova-iorquina e o quotidiano glamouroso da debutante Betsy von Fürstenberg.

Segundo Rainer Crone, Stanley Kubrick "inventou um conceito totalmente novo de fotografia, completamente diferente, que consiste em contar histórias com imagens fixas. Ele já então era um cineasta, todas estas fotos são verdadeiros storyboards". E é de uma fotorreportagem, Prizefighter, sobre o pugilista Walter Cartier, que sairia, em 1951 o primeiro filme de Kubrick: a curta-metragem Day of the Fight.

Tempura : une petite note historique...


Dans la série "gastronomie", une petite note sur un terme culinaire : la "tempura" qui a éveillé ma curiosité et dont j'ai cherché à connaître l'origine. Je fus très étonnée quand j'ai appris que les Portugais y étaient pour beaucoup. Voici donc la petite histoire de la tempura :

L'arrivée des Portugais au Japon au milieu du XVIème siècle est à l'origine de ce plat emblématique de la gastronomie nippone. La tempura, ainsi que le "pão de ló" - kasutera en japonais - est un héritage lusitanien de plus de 450 ans ! C'est pendant la période Muromachi (du XIVème au XVIème siècle) que les missionnaires jésuites sont arrivés au pays du soleil levant. Fidèles aux principes religieux de la Compagnie de Jésus, les missionnaires ne mangeaient pas de viande pendant le Carême. Il était habituel de manger des légumes et du poisson pendant cette période (têmpora en portugais). Les aliments étaient coupés en petits morceaux, passés dans une pâte et frits. Les japonais ont adopté cette technique. De plus, ils n'étaient pas de grands consommateurs de viande, de part leur tradition boudhiste.

La friture des aliments faisait déjà partie des habitudes japonaises, l'unique huile alimentaire disponible était de sésame, mais son prix élevé rendait sa consommation rare. C'est à partir du moment où une autre huile végétale destinée à l'éclairage a commencé à être utilisée que les fritures sont devenues courantes.

Les missionnaires ont fini par être expulsés mais la tradition est restée. Ce sont les marchés de rue du XVIIIème siécle qui ont rendu la tempura populaire. Bon marché, elle pouvait être dégustée dans la rue sans l'utilisation des hashi (petites baguettes). La pâte qui enveloppait les morceaux de légumes s'est transformée em une panure très légère et croquante.

La tempura de légumes (oignon, carotte, poivron, asperges) est connue sous le nom de "shojinage" (Shojin signifiant abstinence), la tempura de crevette sous celui "d'"ebi". L'accompagnement habituel est la sauce "tentsuyu" et du navet cru râpé pour faciliter la digestion. Plutôt que l'association à la pédiode de carême, les historiens indiquent que la génèse du nom tempura vient directement du latin "Temperare" qui a donné le nom portugais de "tempero".

La base de la tempura est facile : acheter de la farine tempura dans un magasin spécialisé ou au rayon exotique du supermarché. Ajouter de l'eau gelée jusqu'à obtenir la consistance désirée. L'huile de friture doit être à 170-180º. Passer les légumes ou les crevettes dans cette pâte. Retirer l'excédent. Surveiller la cuisson. Faire égoutter sur du papier absorbant.

Quoiqu'il en soit, une belle façon d'accomoder des légumes et les crevettes !!!

Gastronomia portuguesa...


Il y a peu, j'ai eu occasion de faire une liste de restaurants à ne pas manquer dans la région de Porto, pour un cuisinier nantais qui allait passer 5 jours au Portugal. Nous nous sommes rencontrés aujourd'hui et j'étais très curieuse d'avoir les impressions de ce professionnel.


Il est revenu enchanté de ses découvertes gastronomiques, s'est révélé étonné par certains produits que l'on présente ensemble (comme par exemple un agneau avec un riz rôti et des pommes de terre au four), a goûté avec une certaine réticence les "papas de sarrabulho", a apprécié ce que nous appelons "esparregado", s'est émerveillé de la fraîcheur des poissons et de la façon tout particulière de les accomoder avec de simplement les griller, bref, a regretté que la gastronomie portugaise ne soit pas mieux connue à Nantes.


Et il a été sidéré par la qualité des vins qui ont accompagné les repas, même ceux qu'on lui servait en pichet !


J'espère qu'avec son soutien et sa participation active, il sera possible, l'année prochaine, d'organiser un événement autour de cette gastronomie si méconnue.


En attendant, des petits articles seront postés sur les spécialités portugaises selon les régions.

Texto do poema "Cântico negro" de José Régio


e recordar um serão poético intenso no dia 24 de Abril de 2010 :

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!



