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30 de junho de 2011

Arquitetura: Siza Vieira agraciado com a comenda das Artes e das Letras Francesas


Matosinhos, 30 jun (Lusa) – O arquiteto Álvaro Siza Vieira recebe hoje a distinção de Comendador das Artes e Letras Francesas, a mais alta condecoração atribuída pelo Governo francês aos que se diferenciam pelas criações artísticas e literárias.

Siza Vieira, vencedor do prémio Pritzker, o “Nobel da arquitetura”, em 1992, recebe, às 18:00, na Casa de Chá da Boa Nova, das mãos do embaixador francês em Portugal, Pascal Teixeira da Silva, a mais alta condecoração atribuída aos que se distinguem pelas suas criações artísticas e literárias ou pela contribuição na difusão das artes e letras em França e no mundo.

Esta distinção foi criada por decreto do Governo francês, em 1957, e tem três graus: oficial, cavaleiro e comendador.

Vários portugueses já foram agraciados, mas apenas nove, incluindo Siza Vieira, receberam o grau de comendador das Artes e das Letras: Amália Rodrigues, a "embaixadora" do fado, os escritores António Lobo Antunes e Agustina Bessa-Luís, o embaixador e antigo ministro da Cultura do IX Governo Constitucional, António Coimbra Martins, que dirigiu o Centro Cultural Português de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian na década de 1990, o pintor Júlio Pomar, o cineasta Manoel de Oliveira, João Bérnard da Costa, anterior presidente da Cinemateca Portuguesa, e o autor da "Criação do Mundo", o escritor Miguel Torga.

19 de abril de 2011

Arquitetura: Siza Vieira conquista prémio de Arquitetura do Douro com armazém de envelhecimento de vinhos


Vila Real, 18 abr (Lusa) – O arquiteto Siza Vieira ganhou hoje o prémio de Arquitetura do Douro, com o armazém de envelhecimento de vinho desenhado para a Quinta do Portal e instalado entre as vinhas da paisagem classificada pela UNESCO.

“É sempre muito agradável. Fica-se satisfeito. O ego eleva-se”, afirmou o arquiteto, logo após a entrega do prémio, em Vila Real.

Lançado em 2006 pela Estrutura de Missão do Douro (EMD), o concurso tem como objetivo estimular as boas práticas de arquitetura na paisagem classificada pela UNESCO em 2001.

Pretende ainda incentivar a excelência no ordenamento do território e na intervenção urbanística e arquitetónica em paisagens.

Com um investimento de quatro milhões de euros, o edifício de Siza Vieira foi inaugurado pelo primeiro-ministro a 06 de outubro de 2010 e abarca as três áreas de atividade da quinta, a vinha, vinificação e turismo.

Uma das grandes preocupações do arquiteto foi a integração e harmonização da estrutura na paisagem duriense, recorrendo por isso aos materiais usados no Douro, como o xisto, a pedra com que se fazem os muros de suporte dos socalcos, bem como a cortiça.

O edifício possui uma área de implantação de 2.050 metros quadrados e uma área de construção de 4.722 metros quadrados de betão e aço.

“É um edifício de trabalho sujeito a regras muito claras e a um programa. Com uma linha de desenvolvimento do projeto muito apoiada e no meio de um campo cultivado. Assim, no meio de uma paisagem maravilhosa. Quem faz a paisagem é sobretudo a agricultura”, salientou Siza Vieira.

O enólogo da Quinta do Portal, Paulo Coutinho, disse que o armazém permite ter as "condições ideais para um envelhecimento lento e adequado aos moscatéis e todas as categorias de vinho do Porto".

"É sem dúvida uma nova maneira de estar no armazenamento e envelhecimento de vinhos", frisou Paulo Coutinho.

O ambiente é "limpo e saudável" e há "a garantia de que o envelhecimento está a ser feito nas condições ideais".

Apesar de há mais de um século a família Mansilha se dedicar à produção de vinhos, a empresa "Quinta do Portal", que se estende pelos concelhos de Sabrosa e Alijó, foi constituída apenas em 1994, dedicando-se desde então aos vinhos do Porto, do Douro, Moscatel e espumantes.

O júri atribuiu ainda duas menções honrosas à Adega do Vallado, da responsabilidade da “Mais e menos – Arquitetos Associados” e à Capela de Travassos, do arquiteto Paulo Moura, ambas localizadas no Peso da Régua.

O júri do prémio foi composto por representantes da EMD, da Direcção Regional de Cultura do Norte, do Turismo de Portugal, da Ordem dos Arquitetos e pelo arquiteto António Belém Lima.

Belém Lima venceu a última edição, com o Museu da Vila Velha, em Vila Real.

11 de novembro de 2010

Cultura: Arquiteto Álvaro Siza Vieira vence 3.ª edição do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura

Lisboa, 11 nov (Lusa) - O arquiteto Álvaro Siza Vieira é o vencedor do III Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, atribuído pelos Ministérios da Cultura de Portugal e Espanha, anunciaram simultaneamente em Lisboa e Madrid as ministras, Gabriela Canavilhas e Ángeles Gonzalález-Sinde.

Instituído pelos dois países em 2006, com periodicidade bienal, tem como finalidade distinguir um autor, pensador, criador ou intérprete vivo, ou ainda uma pessoa coletiva sem fins lucrativos.

A iniciativa visa premiar o contributo significativo para o reforço dos laços entre os dois Estados e para um maior conhecimento recíproco da criação ou do pensamento, segundo o regulamento.

No valor de 75 mil euros suportados pelos dois países, o prémio consiste ainda na atribuição de um troféu da autoria da artista plástica Fernanda Fragateiro.