José Régio, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901 e faleceu em 1969. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre. Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta, que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu. Com o livro de estréia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.

Lido na Lusa : Entradas sem visto passam a custar 11 euros a partir da próxima semana


Nova Iorque, 02 set (Lusa) – As entradas nos Estados Unidos com isenção de visto vão passar a custar aos viajantes 14 dólares (11 euros) a partir de 8 de setembro, anunciou a autoridade norte-americano para alfândegas e fronteiras.

A nova taxa para os viajantes de países incluídos no programa de isenção de vistos, de que Portugal faz parte, acompanha o pedido do Sistema Eletrónico para Autorização de Viagem (ESTA, na sigla inglesa), obrigatório desde janeiro do ano passado antes do embarque para os Estados Unidos.

Segundo o departamento de Alfândegas e Proteção de Fronteiras, a taxa, introduzida interinamente, será liquidada no momento de pedido autorização ou de renovação, através de cartão de débito ou crédito, e estes não serão processados até que o pagamento seja aceite.

Uma vez aprovadas, as autorizações são normalmente válidas para entradas múltiplas nos Estados Unidos, por um período de até dois anos.

Este período pode ser inferior, se a validade do passaporte do viajante expirar ou em condições excecionais que obriguem a que o viajante efetue novo pedido.

O pagamento da taxa será exigido para viajantes com novos passaportes ou em novos pedidos de ESTA.

A agência norte-americana está a aceitar comentários à nova legislação, através do Federal Rulemaking Portal, até 8 de outubro.

É recomendado que os visitantes preencham o ESTA na internet assim que comecem a planear a sua viagem para os Estados Unidos.

O programa de isenção de vistos – “Visa Waiver Program” – foi criado de forma experimental em 1986 e tornado definitivo no ano 2000, tendo em vista estimular o turismo e negócios.

Permite a cidadãos de 36 países, incluindo Portugal, entrar nos Estados Unidos sem visto, por um período de até 90 dias, para turismo e negócios.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos eliminou recentemente o formulário em papel para entradas e saídas no país de detentores de passaportes de países incluídos no programa.

As receitas da nova taxa irão para a administração do sistema ESTA (4 dólares por viajante) e para a promoção do turismo (10 dólares).

A Comissão Europeia tem vindo a criticar a alteração, através da comissária para os Assuntos Internos, Cecilia Malmstrom.

No Reino Unido, algumas associações de defesa dos consumidores estão a recomendar que os pedidos de ESTA sejam feitos imediatamente, por todos os que prevejam viajar para os Estados Unidos nos próximos dois anos, mesmo que não tenham nenhuma viagem marcada.

Através do ESTA, o Departamento escrutina as informações relativas a cada passageiro antes da sua partida.

O preenchimento online do ESTA, para entradas e saídas nos portos e aeroportos, tornou-se obrigatório a 12 de janeiro de 2009, como medida de proteção das fronteiras norte-americanas.

Clique aqui para aceder o ESTA (em português) !



Lido na Lusa : Português conquista 1º lugar em hip-hop em campeonato mundial de Street Dancev

Lisboa, 02 set (Lusa) - O bailarino e coreógrafo português António Silva conquistou o primeiro lugar na categoria de solos de hip-hop do “UDO 2010 World Street Dance Championships”, que decorreu no final de agosto em Blackpool, no Reino Unido, foi hoje anunciado.

De acordo com Liliana Silva, agente do bailarino de 30 anos, nascido no Porto, nesta competição, que decorreu entre 27 e 30 de agosto, participaram cerca de 900 concorrentes de todo o mundo.

O campeonato é organizado pela UDO - United Dance Organization do Reino Unido, onde António Silva se deslocou com o seu grupo de dança, os NextLevel, uma equipa de bailarinos portugueses de street dance.

Ainda de acordo com a agente, as irmãs gémeas Ana Paula e Ana Sofia Rodrigues - também membros do grupo NextLevel - conquistaram igualmente o segundo lugar nas provas de duplas e de quadras (dois e quatro bailarinos a dançar ao mesmo tempo).

"Esta foi a melhor qualificação de sempre da presença portuguesa na competição no Reino Unido", assinalou a agente do grupo comentando que naquele país e nos Estados Unidos "há um grande apoio ao street dance, ao contrário do que acontece em Portugal".

Nascido no Porto, António Silva começou a aprender dança jazz aos sete anos na Associação Recreativa Restauradores do Bras-Oleiro, onde foi aluno da professora Cristina Sampaio, e prosseguiu depois os estudos em ballet e dança contemporânea na escola Ginasiano, em Gaia.

Só anos mais tarde começou a praticar hip-hop na Suécia, regressou a Portugal e foi aluno de Raul Pereira, e mais tarde de Patrick Chen, bailarino norte-americano que já atuou com artistas como Janet Jackson e Justin timberlake.

António Silva fundou o grupo NextLevel, é coreógrafo e formador em street dance.

2 de setembro de 2010

Lido no DN : Historiador lança nova biografia de Salazar

A restauração da monarquia em Portugal durante o Estado Novo foi travada pela divisão dos monárquicos, pelas 'muitas correntes ideológicas' a que o regime tinha de atender mas também pelo próprio Salazar, que 'não podia admitir tal coisa'.

A tese é defendida, em declarações à agência Lusa, pelo historiador português Filipe Ribeiro de Meneses, autor da obra 'Salazar', a mais recente biografia do político português António Oliveira Salazar, cuja edição portuguesa chegará às livrarias na próxima semana.

Para o investigador da University of Ireland, a tese de que foi Salazar quem comprometeu a possibilidade de restauração da monarquia é alimentada pela ideia de 'que Portugal poderia ter seguido o exemplo espanhol'.

'Em Espanha, Francisco Franco pôde -- muito lentamente, e controlando de perto o ritmo dos acontecimentos -- restaurar a monarquia. Fê-lo, porém, após a guerra civil de Espanha, durante a qual o republicanismo espanhol foi destroçado. Franco tinha apenas de gerir a oposição de certos elementos falangistas à ideia monárquica e controlar o desejo de protagonismo do herdeiro ao trono, o príncipe D. Juan', disse.

No caso de Portugal, porém, 'a situação era bem diferente'.

'O Estado Novo, saído da Ditadura Militar iniciada em 1926, continha -- como a própria Ditadura -- muitas correntes ideológicas. Os monárquicos (também eles divididos) eram uma facção importante, mas minoritária. Salazar precisava de manter a ilusão da possibilidade do regresso da monarquia, através de gestos simbólicos', referiu.

O regresso dos restos mortais de D. Manuel II e, mais tarde, de D. Miguel, a importância prestada à família de D. Duarte Nuno a partir dos Centenários de 1940 foram gestos destinados a 'garantir o apoio' da facção monárquica.

Mas Salazar 'não podia ferir directamente a opinião republicana maioritária' -- 'em Espanha o Exército era monárquico; em Portugal não o era', observou.

'Por outras palavras, a restauração da monarquia não estava ao alcance de Salazar, mesmo se a quisesse efectuar -- mas ele não podia admitir tal coisa', comentou.

Ao longo de cerca de 800 páginas, o historiador português retrata outros aspectos da vida do homem cuja figura se confunde com o próprio Estado Novo.

Da investigação, que foi lançada no final do ano passado nos Estados Unidos em primeira mão, resulta ainda a não existência da 'menor indicação de que Salazar tenha hesitado quanto ao caminho a seguir em relação ao Ultramar'.

'Houve reformas administrativas, claro está, abriram-se as colónias ao investimento estrangeiro e deu-se a criação do Espaço Económico Português: mas a palavra de ordem era resistir. Havia condições, julgou Salazar, para isso: podia-se incluir a guerra colonial no contexto da Guerra Fria, desenvolvendo-se assim um discurso de defesa do Mundo Ocidental, mesmo que contra a vontade deste', argumentou o historiador.

A 'posição de força' em que o regime estava foi, no entanto, sobrestimada por Salazar, 'ignorando as consequências de um possível (ou provável, no entender do resto do mundo) fracasso'.

O investigador português considerou ainda que Salazar se absteve de apontar um sucessor porque a escolha 'de um favorito' apontaria 'o fim da sua carreira política'.

'Mesmo assim o Estado Novo resiste, e tem estabilidade suficiente para resolver o problema da sucessão, escolhendo-se alguém tido como o mais capaz de todos os candidatos', apontou Filipe de Meneses, considerando que nenhum sucessor teria conseguido fazer evoluir um regime que perdeu a capacidade de se adaptar e 'cristalizou' - vulnerabilizando-se - com a guerra colonial.

Courrier International : Lisbonne, ville fantôme


Le coeur de Lisbonne a pris un coup de vieux. Tel est le diagnostic d'Helena Roseta, conseillère municipale chargée du logement. Les immeubles abandonnés sont nombreux dans le centre historique, dans des quartiers aussi célèbres que Chiado, Baixa, Alfama, Graça ou Alcântara. C'est le cas même dans les secteurs les plus cotés. Entre les boutiques de luxe, les hôtels, les banques et les entreprises multinationales surgissent des bâtiments à un stade de dégradation avancé. La municipalité en dénombre une quinzaine sur l'Avenida da Liberdade, la principale artère de Lisbonne. Lisbonne et Porto se classent en tête des villes de l'Union européenne qui se sont le plus dépeuplées depuis 1999 et affichent la plus forte proportion (24 %) d'habitants de plus de 65 ans.