O júri desta terceira edição do galardão é constituído, em representação de Portugal por Clara Ferreira Alves, jornalista e escritora, João de Melo, escritor, e Manuel Graça Dias, arquiteto.

Em representação de Espanha, integram o júri José Manuel Diego Carcedo, jornalista, Fuensanta Nieto, arquiteta e Pilar del Río, jornalista.

Na primeira edição, em 2006, o Prémio foi atribuído ao português José Bento, e em 2008 (segunda edição), o vencedor foi o espanhol Perfecto Cuadrado.

Álvaro Siza, que recebeu o Prémio Pritzker em 1992, o maior galardão mundial para a área, nasceu em Matosinhos, em 1933 e estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo sido influenciado numa primeira fase do seu trabalho pelos arquitetos Adolf Loos e Frank Lloyd Wright.

Há um ano, recebeu o título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos (OA) durante uma homenagem que decorreu em Lisboa no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Arquitetura.

Álvaro Siza Vieira recebeu também no ano passado a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura em reconhecimento da sua obra arquitetónica e actividade como cidadão, e foi homenageado no Reino Unido pela contribuição para a arquitetura internacional com a Medalha de Ouro Real.

Esta distinção atribuída pelo Instituto Real dos Arquitetos Britânicos em nome da rainha Isabel II é atribuída anualmente desde 1848, e distinguiu arquitetos de renome mundial como Le Corbusier (1953), Frank Gehry (2000) e Jean Nouvel (2001).

O Museu de Serralves, a Casa de Chá, as Piscinas de marés, a igreja de Marco de Canavezes, todos no distrito do Porto, o Pavilhão de Portugal da Expo 98, em Lisboa, e, mais recentemente, o museu para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil, são alguns dos projetos marcantes da carreira do arquiteto. Dirigiu a operação de recuperação do Chiado, após o incêndio de agosto de 1988.

9 de novembro de 2010

Universidade Técnica de Lisboa atribui Honoris Causa a Siza Vieira


O arquitecto e Prémio Pritzker português Álvaro Siza Vieira vai ser distinguido esta quinta-feira com o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade Técnica de Lisboa (UTL).

Em comunicado, a UTL explica que decidiu distinguir Siza Vieria como forma de reconhecimento do seu percurso de cidadão e da projecção nacional e internacional da sua obra arquitectónica, considerando-o uma das referências mais marcantes da Arquitectura e da Cultura Contemporânea.

Ao longo da sua carreira, com mais de 50 anos, Álvaro Siza Vieira recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique atribuída pela Presidência da República Portuguesa em 1999, a Medalha de Ouro da Fundação Alvar Aalto, em 1988, o Prémio Europeu de Arquitectura da Comissão das Comunidades Europeias/Fundação Mies van der Rohe em 1998, e o Prémio Pritker em 1992. A sua obra foi exposta em várias cidades mundias, como são os casos de Copenhaga, Veneza, Milão, Helsínquia, Paris, Londres, Amesterdão, Delft, Berlim, Cambridge, Nova Iorque, Paris, Barcelona, São Paulo, Toulouse Yokohama, Bruxelas, e em locais de tanto prestigio como o Museu Alvar Aalto, o Centro Georges Pompidou de Paris e a Universidade de Columbia em Nova Iorque.

A sua lista de obras inclui trabalhos como o Pavilhão de Portugal na Expo 98, o Metro do Porto e o Museu de Arte Contemporânea da Fundação Serralves no Porto.

Natural de Matosinhos, Siza Vieira é dos arquitectos nacionais mais reconhecidos internacionalmente. No ano passado, o jornal britânico "The Guardian" definiu o profissional como “um dos melhores arquitectos do mundo”. No mesmo ano, Siza Vieira foi condecorado com a Royal Gold Medal for Architecture 2009, atribuída pelo Royal Institute of British Architects, em nome da Rainha Isabel II.

15 de junho de 2010

Lido no Público : Siza Vieira galardoado com Prémio Cristóbal Gabarrón de Artes Plásticas 2010


O arquitecto português Álvaro Siza Vieira foi hoje galardoado com o Prémio Internacional de Artes Plásticas 2010 da Fundação Cristóbal Gabarrón, que quis distinguir “o magistério, a relevância internacional e a inspiração poética” da sua obra.

O júri do prémio destaca a defesa que Siza faz de uma arquitectura “transparente e respeitosa com o ambiente onde se enquadra”, elogiando a sua capacidade de desenvolver uma “poética comovedora dos edifícios, a partir do trabalho com espaços e luz”.

Prova disso, destaca, são o edifício da Universidade do País Basco, que estará terminado este ano, ou o Centro Meteorológico da Aldeia Olímpica de Barcelona (1992), o Centro Galego de Arte Contemporânea em Santiago de Compostela (1993), o edifício da Reitoria da Universidade de Alicante (1997) e o da Fundação Serralves (1999).

Ao prémio, que alcança este ano a nona edição, concorreram 31 candidaturas de vários países.

Este é o primeiro dos nove galardões atribuídos anualmente pela fundação que inclui ainda Artes Cénicas, Ciência e Investigação, Desporto, Economia, Letras, Pensamento e Humanidades, Restauração e Conservação e Trajectória Humana.

Em edições anteriores o galardão foi atribuído a nomes como James Rosenquist (2002), Peter Eisenman (2003), Sir Anthony Caro (2004), Richard Serra (2005), Yoko Ono (2006), Markus Lüpertz (2007), Martín Chirino (2008) e Jan Fabre (2009).