Helena Roseta, architecte de métier, œuvre depuis des années en faveur d'une politique du logement digne de ce nom, et a été réélue en octobre 2009 en tant que conseillère municipale sans étiquette sur la liste du Parti socialiste. Elle relève trois points communs dans le paysage urbain de villes comme Lisbonne, Porto et Braga : le grand nombre d'appartements vides, le déclin démographique et le vieillissement de la population. Selon un recensement de 2008, Lisbonne compte 4 000 immeubles désaffectés, sur un total de 55 000. "Une partie d'entre eux bénéficient déjà de programmes de réhabilitation adoptés par la municipalité, mais d'autres ne peuvent pas être rénovés et devront être démolis", précise Manuel Salgado, architecte lui aussi et adjoint au maire chargé de l'urbanisme.

Ces trente dernières années, Lisbonne a perdu environ 100 000 habitants tous les dix ans, passant de 800 000 à 500 000 environ aujourd'hui. Salgado assure avoir "parfaitement identifié" les causes de ce dépeuplement : "La mauvaise qualité des équipements de proximité (crèches, écoles, centres de santé), la recherche de logements individuels et, de loin la première cause, le prix du mètre carré, qui est deux à trois plus cher à Lisbonne que dans les communes limitrophes." Selon les chiffres de la municipalité, un quart de la population lisboète vit sous le seuil de pauvreté. D'un côté, donc, des retraités, chômeurs et RMistes et, de l'autre, des personnes plus aisées qui peuvent accéder sans problème au marché du logement lisboète mais qui élisent souvent domicile dans les zones les plus cotées des environs, comme [les stations balnéaires d'] Estoril et Cascais.

La ville emploie 650 000 personnes mais compte seulement 500 000 habitants, dont un quart sont des actifs, explique l'adjoint au maire. "Cela signifie que, chaque jour, plus d'un demi-million de personnes entrent et sortent de Lisbonne. C'est un cas presque unique en Europe, comparable seulement à celui d'Oslo, et qui ressemble davantage à ce qui se passe dans les villes américaines", précise João Seixas, professeur de géographie à l'université de Lisbonne.

Les conséquences de ces mouvements quotidiens sont dramatiques pour une ville qui se remplit et se vide comme un poumon : déséquilibres, embouteillages, pollution et bruit. "Il y a 162 000 véhicules immatriculés à Lisbonne, et il en entre quotidiennement 400 000, qui provoquent de grandes nuisances pour la ville et ne rapportent rien à la municipalité puisqu'ils paient leurs taxes dans d'autres communes", déplore Salgado.

Le soir et le week-end, Lisbonne se vide, et certains quartiers prennent des airs fantomatiques. Certains quartiers plus centraux, où les bâtiments abandonnés sont légion, souffrent d'un manque criant de services. La demande étant limitée, l'offre de boutiques, de bars et de taxis l'est aussi, ce qui fait fuir les habitants les plus jeunes, qui préfèrent s'installer dans des quartiers plus excentrés mais plus vivants.

Propriétaires, locataires et autorités municipales se renvoient la responsabilité de la dégradation du parc immobilier. Les premiers se plaignent de la loi régissant les rapports entre bailleurs et locataires, qui remonte aux années 1950, en pleine dictature de Salazar, et maintient les loyers gelés à un montant dérisoire qui ne permet pas de financer des travaux de réhabilitation.

Malgré la décadence du vieux Lisbonne élégant, la beauté de la ville, avec ses sept collines et le Tage omniprésent, continue d'exercer un puissant attrait sur les visiteurs étrangers. Consciente de cet atout, la municipalité a trouvé un outil pour redonner vitalité à la capitale : le programme Erasmus, qui encourage la mobilité des étudiants au sein de l'Union européenne. "Notre objectif est de transformer Lisbonne en ville Erasmus", assure Manuel Salgado. A en croire les indicateurs municipaux, les 3 000 étudiants étrangers qui arrivent chaque année contribuent déjà à dynamiser le marché du logement locatif.

Lido na Lusa : Número de dias quentes aumenta mais na Península Ibérica do que no resto do mundo


Na Península Ibérica, os dias estão a ficar mais quentes do que no resto do mundo, concluiu um estudo da Universidade de Salamanca (USAL), em Espanha, publicado na revista “Climatic Change”.

Devido ao impacto que as temperaturas extremas têm na agricultura e na saúde, os investigadores da USAL analisaram as variáveis mais representativas destes extremos térmicos desde 1950 a 2006.

Os resultados revelaram que, para a Península Ibérica, registou-se um aumento dos dias quentes maior do que no resto do mundo. Também foi detectada uma diminuição das noites frias, tendência que acompanhou a descida global.

São poucos os estudos que se centram nos extremos climáticos e nas alterações que estão a ocorrer nas temperaturas máximas e mínimas ou nas variáveis dias quentes e noites frias.

Até agora, a maioria dos investigadores tinha analisado as alterações da temperatura média à escala global. Estes resultados indicavam que o aumento das temperaturas se deve “mais provavelmente” a factores antropogénicos.

Esta nova investigação permitiu analisar, do ponto de vista físico, as causas das variações dos extremos climáticos, ou seja, verificar “que alterações se estão a produzir nas massas de ar que chegam à Península Ibérica, bem como na temperatura do mar”, segundo explicou ao diário espanhol “El Mundo” Concépcion Rodríguez, autora principal do trabalho e investigadora do Departamento de Física Geral e Atmosfera da Universidade de Salamanca.

“A tendência de diminuição de noites frias corresponde com a obtida à escala global, segundo o relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC). No entanto, o crescimento de dias quentes na Península Ibérica é superior ao obtido globalmente para todo o planeta”, afirmou.

Para explicar estas diferenças, a equipa científica relacionou o aumento de dias quentes com índices que representam a variação das características da atmosfera e dos oceanos.

Desta forma, “os dias quentes estão relacionados com os padrões atmosféricos, enquanto as noites frias dependem da temperatura do mar [do Atlântico Norte]”, explicou a investigadora.

O tempo que traz a massa de ar desde o Norte de África é a principal causa do aumento de dias quentes. “O tipo de tempo que provoca mais noites frias é a depressão sobre o golfo de Génova, que transporta ar seco e frio do Centro da Europa para Espanha”, argumenta Concépcion Rodríguez.

A investigadora acrescenta ainda que as alterações no número de dias quentes e de noites frias são mais pronunciadas a sudoeste e noroeste da Península Ibérica e que “uma das causas prováveis destas alterações é a variação da temperatura superficial do mar no Atlântico Oriental”.

Lido no Parisien : Filipe Oliveira Batista nouveau directeur artistique de Lacoste


Lacoste a trouvé son nouveau directeur artistique en la personne de Felipe Oliveira Baptista. Le créateur portugais, déjà à la tête d'une marque éponyme reprend donc le flambeau laissé par Christophe Lemaire, parti chez Hermès. De nouvelles fonctions qui prendront effet dès le 1er septembre 2010.

Accumulant les nominations au prix de l'Andam, lauréat du Grand Prix du Festival de Hyères en 2002, ce surdoué diplômé de la Kingston University de Londres a intégré le calendrier officiel de la couture en 2005 et fait défiler ses collections de prêt-à-porter à Paris depuis 2009.

Felipe Oliveira Baptista présentera sa première collection pour Lacoste lors de la Fashion Week de New-York de juillet 2011. Dynamisée par la créativité de Lemaire depuis plusieurs saisons, la marque au crocodile a su imposer son style élégant et décontracté et compte bien, sous l'impulsion de Baptista, faire perdurer ses codes du sportswear couture.


Pour avoir un aperçu de ses oeuvres, rendez-vous sur son site www.felipeoliveirabaptista.com

1 de setembro de 2010

Nova coordenadora do ensino do português em França

A Dra. Maria Adelaide da Silva Cristóvão assumiu hoje estas funções.
Nascida a 20 de Fevereiro de 1954, é licenciada em Filologia Românica (1979) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre em Literatura e Cultura Portuguesas (1990) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e doutorada em Línguas e Literaturas Românicas : Português (2007) pela Universidade de Paris Ouest Nanterre La Defense (França).
Iniciou a sua carreira como docente do ensino secundário em 1975 ; concluiu a profissionalização em exercício para o magistério das disciplinas de Português e Francês em 1982, sendo actualmente docente com nomeação definitiva em quadro de escola. Exerceu o cargo de delegada da disciplina de Português (1984-1985 e 1985-1986) e foi membro do conselho directivo (1986-1987) da Escola Secundária Veiga Beirão, em Lisboa. De 1985 a 1988, leccionou a disciplina de cultura portuguesa para estrangeiros nos cursos de Língua e Cultura Portuguesas e nos cursos de Formação de Professores de Português Língua Estrangeira do Departamento de Língua e Cultura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Desde 1995, é leitora do Instituto Camões em França. Exerceu a sua missão nas Universidades da Picardia Jules Verne em Amiens e de Paris 8 Vincennes — Saint Denis e no Centro Cultural — Instituto Camões de Paris onde é coordenadora dos cursos de Português, desde 2001. Integrou a equipa de redacção do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, dirigida pelo Prof. Doutor Malaca Casteleiro, de 1988 a 1995. No âmbito da sua missão de leitora, tem colaborado na organização de actividades de promoção e de divulgação cultural, nomeadamente colóquios internacionais sobre temáticas e escritores de língua portuguesa.
É membro do CRILUS (Centro de Investigação Interdisciplinar sobre o Mundo Lusófono), da Universidade Paris Ouest Nanterre La Défense, desde 1998, e autora de publicações nas áreas da literatura e cultura de tradição oral e do ensino do português língua estrangeira.

Lusavox / à descoberta de novos talentos musicais lusodescendentes


O Ministério dos Negócios Estrangeiros - MNE, a PT Comunicações, S.A., através do seu portal SAPO, a Edições Valentim de Carvalho, S.A. (Valentim de Carvalho) e a Rádio e Televisão de Portugal S.A. (RTP), associaram-se para promoção de um concurso destinado à descoberta de novos talentos musicais luso - descendentes. A promoção da cultura portuguesa e as suas diferentes formas de expressão, está subjacente aos princípios de todas as entidades envolvidas neste projecto e consubstancia-se no apoio ao lançamento da carreira artística de novos talentos na área musical, reforçando o nome de Portugal e da qualidade dos seus artistas.
O concurso "LusaVox-música", doravante denominado "concurso", destinado a premiar o artista ou grupo/banda com a oportunidade de gravação (musical e vocal) de um primeiro trabalho de originais, rege-se pelo seguinte:


REGULAMENTO


1. – CANDIDATURAS
1.1. O concurso será aberto on-line, a todos os cidadãos portugueses ou lusodescendentes, residentes fora de Portugal, devidamente registados no consulado da área da residência.
1.2. As inscrições estarão abertas de 23 de Agosto de 2010 a 16 de Outubro de 2010, através da entrega / envio de maquetas para o endereço www.lusavox.sapo.pt
ou junto de uma estrutura diplomática ou consular de Portugal.
1.3. As inscrições só serão consideradas válidas, após o preenchimento de um formulário próprio disponibilizado para o efeito, e após validação dos dados, por parte do MNE e apreciação qualitativa da maqueta, relativamente aos padrões mínimos exigidos para o concurso.
1.4. A validação on-line não demorará mais do que 5 dias úteis, sendo o artista informado da sua disponibilização na Internet para o e-mail que indicar.
1.5. Encerrado o período de inscrições, o júri seleccionará as 10 finalistas, até ao dia 25 de Outubro de 2010. O júri será composto por representantes dos parceiros do projecto , e das suas decisões não cabe recurso. A votação do júri é soberana e representa a sua opção crítica aos trabalhos apresentados. Sendo naturalmente subjectiva a votação individual dos seus membros, a pontuação final do júri representará o consenso dos seus elementos, que detém competência técnica para avaliar o potencial dos projectos.
1.6. A avaliação do reportório apresentado a concurso será feita por um júri composto por representantes dos parceiros do projecto, a indicar até ao dia 15 de Outubro de 2010.
1.7. Os suportes dos temas inscritos, usados para análise e selecção do júri, não serão devolvidos aos autores.
1.8. Os projectos seleccionados para a final serão divulgados pelo período de 15 dias no endereço www.lusavox.sapo.pt.
1.9. Os resultados serão divulgados no site http://www.lusavox.sapo.pt/
1.10. Maquetas:
(i)Cada participante poderá apresentar a concurso no máximo 3 maquetas.
(ii) Juntamente com as maquetas deverá ser enviada uma fotografia do artista ou grupo;
(iii) As maquetas deverão ser constituídas por um só tema, e este não deverá exceder a duração de 4 minutos;
(iv) Para inscrição a concurso, cada composição deverá ser disponibilizada directamente no site www.lusavox.sapo.pt;
(v) Deverá ser disponibilizada a letra da canção concorrente.
(vi) As letras das canções deverão ter, obrigatoriamente, no refrão ou noutro local uma estrofe em língua portuguesa.
(vii) A composição tem de ser original (não são aceites covers).


2. - REQUISITOS DE PARTICIPAÇÃO
2.1. Apenas poderão concorrer todos os portugueses ou luso-descendentes, residentes fora de Portugal;
2.2. Todos os intérpretes terão de ter ente 18 e 35 anos de idade, até 31 de Outubro de 2010 inclusive.
2.3. Serem os legítimos e exclusivos titulares dos direitos sobre as gravações das maquetas e que não violam nem infringem violação de direitos de terceiros, nomeadamente em matéria de direitos de propriedade intelectual e industrial, ou qualquer outra lei aplicável;
2.4. Que a utilização do nome artístico escolhido e adoptado pelos artista ou grupo/banda não constitui, seja a que título for, violação de direitos de terceiros, nomeadamente em matéria de direitos de propriedade intelectual e industrial, ou qualquer outra lei aplicável;
2.5. Que obtiveram junto de cada autor e executante, ou de qualquer pessoa cujos direitos, interpretações, prestações artísticas, imagens e/ou serviços se encontram incluídos ou incorporados nas gravações, todos os consentimentos, autorizações e renúncias de direitos (se existentes), necessários para que a maqueta possa ser difundida através dos sítios na internet dos parceiros deste projecto.
2.6. As/Os grupos/bandas apenas poderão ser compostos por até cinco elementos, tendo estes de preencher os requisitos de qualquer artista deste concurso.


3. - OBRA
3.1. As composições inscritas, sob pena de desclassificação sumária em qualquer das fases do concurso, deverão ser necessariamente inéditos ou edições de autor (desde que não haja nenhuma editora envolvida).
3.2. Cada intérprete só poderá cantar uma canção.
3.3. Cada concorrente (artista individual ou grupo) terá de interpretar o seu tema em directo no palco, caso seja seleccionado para a Gala final.


4. - DIREITOS
Os concorrentes autorizam, a título gratuito, universal, irrevogável e perpétuo, a divulgação em streaming das maquetas a concurso, através do Portal Sapo ou dos sites dos parceiros do projecto, bem como a utilização do nome do artista ou banda, imagem e voz, sem qualquer tipo de ónus.


5. - DIREITOS DE TRANSMISSÃO
5.1. Todos os concorrentes do concurso concedem aos promotores do concurso, direitos exclusivos mundiais, ilimitados no tempo, para preparar, reproduzir e difundir as interpretações das canções a concurso, que abrangem a transmissão em directo ou diferido, no todo ou em parte, para recepção privada ou pública e em número ilimitados de vezes, via rádio ou televisão.
5.2. Entende-se que o exercício destes direitos inclui igualmente a transmissão em directo e / ou diferido via Internet e / ou a transmissão sem fios (incluindo via telefones móveis ou receptores portáteis), via satélite, por sistemas de televisão por cabo, MMDS, DTH e TDT possibilitando ainda a utilização on – demand, no todo ou em parte, isenta de encargos ou contra pagamento da actuação, das canções em tais meios.


6. - DIREITOS DE COMPILAÇÃO EM CD E DVD
6.1. Todos os concorrentes do concurso concedem aos promotores do concurso sem qualquer contrapartida ou encargos os direitos para o mundo inteiro, ilimitados no tempo e sem qualquer tipo de ónus, de incorporar um registo áudio/fonográfico e ou audiovisual/videográfico da canção seleccionada e da sua interpretação na final do concurso “LusaVox-música”, juntamente com os registos de todas as outras canções da final do concurso, num CD ou DVD (ou suportes similares) e noutros produtos de média, que serão comercializados pela Valentim de Carvalho ou por uma terceira parte por esta designada para o efeito.
6.2. Tal compilação conterá fixações das interpretações das canções, na final do concurso “LusaVox-música” e não prejudicará nem poderá ser prejudicada por qualquer acordo de produção existente ou futuro dos participantes na final do concurso do artista ou de outros detentores de direitos.


7. - DIREITOS DE EXCERTOS
Todos os concorrentes do concurso concedem aos promotores do concurso direitos não exclusivos, ilimitados no tempo, para incorporar um registo áudio ou vídeo, das canções seleccionadas e da canção vencedora, em todo ou em parte, em quaisquer outros serviços fornecidos por outras estações de rádio ou televisão.


8. - MATERIAL PROMOCIONAL
Todos os artistas e demais detentores de direitos, deverão autorizar o uso, reprodução, impressão e publicação do seu nome, imagem, voz, fotografia e biografia, em relação a promoção, transmissão e / ou exploração comercial referente ao concurso e aos direitos por estes concedidos, por todos os modos, meios e suportes e em todos os meios de comunicação, conhecidos ou não, por um período ilimitado de tempo.


9. - VOTAÇÃO
9.1. A votação terá duas componentes: júri, que estará na sala durante a final, e via internet.
9.2. A votação do júri representará 70% para a pontuação final, cabendo 30% aos restantes votos.
9.3. O júri será composto por 7 (sete) personalidades das artes e do espectáculo nomeados pelos parceiros, e das suas decisões não cabe recurso.
9.4. A canção com o maior número de pontos será a vencedora.
9.5. O júri, depois de ouvir e ver a interpretação das canções, informará a comissão referida no Ponto 12.4. deste Regulamento da sua pontuação. A votação é realizada da seguinte forma: 12 pontos para a melhor canção, 10 para a segunda, 8 para a terceira, 7 para a quarta, 6 para a quinta, 5 para a sexta, 4 para a sétima, 3 para a oitava, 2 para a nona e 1 para a décima.
9.6. O apresentador irá dando a conhecer a votação de cada um dos elementos do júri pela ordem crescente de pontos, ou seja, começará por divulgar a canção que obteve 1 ponto e acabará na que obteve 12 pontos.
9.7. Da soma dos votos dados pelo júri a canção que obtiver maior número de votos ficará em primeiro lugar com 12 pontos, a segunda com 10, a terceira com 8 e assim sucessivamente até 1 ponto.
9.8. Na votação do público, proceder-se-á da seguinte forma: durante a gala final, estará disponível no site oficial do concurso a possibilidade de votação por parte do público. Paralelamente existirá a possibilidade de votar via sms de valor acrescentado. Pelo que a canção cuja soma da votação do público obtiver maior número de votos será a vencedora.
9.9. Em situação de empate na votação do juri, terá vantagem a canção que tenha obtido mais vezes 12 pontos pelos elementos do júri. Se ainda assim permanecer o empate terá vantagem a que tiver obtido mais vezes 10 pontos, e assim sucessivamente.
9.10. Em situação de empate na votação do público, terá vantagem a canção que tiver obtido essa pontuação em primeiro lugar. Se ainda assim permanecer o empate terá vantagem a que tiver obtido a pontuação anterior em primeiro lugar.


10 - PRÉMIOS
10.1. Ao artista ou banda vencedora será atribuído um prémio pecuniário de €3.000,00 (três mil euros).
10.2. À canção mais votada pelo público, será atribuído um prémio pecuniário de €2.000,00 (dois mil euros).
10.3. Todas as canções finalistas serão editadas em CD.


11. - RECLAMAÇÕES
Os concorrentes serão os únicos responsáveis por todas as reclamações provenientes de autores, compositores, artistas, editores, ou quaisquer pessoas ou entidades, relativamente a quaisquer transmissões ou outras utilizações das canções não autorizadas ou ilegais.


12. - FINAL
12.1. O MNE responsabiliza-se por assegurar o transporte, por via aérea, dos concorrentes do país de residência para Portugal e do seu retorno, bem como do alojamento durante a realização dos ensaios e do concurso, que decorrerão de 15 de Novembro a 29 Novembro de 2010, não contemplando qualquer acompanhante.
12.2. Os concorrentes e seus acompanhantes serão responsáveis pela obtenção de documentos, autorizações, transporte e deslocação em Portugal, de e para o local onde se realizará a final e ensaios, e inerentes despesas.
12.3. Ao MNE caberá também a responsabilidade de contratar todos os seguros necessários, para pessoas e equipamentos, necessários à realização deste concurso. A cobertura destes seguros não abrangerá no entanto danos, ou outros, emergentes do comportamento das pessoas envolvidas, fora da esfera de realização e âmbito do concurso.
12.4. Toda e qualquer situação não regulada pelas normas anteriores será decidida, sem faculdade de recurso, por uma comissão composta por um elemento indicado por cada uma das entidades promotoras bem como para os efeitos previstos no ponto 9.5. Em caso de empate, o representante do MNE tera voto de qualidade.

Rentrée...

Regresso às aulas, ao emprego... e espero que tenham retemperado forças. Este blogue festeja hoje o seu primeiro aniversário, farei o que estiver ao meu alcance para melhor informar e tentar corresponder às expectativas.

28 de julho de 2010

Férias...


Boas férias, prudência na estrada, e até Setembro, com mais novidades e uma presença mais constante e informativa.

2 de julho de 2010

Luso Jornal nº 263 de 30 de Junho

Pour répondre à une question qui revient de manière régulière, tout un chacun peut consulter le site www.retraites2010.fr où un simulateur a été mis en place qui doit permettre de connaître son âge de départ, en tenant compte du recul progressif à 62 ans de l'âge légal prévu dans le projet de réforme.